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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 300

julho/2007

 

 

CAPA

Estudantes de todo o País vão sair às ruas
Reforma política: a direita ameaça a democracia
 
 

PCdoB

Cresce a campanha pela sede própria
Decisões da Conferência sobre a Questão da Mulher são ratificadas
Presidente da SBPC valoriza relação com PCdoB
Bem-vindos, camaradas!
Festa política
 
 

 NACIONAL

Avançar na tática mais afirmativa e ousada
As usinas da polêmica
Em busca de outras fontes
Brasil, um colosso energético
Modernidade com bases arcaicas
 
 

 Movimento

A caminho de uma central classista
Elevar o papel da CSC no movimento sindical
Nova presidente quer UNE ainda mais representativa
 
 

 INTERNACIONAL

Mercosul, alavanca para a integração continental
 
 

ESPECIAL

Guerreiro do sol

 

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CAPA

 

50º Congresso da UNE

Estudantes de todo o País vão sair às ruas


 

Lúcia Stumpf, a nova presidente da UNE, eleita com 72% dos votos, arregaça as mangas para as jornadas de agosto


 

 

EDITORIAL

Reforma política: a direita ameaça a democracia

A reforma política ficou para agosto, quando poderá haver novas tentativas para romper o impasse criado na Câmara dos Deputados. A paralisia resulta da oposição dos conservadores, principalmente do PSDB, que querem deixar tudo como está e não aceitam os aspectos democráticos da reforma, principalmente o financiamento público de campanha e o voto em lista, e resistem a aperfeiçoar a democracia e alargar a participação popular.

O impasse criado embute uma séria ameaça à democracia, materializada em duas propostas de emendas constitucionais (PECs) que estão tramitando no Congresso. Uma delas, do senador direitista Marco Maciel (DEMPE), ressuscista a cláusula de barreira. Outra, do deputado tucano Arnaldo Madeira (SP), cria o voto distrital para as eleições de vereadores e deputados. No dia 12 de julho a proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.

O grave defeito do voto distrital é o esmagamento das minorias, que elegem um número de representantes inferior à sua influência real na sociedade. Se, por exemplo, um partido “A” tiver 51% dos votos em todos os distritos, fica com 100% das vagas, e um partido “B”, que teve 49% dos votos, fica sem nenhuma.

A direita diz querer aproximar os eleitores de seus representantes. Pela PEC, os estados serão divididos em tantos distritos quantos os deputados que elegem. Por exemplo: Tocantins, que elege oito deputados federais, terá oito distritos; São Paulo, que tem 70 deputados, terá 70 distritos.

Isso resulta em distritos imensos: em Tocantins, com 874 mil votantes, os distritos terão 109 mil eleitores. Em São Paulo, onde há 28 milhões de eleitores, os distritos terão 403 mil eleitores. Quantos são os municípios brasileiros destas dimensões? Mais ainda: em quais municípios deste porte existe esta alegada aproximação entre eleitores e seus vereadores, por exemplo?

Além disso, para haver igualdade de condições, um partido precisa estar organizado em todos os distritos; não é o que acontece com os pequenos e médios. O PCdoB, por exemplo, está presente em cerca de um terço dos mais de 5.500 municípios brasileiros. No sistema distrital ficaria, portanto, fora da disputa nos outros dois terços dos municípios.

Já os partidos da classe dominante estão em quase todos os municípios. No sistema proporcional, mesmo fora de muitos municípios, um partido pode receber o voto do eleitor que, neles, concorde com suas idéias. No sistema distrital, esse eleitor fica sem representação. O sistema distrital favorece também o poder econômico pois o candidato pode concentrar seus recursos um único distrito, contra adversários mais pobres. E que, geralmente, são ligados ao povo, e não aos ricos.

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