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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 298

Abril/2007

 

 

CAPA

Previdência Social ameaçada
A França nas mãos da direita
 
 

PCdoB

Firmeza de princípios e flexibilidade tática
 
 

 NACIONAL

Agora vai?
Governo quebra patente de remédio anti-aids
É preciso mais que o desenvolvimento
Programas sociais atendem a 62 milhões de brasileiros
IPEA demonstra redução de desigualdade em 10%
Bolsa Família aumenta autonomia das mulheres
A democracia está ligada ao projeto nacional
Superávit menor para contemplar PAC
 
 

 Movimento

Ameaças conservadoras
Regulamentação pode sair em maio
De volta às ruas
Limitação é inaceitável e inoportuna
Guerra à vista!
 
 

 INTERNACIONAL

 
 

ESPECIAL

Está aberto o debate!

 

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CAPA

Previdência

Previdência Social ameaçada
Lula e o ministro Marinho dizem que não querem prejudicar os trabalhadores. Mas as idéias que circulam em setores do governo e do Fórum Nacional da Previdência Social repercutem os argumentos conservadores pelo aumento da idade mínima para a aposentadoria e outros benefícios e pelo corte de direitos sociais.
 

EDITORIAL

A França nas mãos da direita

Os socialistas, comunistas e a luta antineoliberal tiveram uma derrota histórica, e profunda, na eleição presidencial francesa do dia 6 de maio, quando o direitista Nicolas Sarkozy foi eleito, no segundo turno, para o mais alto cargo do país. Sarkozy não é a simples continuidade de seu antecessor Jacques Chirac. Ele está à sua direita, tem um projeto de longo fôlego, e diz não se envergonhar dessa opção política ligada aos poderosos, aos que mandam, à elite. Ao contrário, é orgulhoso dela, como demonstra por sua trajetória, pelo seu programa, pelo seu estilo e ainda pelas circunstâncias da eleição. Chirac foi eleito no dramático segundo turno de 2002, com o voto dos republicanos de todos os quadrantes, frente à ameaça do ultradireitista Jean-Marie Le Pen. Sarkozy venceu pirateando sem maior pudor elementos da plataforma de Le Pen, em nome, como disse, de uma ‘’direita descomplexada’’.

Para as esquerdas francesas, hoje fragmentadas, combalidas por um itinerário recente de cedências e incoerências, começa uma fase de resistência, ecoando a designação da Resistência Francesa contra o invasor nazifascista, na década de 1940. A seu favor, contam com uma secular tradição e cultura de combate e também com feitos recentes como a notável vitória do ‘’Não’’ à Euroconstituição neoliberal, em maio de 2005. O primeiro desafio virá logo, com a eleição legislativa de 10 e 17 de junho.

Na América Latina, a guinada da França à direita convoca à reflexão e à ação. Aqui, ao contrário da Europa e dos Estados Unidos neoconservadores, tudo parece favorecer às esquerdas. Desde a vitória de Hugo Chávez em 1998 e mais ainda após Lula em 2002,  estas colecionam êxitos: onde não triunfam, avançam.

O feito da direita sarkozyana vem nos recordar que esta tendência latino-americana não é um destino escrito nas estrelas. Mais ainda pois se trata de um movimento heterogêneo, desigual, às vezes contraditório ou mesmo conflituoso e ainda pouco digerido no plano da teoria.

onda latino-americana pode se afiançar, consolidar, galgar novos patamares e até estimular – em certa e modesta medida já estimula – uma volta por cima progressista no plano internacional. Mas também pode sucumbir ou refluir, vítima de suas insuficiências, como aconteceu em décadas passadas com as frustantes experiências social-democratas na Europa, hoje substituídas por esta preocupante direitização. O desfecho depende de seus protagonistas, de sua coragem, coerência, capacidade unificadora, perspicácia e argúcia estratégicas.

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