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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 291

agosto/2006

 

 

CAPA

Mundo condena ataques de Israel contra o Líbano
 

PCdoB

Candidatos comunistas
A militância vai definir o sucesso do plano eleitoral do PCdoB
Para retomar as rédeas do Rio Grande do Sul
 

 NACIONAL

O alvo principal é Alckmin
Direitista desde o começo
Tirando o sangue
Brasil, campeão no combate ao trabalho escravo
Precisamos inserir São Paulo neste impulso nacional
 

 Movimento

Lucro, demissões e barbárie
 

 INTERNACIONAL

Doença afasta Fidel Castro do governo
Venezuela: Revolução e Socialismo para o Século 21
Guerra contra as crianças
É urgente a solidariedade ativa à resistência nacional e popular libanesa
 

ESPECIAL

Projetos reacendem debate pela inclusão do negro
 

 

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CAPA

 

Escalada Guerreira
Mundo condena ataques de Israel contra o Líbano
A insânia genocida de Israel contra os árabes aumentou desde o final de junho, com bombardeios arrasadores contra a população civil. Desde o começo dos ataques, mais de 700 pessoas morreram (90% no Líbano e 10% em Israel), e milhares foram feridas. Entre as vítimas, as crianças: segundo a Unicef, foram mortas 177crianças no Líbano desde o começo dos ataques; elas são a terça parte dos feridos e quase metade (mais de 45%) das 800 mil pessoas obrigadas a abandonar suas casas.

A
decisão do primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, de mandar avisar à secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice que ela não era bem-vinda a Beirute, depois do agravamento da crise em conseqüência do covarde ataque contra a localidade de Qana, no sul do Líbano – onde a aviação israelense matou 56 civis, sendo 37 crianças – escancarou o descrédito da diplomacia norte-americana no Oriente Médio.

As declarações de Condoleezza, desde o agravamento dos ataques israelenses, em julho, não deixam margem à dúvida quanto aos objetivos dos EUA: impor aos povos do Oriente Médio a submissão à política e aos interesses geopolíticos e comerciais de Washington. E, quando fala em cessar fogo, esta expressão tem, em sua boca, significado bem diferente daquele desejado pelos pacifistas de todo o mundo, e quer dizer rendição incondicional dos povos árabes às imposições do imperialismo.

Hipocrisia que se traduz no apoio incondicional a todos os atos agressivos de Israel, como mostram dois acontecimentos ocorridos no contexto da atual escalada guerreira comandada pelo governo de Tel Aviv.

O primeiro: em 26 de julho, os EUA vetaram a condenação de Israel pelo Conselho de Segurança da ONU, pelo ataque israelense contra um posto de observação da ONU no Líbano, que matou soldados de manutenção de paz da Áustria, Canadá, China e Finlândia.

O outro fato foi denunciado pelo jornal americano The New York Times (22 de julho): o governo dos EUA está enviando para Israel bombas de alta precisão, guiadas por laser ou por satélite. Elas foram prometidas desde 2005, mas agora Israel exigiu sua entrega em ‘’caráter de urgência’’. São cem bombas GBU-28, de duas toneladas, lançadas por caças F-16, e capazes de explodir abrigos subterrâneos.

A declaração do primeiro ministro libanês contra Condoleezza reflete a indignação geral contra essa política genocida e é compartilhada pelo Partido Comunista do Líbano. Khaled Hedadeh, secretário geral do partido, emitiu nota, dia 2 de agosto, denunciando a “máquina de matar americano-israelense”, cujos massacres que vitimam “crianças, mulheres e pessoas idosas” provam que os israelenses “não são o nosso único inimigo pois os Estados Unidos da América também são”. E condena sua ação com palavras claras e diretas: É preciso recusar as negociações em que a “Dama da Guerra, Condoleezza Rice” tome parte. Pedimos, diz, “ao sr. Siniora, primeiro-ministro libanês, que se recuse a encontrar a Dama da Guerra e peça um mediador honesto.”


 

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