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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 292

setembro/2006

 

 

CAPA

Lula de novo, com a força do povo
 

PCdoB

É preciso desmascarar os tucanos para voltar a crescer
Inácio popular e lutador
 

 NACIONAL

Lula presidente - programa de governo 2007/2010
A equipe do Programa de Governo
Sucessões presidenciais: crise política permanente
Reforma política precisa assegurar a pluralidade partidária
DNA desenvolvimentista
A luta contra Bornhausen, o oligarca
De tanto cantar o mesmo arranjo...
 

 Movimento

Nova fase para o Sindicato dos Metalúrgicos
Campanha para anular privatização da vale
Comissão dos povos e comunidades tradicionais
Metalúrgicos do ABC vencem, mas luta continua
 

 INTERNACIONAL

Um poeta contra a opressão
Diploma suspeito
Stone critica militarismo dos EUA
EUA vai gastar 80 milhões contra Fidel
Um documento indispensável de um protagonista da história contemporânea
Os planos da CIA contra Cuba e Venezuela
Mentiras de Bush
 

ESPECIAL

Ardências ao chão da fábrica
 

 

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CAPA

 

Programa de Governo para o Brasil voltar a crescer
Lula de novo com a força do povo
O plano da direita não deu certo. E FHC quer incendiar o palheiro!
O
Brasil está a menos de um mês da eleição de 1º de outubro e tudo indica que Lula terá um segundo mandato para aprofundar as mudanças iniciadas em janeiro de 2003. Segundo as últimas pesquisas (como a feita pelo Instituto Vox Populi, divulgada no começo de setembro pela revista CartaCapital), o presidente tem 50% das intenções de voto na pesquisa estimulada, e 43% na espontânea. Ou seja, tem 17 pontos acima da soma dos outros candidatos (na estimulada, tem está 14 pontos à frente). E vence em todas as faixas de renda, exceto entre os mais ricos, com mais de 10 salários mínimos ao mês. Está na frente também em todas as regiões, disparado no Nordeste com 67%, e com 45% no Sudeste, 43% no Centro-Oeste/Norte e 38% no Sul.

Para a direita, este é um desempenho inesperado, e os analistas do ninho tucano-pefelista procuram, estonteados, explicar aquilo que para eles é inexplicável. Tentam inclusive desqualificar o eleitor, como o senador Jéferson Peres (PDT/AM) e sua estridente manifestação de desalento, na tribuna do Senado, em 30 de agosto, quando anunciou sua saída da política, acusou os políticos de antiéticos, voltou à carga contra o presidente Lula e seu governo, e chegou a incluir, em sua catilinária, o eleitorado que, pensa, minimiza a corrupção.

A declaração do senador amazonense é reveladora do desespero da oposição neoliberal que quer um eleitor de encomenda que atenda aos seus propósitos - isto é, que vote nos candidatos da direita. Uma idéia elitista, do tempo em que a elite dizia que o brasileiro não sabe votar, e que reaparece de forma canhestra na opinião manifestada por Jefferson Péres.

Outro analista aponta o que chama de “apatia democrática”, insinua que Lula se beneficia do fato de não existirem “projetos antagônicos em disputa” (ele não leu o Programa de Governo divulgado dia 31?), e considera a eleição “ruim” (Fernando de Barros e Silva, Folha de S. Paulo, 4/9/2006).

Mas o campeão do besteirol continua sendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, autor de uma frase que dificilmente será esquecida pelo apelo anti-institucional que evoca: “É fogo no palheiro, é disso que precisamos”. A frase deste candidato a Nero foi dita em um almoço com empresários no Jockey Club de de São Paulo. Ela é uma amostra do desespero que campeia entre quem viu falidos os esforços feitos desde maio de 2005 para destruir a imagem de Lula e seu governo.

Mas a disputa de outubro tem outro aspecto que precisa ser levado em conta: a eleição para a Câmara dos Deputados. Agora, os conservadores se preparam para o embate apegando-se à cláusula de barreira de 5% dos votos para a Câmara dos Deputados, sendo no mínimo 2% em pelo menos nove estados. E para o confronto jurídico que se anuncia: pela regra em vigor, os deputados eleitos por partidos que não cumprirem aquela exigência tomarão posse mas serão mandatários de segunda classe, impedidos de participar de comissões técnicas e de CPI’s, além de ficarem de fora nos votos de liderança.

Estarão criados assim dois tipos de deputados, uns com direitos integrais, e outros com o mandato parcial. Isto é, uma situação de desigualdade que fere a Constituição e poderá criar impasses jurídicos que somente o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá resolver (veja matéria sobre o Programa de Governo das págs 3 a 6).


 

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