PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 291

agosto/2006

 

 

CAPA

Mundo condena ataques de Israel contra o Líbano
 

PCdoB

Candidatos comunistas
A militância vai definir o sucesso do plano eleitoral do PCdoB
Para retomar as rédeas do Rio Grande do Sul
 

 NACIONAL

O alvo principal é Alckmin
Direitista desde o começo
Tirando o sangue
Brasil, campeão no combate ao trabalho escravo
Precisamos inserir São Paulo neste impulso nacional
 

 Movimento

Lucro, demissões e barbárie
 

 INTERNACIONAL

Doença afasta Fidel Castro do governo
Venezuela: Revolução e Socialismo para o Século 21
Guerra contra as crianças
É urgente a solidariedade ativa à resistência nacional e popular libanesa
 

ESPECIAL

Projetos reacendem debate pela inclusão do negro
 

 

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Edições Anteriores

 
 

PCdoB

Eleições 2006
Candidatos comunistas

 

ACRE

DEPUTADA FEDERAL
Perpétua Almeida 6513
DEPUTADO ESTADUAL
Edvaldo Magalhães 65123
Moisés Diniz 65789
Pascal Khalil 65456

ALAGOAS

VICE-GOVERNADOR
Edvaldo Nascimento 13
DEPUTADO FEDERAL
Andrea Carvalho Alfama 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Jobson Ferreira Torres 65555
Marcelo Malta 65123

AMAZONAS

DEPUTADO FEDERAL
Antonio Ederval de Lima 6500
Vanessa Grazziotin 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Cristiane Silva Oliveira 65113
Eron Bezerra 65656
Francisco Félix Teixeira Filho 65666
Gracildo Guimarães da Costa 65555
Ilzanete Campos Paes 65114
Lúcia Antony 65123
Maria Patricia Silva de Brito 65112
Noelia Silveira da Costa 65115
Ronaldo Pimentel Mannarino 65789
Suely da Silva Mota 65111


AMAPÁ

VICE GOVERNADOR
Aroldo Rebelo 13
DEPUTADO FEDERAL
Evandro Milhomen 6566
DEPUTADO ESTADUAL
Francisco Rodrigues de Santana 65147
Roseli Araújo Corrêa 65456
Valdiner Silva França 65123


BAHIA

DEPUTADO FEDERAL
Alice Portugal 6522
Daniel Almeida 6565
Olívia Santana 6550
Pedro Marcelino Pinto Neto 6518
DEPUTADO ESTADUAL
Álvaro Gomes 65321
Edson Sampaio Pimenta 65333
Elizabeth Pinto de Almeida Costa 65777
Gilberto Souza Santos 65555
Helber Pacheco Rios 65265
Javier Alfaya 65222
Kelly Adriana Magalhães 65123
Luis Carlos Sena Ribeiro 65611
Manoel Messias Gonzaga 65456
Manuela Brasileiro Lanza Brandão 65000
Maria Aladilce de Souza 65654
Rita Rodrigues Silva Souza 65678
CEARÁ

SENADOR
Inácio Arruda 656
DEPUTADO FEDERAL
Darlan de Oliveira Reis Junior 6513
Francisco Lopes da Silva (Chico Lopes) 6565
Maria Aparecida Pereira de Albuquerque 6540
DEPUTADO ESTADUAL
André Lucio Studart Gurgel de Oliveira 65666
Antonio Elias da Costa 65655
Antonio Marques Brandão 65066
Cícero Aurelisnor Matias Simião 65123
Elza Sonia Duarte Alencar 65065
Evaldo Neco Barreto Junior 65444
Francisco Celestino Cavalcante 65432
Gonçalo Rodrigues Martins Neto 65431
Jairo Gonçalves de Oliveira 65888
Jarbas Bezerra Xavier 65361
Jefferson Luiz Gonçalves de Lima 65013
João Ananias Vasconcelos Neto 65651
João Batista Mota Lopes 65621
João Bosco dos Santos 65667
José Eudes Guimarães 65031
Jose Fernandes da Silva Junior 65691
Jose Ivamberg Nobre de Sena 65422
Jose Simão da Silva 65581
Luis Leão da Silva 65611
Luiz Carlos de Andrade Morais 65654
Luiza Ellita Tomé Bezerra 65172
Marcos Antonio Izequiel de Oliveira 65190
Maria Liduina Fonteles 65222
Miguel Jocélio da Silva 65613
Nagibe Nunes de Melo 65631
Neurami Gomes de Amorim 65456
Paulo Roberto Feitosa Serra 65341
Raimundo Euzébio Albuquerque 65088
Rubem Costa de Oliveira 65235

DISTRITO FEDERAL

SENADOR
Agnelo Queiroz 656
1º SUPLENTE DE SENADOR
Messias de Souza 656
DEPUTADO FEDERAL
Fredo Ebling 6565
DEPUTADO DISTRITAL
Antonio Apolinario Rebelo Figueiredo 65123
Cicero Candido Sobrinho 65111
Ismael de Oliveira Caitano 65133
João Dias Ferreira 65555
Jose Antonio Gomes Coelho 65234
Moyses Leme da Silva Neto 65165
Ralcilene Santiago da Frota 65678
Waucilon Carvalho Sousa 65789

ESPÍRITO SANTO

DEPUTADO FEDERAL
Jório de Barros Carneiro 6515
Carlos Duarte 6513
Renata Marisa Silva da Luz 6565
DEPUTADO ESTADUAL
André Nardotto 65123


GOIÁS

SENADOR
Aldo Arantes 656
DEPUTADO FEDERAL
Fábio Tokarski 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Ailma Maria de Oliveira 65120
Antero Horácio dos Santos 65100
Carlos Magno Fonseca 65625
Cleber de Souza Araujo 65637
Edimar Pereira da Silva 65665
Ednon Cândido Vieira 65789
Fabrizio de Almeida Ribeiro 65651
Gilmar Saggioro 65656
Lúcia Helena Rincón Afonso 65123
Maria Rosa Barbosa Porto 65654
Wilson Ferreira de Oliveira 65456
MARANHÃO

1º SUPLENTE DE SENADOR
Prof. Márcio 131
DEPUTADO FEDERAL
Flávio Dino 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Antonio Benedito Pereira Bezerra 65555
Domingos Izaias Cezar Ribeiro 65678
João da Cruz Silva 65123
Júlio Cesar Rego Guterres 65165

MATO GROSSO

SENADOR
Janete Carvalho 654
1º SUPLENTE DE SENADOR
Felix Marques da Silva 654
DEPUTADO FEDERAL
Aislan Sebastião Cunha Galvão 6547
Antonio Aguiar Ferreira 6565
Maurilia Borges 6567
Miguel Costa de Souza 6503
DEPUTADO ESTADUAL
Antonio Borges Neto (Netão) 65123
Rafael Martelo dos Santos 65225

MATO GROSSO DO SUL

1º SUPLENTE DE SENADOR
Moacir de Abreu 131
DEPUTADO FEDERAL
Erisvaldo Batista Ajala 6510
Iara Gutierrez Cuellar 6578
DEPUTADO ESTADUAL
Luiz da Conceição 65800
Orivaldo Ribeiro Mundim 65123

MINAS GERAIS

DEPUTADA FEDERAL
Jô Moraes 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Alaércio F. da Silva - Laércio da Pamonha 65666
Antonio Donizetti Moreira de Andrade 65700
Aristeu Joaquim Soares Vieira da Costa 65650
Arnaldo Celestino 65500
Benito Laporte 65999
Bruno Burgarelli Albergaria Kneipp 65100
Carlos Ernane Almeida 65010
Carlos M. M. Soares (Carlin PCdoB) 65123
Charlston de Castro Moraes 65660
Clédio Matos de Carvalho 65433
Daniel Crispin Belizário 65555
Diogo J. Mozelli Taveira (Diogo Pulião) 65613
Edilson de M. Lopes (Edilson da Natrium) 65579
Geraldo Santana Pimenta 65065
Gilson Ricardo Costa Ribeiro 65654
Gisele Sampaio Mendes 65665
Hassib H. da Silva (Hassib do Povão) 65633
João José Joaquim de Oliveira 65241
José Antonio de Lacerda (Jota da CUT) 65669
José Evaristo (Cobrinha) Santoro Filho 65333
José Luiz de Araújo 65000
Jose Xavier da Silva Filho 65130
Lipa Xavier Souto 65611
Luciano de Oliveira 65001
Manoel Ribeiro da Silva 65800
Marco Antonio sa Cruz (Marquinho) 65623
Maria J. R. Mendes (Kinha Cabeleireira) 65789
Milton Pereira dos Santos (Tororó) 65013
Narcizio da Cruz Ferreira 65125
Osvaldo R. Soares (Osvaldo Jacaré) 65615
Paulo Augusto dos Santos 65612
Paulo César Cristofano Basso 65365
Pica-Pau 65444
Prof. Fabio Silveira 65200
Reginaldo Henrique dos Santos 65322
Renato Lima Alves Silveira Campos 65321
Roney de Melo Silva 65600
Rosilene Perpetuo de Jesus Rocha 65190
Sebastião Alberto Ferreira 65411
Thiago Bezerra da Silva 65111
Valdirene Souza Dias Rocha 65432
Vanderlei Gusmão 65655
Vanderlei Toledo 65678
Wadson Nathaniel Ribeiro 65656

PARÁ

2º SUPLENTE DE SENADOR
José Roberto da Costa Martins 131
DEPUTADA FEDERAL
Socorro Gomes 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Antônio Lima Gomes 65678
Edilson Moreira (Da Eletronorte) 65651
José Wanderley Barbosa Milhomem 65646
Paulo Fonteles 65165
Sandra M. C. Fonseca (Sandra Batista) 65123

PARAÍBA

DEPUTADO FEDERAL
Betânea dos Anjos de Barros Oliveira 6512
Ednaldo Ferreira Fontes 6500
Francisco das Chagas 6511
Gustavo Fontes Silva 6543
José de Nacimento Coelho 6510
Watteau Rodrigues 6565
DEPTUADO ESTADUAL
Simão Almeida 65666

PARANÁ

1º SUPLENTE DE SENADOR
Nereu Ceni 131
DEPUTADO FEDERAL
Ricardo Gomyde 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Elza Maria Campos 65131
Guilherme Antonio Carollo 65065
Jocemar Roberto Madruga 65111
José Cireneu Machado 65112
Maria Luiza Rezende de Oliveira Muller 65123
Teodoro Tupã Jeguavy Alves 65011

PERNAMBUCO

SENADOR
Luciano Siqueira 656
DEPUTADO FEDERAL
Nilton Soares Ayres 6555
Renildo Calheiros 6513
DEPUTADO ESTADUAL
Antônio Quirino 65123
Djalma Correia de Lima 65655
Edivaldo Cassimiro Lins Filho 65140
Edvaldo Bione de Melo Júnior 65165
Laurinalva Santiago Viana 65333
Luciano Sérgio Moura da Silva 65111
Marcone Bezerra Campelo 65110
Nélson Pereira de Carvalho 65113
Sylvia Karina de Souza da Silva 65105
Vicente Manoel Leite André Gomes 65644

PIAUÍ

2º SUPLENTE DE SENADOR
Lurdes Rufino 141
DEPUTADO FEDERAL
Osmar Júnior 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Júlio Romão Rufino 65651
Marilene Aguiar 65465
Robert Rios 65123

RIO DE JANEIRO

SENADORA
Jandira Feghali 651
2º SUPLENTE DE SENADOR
Mauricio Mugnani 651
DEPUTADO FEDERAL
Elizeu Machado dos Santo 6523
Américo Luiz Rodrigues 6578
Antonio de Souza Franco 6524
Clóvis Nogueira da Paz 6525
Daniel Teles de Souza 6510
Djan Garrido Madruga 6556
Edmilson José Valentim dos Santos 6565
Eurico Quintino 6578
Ezaquiel Siqueira da Conceição 6563
José de Aguiar Borges 6589
Julio César Alvarenga Santos 6522
Luis Cláudio de Oliveira Maia 6512
Marcus Antonio de Queiroz Lucenna 6543
Neide Márcia da Silva 6513
Sinésio da Paixão Nogueira 6514
Vilson de Castro Pinto 6534
DEPUTADO ESTADUAL
Adilson da Amocren 65331
Adriano 65444
Agamenon 65111
Aguilar Ribeiro 65365
Alamir do Vime 65150
Alexandre da Silva 65700
André Luiz Barcelos 65265
Antonio Ferreira de Melo (Xaolim) 65133
Antonio Lima 65031
Carlos Monteiro 65601
Carolino 65407
Celso Bal 65678
Crispim 65999
Davi Baleiro 65333
Dearthagan Marques da Cruz 65665
Dr. Camargo 65234
Drika 65651
Edmundo 65412
Edson Roberto 65029
Eduardo da Luz Pereira 65222
Et dos Panteras Negras 65355
Eugenio de Freire Bastos 65652
Fernando Cid 65065
Gerinaldo Antunes Ribeiro 65923
Graça 65013
Guilherme Toledo 65033
Gusmão 65123
Jaime da Cut 65987
João Carlos 65432
Jorge Chapéu 65666
José Odilon 65122
Kikito 65217
Luiz Henrique 65260
Malvina 65697
Manoel Ferreira de Aguiar 65997
Marcelo Sorriso 65612
Márcio Willians( Muquiço) 65345
Parreirinha 65456
Paulo Pessanha 65005
Paulo Pessoa A. Júnior 65655
Paulo Silva Vieira 65998
Pelé 65453
Prof Rocha 65580
Prof. Wagner Morgam 65071
Rejane 65656
Rivail 65556
Robertinho 65555
Roberto Chapéu 65000
Roberto Pipoqueiro 65575
Robson 65091
Rodrigo Palomo 65335
Rosy - Rosinete 65231
Sandra Arueira 65131
Sandra Candido 65077
Sergio Fernando (Ney) 65145
Sergio Ricardo 65789
Sergio Santana Silva 65761
Sidney Gomes Pereira 65377
Silvana Braga 65565
Silvio 65696
Veríssimo 65288
Vicente Teles 65321
Walmir Neves (Corró) 65624
Wilson Inspetor 65138
Zé Mauro 65777
Zé Rosa 65325
Zé Teixeira 65011

RIO GRANDE DO NORTE

DEPUTADO FEDERAL
Airene Paiva 6513
Daniel Pessoa 6565
Marcos George 6555
DEPUTADO ESTADUAL
George Câmara 65123
Roberto Germano 65555

RONDÔNIA

VICE-GOVERNADOR
Júlio Olivar 13
1º SUPLENTE DE SENADOR
Diogo Nogueira 289
DEPUTADO FEDERAL
Eleny Pinheiro Gomes 6512
Ubiratan Francisco Ferreira da Silva 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Antonio Bento Nascimento 65800
Francisco Zimmermann 65900
Kruger Darwich Zacharias 65123

RORAIMA

DEPUTADO FEDERAL
José Adalberto Silva 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Iran Cunha da Silva 65555
Lourival Cardoso de Oliveira 65111
Syntia de Castro Sobrinho 65345
Wilamo Sobral de Paula 65666

RIO GRANDE SO SUL

VICE GOVERNADOR
Jussara Cony 13
DEPUTADO FEDERAL
Carlos Ferreira 6513
Manuela D’Ávila 6565
DEPUTADO ESTADUAL
Deo Deodato Gomes 65653
Dina Marilú Machado Almeida 65165
José Vanderlei Siqueira Pinheiro 65100
Juliano Roso 65665
Julio Cezar Jorge Martins 65601
Junior Carlos Piaia 65656
Raul Kroeff Machado Carrion 65123

SANTA CATARINA

1º SUPLENTE DE SENADOR
Douglas Matos 130
DEPUTADO FEDERAL
César Antônio Valduga 6565
Tiago Adrino 6510
DEPUTADO ESTADUAL
Ângela Albino 65123
Paulinho da Silva 65500

SERGIPE

DEPUTADO FEDERAL
Adisandro Pinheiro dos Santos 6513
José Francisco de Almeida 6565
DEPUTADA ESTADUAL
Tânia Soares 65666

SÃO PAULO

VICE-GOVERNADORA
Nádia Campeão 13
DEPUTADO FEDERAL
Aldo Rebelo 6565
Jamil Murad 6513
DEPUTADO ESTADUAL
Alice Cardoso Teixeira 65666
Anna Maria Martins 65611
Carlos Alberto Balladas 65236
Celso Martins de Souza 65333
Davi Gonçalves Ramos 65165
Erlei Roberto de Melo (Aliado G) 65013
Guacyro Justino Almeida (Dr. Guacyro) 65465
Isael Clareti Soares 65323
Marco Aurélio 65123
Maria José Majô Jandreice 65234
Maurin Ribeiro 65065
Nivaldo Santana 65789
Otávio Shimoda 65610
Sebastião Batista Bueno (Dr. Batista) 65007
Sergio Benassi 65656
Sidney Gobetty 65404
Virgínio F. do Nascimento (Dr. Virgínio) 65111

TOCANTINS

GOVERNADOR
Leomar Quintanilha 65
1º SUPLENTE DE SENADOR
Oswaldo Mota 131
DEPUTADO FEDERAL
Borgonho Alves Lima 6556
Jose Gomes Bezerra 6565
Luiz Carlos Orro de Freitas 6513
Luiz Sergio Antunes Prestes 6500
Walquíria Pereira Cunha 6563
Zenis de Aquino Dias 6541
DEPUTADO ESTADUAL
Ana Maria Coelho de Souza 65456
Antonio Aires Costa 65412
Antonio José Oliveira Carvalho 65111
Arlindo Alves Mota 65122
Celso Fernandes de Moraes 65233
Djacy Almeida da Silva 65678
Edson Carvalho Alencar 65500
Eliene Ferreira da Silva 65555
Jeany Barbosa Aguiar 65153
José dos Reis Antonio 65444
José Humberto Gomes Barbosa 65222
Jose Leonis de Souza 65000
Laura Elice de Souza Ferreira 65013
Rosicléia Calsing de Freitas 65580
Sebastião Dimas de Souza Noleto 65345
Wilson André da Silva 65123

 

Eleição 2006

A militância vai definir o sucesso do plano eleitoral do PCdoB

Walter Sorrentino, Secretário Nacional de Organização do PCdoB, diz que o partido já começou sua campanha e quer eleger pelo menos dois senadores e até 20 deputados federais, para aprofundar as mudanças iniciadas neste governo. Para alcançar este objetivo, é preciso manter a tradição elevada das campanhas eleitorais, cuja marca sempre foi a luta por ideais elevados de democracia, direitos sociais e maior desenvolvimento econômico do país.

A Classe Operária entrevista
WALTER SORRENTINO


A Classe Operária: A campanha começou, neste mês de julho. Que características já podem ser visualizadas?
Walter Sorrentino:
Cada campanha tem sua particularidade política, própria do quadro onde se inscreve. Esta já mostra algumas características importantes: será curta e concentrada. Isso se deve à nova legislação eleitoral, aliás a Lei Bornhausen, que conseguiu atrasar a campanha, porque mais uma vez se modificou as regras durante o jogo. Isso colocou ainda maiores obstáculos a uma campanha popular, buscando inibi-la. Na verdade, abriu caminho para as forças conservadoras para uma campanha ainda mais cara. São apenas 60 dias para esclarecer, motivar e mobilizar os eleitores.

A Classe Operária: A tendência é de dois turnos?
Walter Sorrentino:
Deve-se estar preparado tanto para um segundo turno, quanto para liquidar a parada no primeiro turno. Pesquisas não dirigem campanha e não podem motivar ânimo ou desalento. Elas são muito fluidas neste momento e é preciso estar muito crítico à forma como são concebidas – o pesquisador Nelson Breve demonstrou no sítio Carta Maior como a última pesquisa do IBOPE-Globo-Folha alterou a ponderação dos estratos pesquisados desfavorecendo Lula. O que não tem lugar é sentimento de salto alto. As conquistas populares nunca foram fáceis no nosso Brasil, mais ainda quando se trata da Presidência da República. E as forças conservadoras aliam sagacidade e crueldade sem par nessas horas.

Por outro lado, a disputa avulta também porque estão em jogo 27 governos estaduais, 27 senadores e 513 deputados federais, que terão enorme papel em constituir maior governabilidade para o futuro governo Lula. Pode-se aquilatar, por exemplo, o peso que teria eleger, pela primeira vez, um governador do bloco de esquerda num Estado como São Paulo.

A Classe Operária: Quais foram as diretivas que a Comissão Política Nacional apontou sobre a disputa?
Walter Sorrentino:
Estamos situados com clareza nesse quadro. Visamos sustentar o centro da nossa tática: reeleger Lula para prosseguir e aprofundar as mudanças iniciadas. O governo Lula terá grande papel histórico em integrar socialmente a população brasileira – marginalizada por sucessivos modelos concentradores de renda –, ao lado de integrar o continente sul-americano e por ter estabelecido bases poderosas para retomar investimento, diversificar a matriz energética e muitas obras mais. É essa possibilidade que se abre, sob a condução de forças avançadas da nação brasileira, que a direita conservadora visa derrotar.

Vai ser uma eleição altamente polarizada. Não nos enganemos sobre isso: nada justifica espírito rotineiro. Talvez seja uma das eleições mais importantes de todas que vivenciamos desde a redemocratização. Porque está clara a radicalidade imposta à disputa pela direita conservadora, desde o início da crise política. Eles visam barrar as mudanças, truncar a marcha por um novo projeto nacional de desenvolvimento, desmoralizar a esquerda, fazer vingar o preconceito contra um homem do povo governar o país. Hoje não têm tanques à sua disposição para vergar a democracia e participação popular, mas têm a seu serviço o grosso dos meios de comunicação, cujo papel é muito poderoso, sem falar no poder econômico. Tudo isso à revelia de qualquer controle social! Hoje, por exemplo, é claro o comportamento da mídia, quase como um todo: só pautas negativas sobre a atividade do presidente-candidato. Estão sendo inescrupulosos ao ponto de tentar responsabilizar o atual governo por esquemas que eles criaram, no Ministério da Saúde do governo FHC, jogar para o atual governo que, aliás, foi quem lancetou o tumor!

A Classe Operária: As condições de largada, como estão?
Walter Sorrentino:
A partida foi positiva. Lula se fortaleceu nos últimos meses, mas é preciso suar muito a camisa para liquidar a parada. A mensagem de campanha, realçando “Lula de novo, com a força do povo” sintetiza de forma acurada o que está em jogo. É preciso acentuar o significado de uma engenharia política competente, para atrair outros aliados nos estados, no todo ou em parte, formar conselhos políticos suprapartidários em cada estado para coordenar a campanha presidencial, integrando forças, buscando simpatia ou neutralidade para Lula em outros palanques estaduais. Numa campanha tão disputada, é na política que se perde ou se ganha.

Há um conjunto substancial de apoio nas candidaturas nos Estados, seja a governador e senador, seja nas chapas de federais. PT e PCdoB estão coligados em todos os 27 estados. Em 16 deles está também o PSB e em 6 o PMDB, como foi o caso bem importante de Minas Gerais. Essas coligações PT-PCdoB, somadas àquelas onde o PSB encabeça, podem chegar ao governo em até 11 estados, no primeiro ou segundo turno. Em outros estados contamos com outras forças, particularmente do PMDB. Este partido, isoladamente, é o que pode conquistar maior número de governos, de doze a quinze, dos quais pelo menos 9 apóiam Lula direta ou indiretamente.

A Classe Operaria: E quanto à campanha própria dos comunistas?
Walter Sorrentino:
O PCdoB também já deu a partida em sua campanha, com algum atraso, dadas as dificuldades materiais e os esforços de montagem dos esquemas político-eleitorais. A perspectiva do partido é eleger pelo menos dois senadores e alcançar até 20 deputados federais. É possibilidade que pode ser realizada, se tivermos competência em equacionar alguns desafios.
Os comunistas tiveram tradição elevada de campanhas eleitorais quando estávamos na oposição. Hoje a coisa mudou, embora as mudanças no país recém se iniciaram. É preciso aprofundá-las. Por isso, a nossa experiência de campanha é ainda muito valiosa, porque os comunistas seguem sendo candidatos que lutam por ideais de democracia, direitos sociais e maior desenvolvimento econômico do país.

A Classe Operária: Quais desafios foram apontados?
Walter Sorrentino:
Um deles é realizar uma campanha praticamente suprapartidária para nossos deputados federais, isto é, garantir que se efetivem dezenas de dobradas eleitorais que ampliem o horizonte de chegada da campanha. O outro é garantir recursos materiais para uma campanha extensa e volumosa.

A Classe Operária: E quanto à campanha propriamente dita?
Walter Sorrentino:
O decisivo é uma campanha de massa. No caso, realça o peso dos redutos eleitorais. Deve-se voltar todas as energias para reforçar a votação nesses redutos, onde temos trabalho concentrado, sobretudo nas regiões metropolitanas onde é maior o número de eleitores. Isso indica a ponderação da agenda de campanha dos candidatos e candidatas, e também o peso da militância na campanha, que deve ser capaz de tensionar a atividade de campanha mesmo na ausência deles. Do mesmo modo, reforça a necessidade de um forte visual dos candidatos e muitos carros de som para uma atividade permanente nas cidades. Portanto, devemos saber fazer uma campanha permanente, mesmo na ausência do candidato – seja Lula, sejam os candidatos e candidatas a governo e senado, sejam os próprios candidatos a deputados pelo Partido. Campanha não é só agenda do candidato, mas o suporte regular e persistente de um conjunto de apoiadores. Por isso, a força militante do partido é um trunfo importante e mesmo decisivo para a vitória.

Campanha é isso: material, movimentos políticos, atividades variadas, agenda dos candidatos. Coisas decididas com clareza e determinação em realizá-las. Não se pode olhar muito para trás – o tempo é curto. São apenas 60 dias, o que permite estabelecer uma agenda estratégica pré-concebida, ordenando o tempo a dedicar a cada área ou setor. O fundamental é chegar ao povo.

O segundo aspecto é o rigor no cumprimento nas normas eleitorais, extremamente restritivas e em alguns casos arbitrárias. Há muitas novas regras restritivas de campanha este ano. É preciso um forte esquema jurídico para impedir manobras e tentativas de impugnar atividades de campanha. E, por fim, o peso enorme que têm os programas de TV na campanha, o que motiva atenção especial de quadros experimentados e negociações no seio da coligação, garantindo no mínimo o tempo próprio do PCdoB.

A Classe Operária: Para finalizar, que expectativas se podem alimentar neste momento?
Walter Sorrentino:
De certo modo, campanha eleitoral é uma química que se estabelece entre o eleitor e o candidato. Neste momento, a polarização do debate político eleitoral está centrado na imagem de Lula, presidente e candidato. Quando engrossar o caldo de campanha de rua, com o programa de TV, será possível ter uma idéia mais clara do tipo de comportamento do eleitor, particularmente quanto aos deputados e às fortes denúncias que afetam muito deles hoje.

Aliás, os comunistas nesta campanha devem elevar bem alto sua voz por uma maior democratização do sistema político-eleitoral no país. Porque a crise política que motiva o denuncismo hipócrita da oposição conservadora é a crise do sistema político criado por eles, com o financiamento privado de campanha e sem fidelidade partidária, que esvaziam o sistema partidário e criam o mercado de legendas no país. Uma reforma política democrática, para garantir o pluripartidarismo democrático que o país precisa, é uma exigência incontornável. Este é, aliás, compromisso de um segundo mandato de Lula.

Os comunistas têm por que alimentar expectativas positivas. O PCdoB cresceu, aumentou seu prestígio, seus quadros fazem diferença no cenário político, esteve inteiramente isento de quaisquer imputações éticas. Tomou um lado bem definido no enfrentamento político dos últimos anos, e ao mesmo tempo manteve suas posições próprias. Crescendo, o PCdoB ajuda o Brasil. O eleitor reconhecerá esses méritos se formos capazes de chegar a ele aos milhões, com mensagens claras e diretas e um incansável trabalho militante. A militância define o sucesso de nosso plano eleitoral.

PCdoB

Para retomar as rédeas do Rio Grande do Sul

Enquanto país cresceu, PIB gaúcho decresceu 4,8% sob o governo Rigotto. Segundo Jussara Cony, candidata a vice de Olívio Dutra, o desfio será repor o estado na rota do crescimento

PRISCILA LOBREGATTE*

A Classe Operaria: No programa de governo da Frente Popular (PT-PCdoB), um dos pontos mais ressaltados é a queda do PIB per capita no estado e o desemprego. Se Olívio vencer, como irá lidar com tais questões?
Jussara Cony:
O PCdoB está apresentando, para ser incorporado ao programa da Frente Popular, um conjunto de idéias amadurecidas ao longo de vários debates, sobre a natureza das dificuldades que atormentam o Rio Grande.

Todas as evidências apontam para a responsabilidade do governo atual. A disputa eleitoral aqui deverá ser pautada pelo debate sobre a crise no estado. A crise se expressa na perda do dinamismo de nossa economia, aqui entendido como a pouca capacidade de responder à conjuntura macroeconômica e aos ajustes da economia internacional, na queda da produtividade de vários de seus setores e nos baixos índices de investimento público, bem como no empobrecimento crescente de várias regiões do estado.

No ano passado, o PIB do Rio Grande teve o desempenho negativo de 4,8%, contrastando com a expansão da economia brasileira, que foi de 3,3%, segundo dados preliminares. A produção industrial, medida pelo IBGE, caiu 3,5% e as vendas industriais, 8,95%. Enquanto o crescimento de emprego na média brasileira para abril foi de 0,5%, o Rio Grande contabilizou uma queda de 9,3%, ou seja, o pior resultado nacional e, no acumulado dos quatro primeiros meses de 2006, o estado teve redução de oferta de emprego de 9,5%, também o pior índice nacional.

A Classe Operaria: E quais são as soluções?
Jussara Cony:
Não há solução de curto prazo para a dimensão e natureza da crise, menos ainda considerando as limitações financeiras do estado e o não alcance de variáveis macroeconômicas essenciais à formulação de políticas públicas como câmbio e juros. Vamos ter de adotar, nos limites da esfera estadual, um conjunto de medidas com impactos no médio e longo prazo e trabalhar com a capacidade de articulação que o estado tem. A reeleição de Lula deverá ser determinante para nossos objetivos porque abre caminho para o Brasil se desenvolver ainda mais e integrar o Rio Grande nessa dinâmica.

A Classe Operaria: Nas pesquisas, a diferença entre Rigotto e Olívio não é grande e a disputa pode ir para segundo turno. Em que frentes o PT e o PCdoB deverão atuar para alavancar a candidatura da Frente Popular?
Jussara Cony:
Estamos atuando, desde já, para a construção da mais ampla articulação para o segundo turno. Para o primeiro turno, vamos alavancar com o nosso projeto para o estado e com um diálogo amplo e honesto com todos os setores da produção e do trabalho. Também pretendemos focar nosso trabalho em frentes importantes como as universidades, escolas técnicas, setores da saúde, ciência e tecnologia; movimentos juvenil, sindical, negro e de mulheres. É preciso mostrar à população que podemos, juntos, retomar as rédeas do Rio Grande e tirá-lo do fundo do poço em que foi colocado pela limitação política e incompetência das forças que estão no governo cujo representante é Rigotto.

A Classe Operaria: A que se pode atribuir o bom desempenho de Rigotto nas pesquisas?
Jussara Cony:
O governo é ruim, mas Rigotto está bem na foto porque está blindado pela mídia desde o início. Ele atua no sentido de se eximir da responsabilidade pela crise que enfrentamos no estado, indo na contramão da história. O Brasil de 2006 não é o mesmo de 2002 porque cresceu; o Rio Grande também não é o mesmo, porque estagnou. Rigotto, que governa o estado, está com cerca de 20% das intenções de voto, assim como o Olívio. Se ele hoje é governador, então isso significa que tem apenas 20% de aprovação. O clima eleitoral ainda é morno e por isso temos de ganhar as ruas, articular nossa militância e trabalhar para eleger Olívio e nossos candidatos.

A Classe Operaria: Em que medida pesa, para a candidatura de Olívio Dutra ao governo do estado, o fato de sua vice ser comunista?
Jussara Cony:
Pesa e muito. Primeiro porque a sociedade, em todos os setores, está vendo o significado político do que é ser comunista. O PCdoB tem crescido e adquirido visibilidade nesse processo do governo Lula. O papel de nossos dirigentes, militantes de diversas frentes, de nossos parlamentares – com destaque para a eleição e atuação do Aldo Rebelo na Câmara Federal –, a sinceridade e fidelidade com a crítica necessária ao aliado, a independência, o fato de o PCdoB não ter tido envolvimento na crise política que atingiu o PT e outros partidos, tudo isso forma a imagem do partido. A sociedade se abre ao PCdoB. E a política do partido é a grande responsável pelo desempenho de suas lideranças. (PL, com Denise Campão)

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