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O Comunista João
Amazonas
Ao
completar quatro anos da morte de João Amazonas, foi lançado
dia 29, em São Paulo, o livro João Amazonas, um comunista
brasileiro, do historiador e dirigente comunista Augusto
Buonicore, editado pela Expressão Popular, que faz um
panorama da vida do veterano dirigente.
O lançamento ocorreu na sede da Apeoesp, onde Walter
Sorrentino, secretário nacional de Organização do PCdoB, fez
palestra em que destacou o papel de João Amazonas em
momentos cruciais, como a reorganização do partido em 1962 e
nas formulações do 8º Congresso, em 1992.
João Amazonas se destacou, disse Buonicore, como o grande
estrategista dos comunistas brasileiros. Ele “soube
articular com primazia a radicalidade com amplitude“,
podendo-se dizer “que a própria vitória de Lula foi fruto
desses acertos táticos.“
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As últimas notícias
sobre intenções de voto não são nem um pouco favoráveis para a
oposição, e devem ter causado alvoroço nos arraiais neoliberais.
As pesquisas mais recentes, divulgadas na semana de 22 a 28 de
maio, desenham um cenário de pesadelo para a candidatura tucana
que, depois de um ano inteiro de ofensiva midiática para sangrar
o governo do presidente Lula, não consegue decolar. O discurso
de Alckmin, que deixou de lado todos os escrúpulos, é hipócrita
quando fala – ele, um dos campeões ultraliberais – em retomada
do desenvolvimento, do emprego e da renda. Mentiras que os
trabalhadores são os primeiros a identificar.
As pesquisas eleitorais divulgadas pelos institutos Sensus e
Datafolha indicam uma tendência favorável para as forças
democráticas e populares, com Lula à frente, e melhorando a sua
performance inclusive nas regiões sul-sudeste e nas camadas
médias. E, para os arrepios tucanos, pode até mesmo vencer a
eleição já no primeiro turno. Mas não se pode proclamar vitória
antecipada, e o presidente Lula mostra-se atento para este
risco: “Estou preocupado com essas pesquisas. Esse clima de já
ganhou não me agrada”, disse recentemente.
No ninho tucano a reação aos dados das pesquisas foi contrária,
difundindo um clima de derrota que contagia inclusive os
comentaristas e os ideólogos que pululam pela imprensa fazendo o
esforço de atribuir e divulgar pretensas qualidades do candidato
direitista Geraldo Alckmin, o seguidor do Opus Dei. Chegaram
inclusive a adiar o lançamento oficial da chapa PSDB-PFL, e o
mentor tucano FHC não esconde mais sua percepção da falta de
carisma de Alckmin. E mesmo o PFL, representante da velha
oligarquia, resolveu atirar no PSDB, o partido dos rentistas
“modernos”. A troca de desaforos entre o pefelista carioca
Rodrigo Maia e o presidente tucano Tasso Jereissati escancara a
crise na oposição direitista. E que o presidente pefelista Jorge
Bornhausen tenta aplacar: “É hora de acabar com as divergências.
A prioridade é ganhar a eleição!”, afirmou. Mas com chance quase
zero de conseguir se intento, como denota a resposta de Rodrigo
Maia: “Publicamente as divergências acabam”. Mas “internamente
vão continuar.
Não podemos perder apoios importantes nos estados e nossas
alianças regionais devem levar em conta a construção dos
melhores palanques. Não adianta aliança boa sem apoios
importantes nos estados”. |