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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 305

Dezembro/2007

 

 

CAPA

PCdoB 2008 vai consolidar os avanços de 2007
Um programa para unificar as forças avançadas e patrióticas
 
 

 NACIONAL

Em 2007 - Paradoxos do 2º Governo Lula
 
 

 Movimento

Uma central para mudar o sindicalismo
CTB se filia à FSM e estréia em eventos internacionais
O nome à frente da nossa central
"É preciso ouvir os movimentos sociais e não os banqueiros"
Ano de ajuste
Ao lado da luta do povo
Crescimento da influência comunista
 

 INTERNACIONAL

A realidade dissipa as ilusões
Mudança de época
 
 

 PCdoB

Crescimento: partido vive um círculo virtuoso
91.539 militantes
Sede própria
Bons resultados, muitos desafios
Mais "Participação e Poder"
Meio Ambiente e Desenvolvimento
 
 

ESPECIAL

Blogueiros e colunistas progressistas: uni-vos

 
 

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CAPA

PCdoB
2008 vai consolidar os avanços de 2007


O ano que termina foi marcado por alguns êxitos importantes para os comunistas e para a democracia no Brasil. O PCdoB cresceu. Está presente em mais de 2000 municípios e tem 230 mil filiados, dos quais 91 mil participaram das conferências municipais e estaduais. O partido é uma força eleitoral competitiva para 2008. Com a volta do crescimento da economia, melhoraram a renda e o emprego. E os trabalhadores tem agora uma central classista – a CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - para defender suas conquistas e direitos. Renato Rabelo Os paradoxos do segundo mandato Páginas 2 e 3 2007: Congresso de Funcação da CTB, em Belo Horizonte (MG)

 

EDITORIAL

Um programa para unificar as forças avançadas e patrióticas

O caminho para a eleição presidencial de 2010 passa por 2008, quando a eleição municipal vai definir a correlação de forças entre o governo e a oposição para a disputa da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O DEM e o PSDB já anunciaram a decisão de “sangrar” o presidente até aquela data, no esforço desesperado de fortalecer seu cacife eleitoral e impedir a eleição, para o mais alto cargo do país, de outro presidente ligado às forças populares, democráticas e patrióticas.

Ainda tem muito chão até lá. Por ora, vale apontar a diferença de estilos que marca o elitismo da oposição conservadora, contraposto à inspiração popular e brasileira que orienta o governo.

Uma reportagem e uma entrevista ilustram essa diferença. Uma delas foi a matéria “O andarilho”, de João Moreira Salles, publicada na revista Piauí (agosto de 2007), relatando as atividades do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos EUA e na Europa. Ela revela um “homem do mundo” no mal sentido da palavra, alguém que, tendo sido presidente do Brasil, demonstra um profundo desprezo pelo país e seu povo. E que não tem pejo de dizer que “essa coisa de ser brasileiro é quase uma obrigação”. Gosta mesmo é do aristocrático Velho Mundo e, nessa linha, investe até contra os desfiles de Sete de Setembro que assistiu como presidente da República: “Brasileiro não sabe marchar, eles sambam”, disse. E foi por aí afora em suas manifestações de desapreço ao Brasil e aos brasileiros.

Há um sentimento completamente contrário na entrevista que o presidente Lula deu para a revista Brasileiros (“Conversa com Lula”, dezembro-2007 / janeiro-2008). Ele comenta a política, as ações do governo, nega qualquer possibilidade de um terceiro mandato e esbanja simpatia pelo país e pelos brasileiros. “Meu anjo da guarda”, diz, “é a sabedoria do povo brasileiro, que sabe separar o joio do trigo”. “Então, meu anjo da guarda é isso, é a confiança do povo e muitas horas de trabalho por dia”.

Quem assistiu ao filme “1492 – A conquista do Paraíso”, de Ridley Scott, pode lembrar a cena em que Cristóvão Colombo conversa com Sanchez, um nobre que tramava contra ele na Corte espanhola. Colombo mostra pela janela, a cidade de Sevilha e pergunta: o que você vê? Sanchez cita as torres, os palácios e demais construções. E Colombo responde: tudo isso foi feito por gente como eu, e não como você, que não trabalha. Esta cena serve também para descrever a contraposição que há, hoje, na política brasileira. De um lado, o mundo do trabalho; do outro, dos que sempre mandaram e só vêem seus privilégios. E que, desprezando o país e seu povo, ainda querem continuar mandando. Em 2008, este embate terá um novo capítulo, preparatório para o decisivo de 2010.

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