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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 289

maio/2006

 

 

CAPA

Eleger Lula e fortalecer o PCdoB
Cenário de pesadelo para Alckmin
 

PCdoB

Lançada a 2ª edição de Questões de Partido
João Amazonas, um comunista brasileiro é lançado em São Paulo
Livro narra a vida de militante comunista
Eleger Lula e fortalecer o PCdoB
 

 NACIONAL

O que está em jogo na eleições de 2006
Conservadores manobram contra a democracia
Em dia com as eleições
 

 Movimento

As montadoras não tem motivos para demitir
Wagner Gomes vai disputar a presidência da CUT
As oscilações da Classe média
Aldo apóia servidores em greve
Metalúrgicos classistas debatem OLT em Jaguariúna
Economicismo estreito
A UJS amadurece, cresce e aparece
 

 INTERNACIONAL

Aldo Rebelo defende integração sul-americana
Diplomacia para desenvolver os potenciais do Brasil
Grécia: juventude forte e massiva
Índia: vitória eleitoral arrasadora
Controvérsias positivas
Líder cubano diz que luta pela paz no Brasil começou bem
Monarquia pode cair antes da Constituinte
 

ESPECIAL

Facilitando o financiamento
 

 

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CAPA

Convenção Nacional
Eleger Lula e fortalecer o PCdoB
O Partido Comunista do Brasil vai definir, na Convenção Nacional Eleitoral que será realizada em Brasília, em 14 de junho, seu plano político-eleitoral para 2006, “articulando a disputa de projetos políticos para o país com a conquista de maior representatividade eleitoral dos comunistas. O primeiro objetivo central do plano eleitoral partidário é a vitória de Luis Inácio Lula da Silva a um segundo mandato presidencial, e a conquista de governos estaduais e mandatos no Senado e Câmara dos Deputados que permitam somar forças para governabilidade do futuro governo. O projeto partidário tem, assim, essencialmente um caráter nacional, pondo em primeiro plano essa radicalizada disputa de projetos políticos para a nação. As alianças, composições e objetivos em cada Estado são condicionados por essa perspectiva nacional”, como diz o documento Reeleger Lula, renovar o compromisso com as mudanças e eleger os candidatos do PCdoB, que é o projeto de resolução política aprovada pelo Comitê Central em maio (leia o documento na edição anterior d´A Classe Operária e na página eletrônica www.pcdob.org.br), e que será submetido à deliberação pela Convenção Eleitoral.


 

 

EDITORIAL

Cenário de pesadelo para Alckmin

O Comunista João Amazonas

Ao completar quatro anos da morte de João Amazonas, foi lançado dia 29, em São Paulo, o livro João Amazonas, um comunista brasileiro, do historiador e dirigente comunista Augusto Buonicore, editado pela Expressão Popular, que faz um panorama da vida do veterano dirigente.

O lançamento ocorreu na sede da Apeoesp, onde Walter Sorrentino, secretário nacional de Organização do PCdoB, fez palestra em que destacou o papel de João Amazonas em momentos cruciais, como a reorganização do partido em 1962 e nas formulações do 8º Congresso, em 1992.

João Amazonas se destacou, disse Buonicore, como o grande estrategista dos comunistas brasileiros. Ele “soube articular com primazia a radicalidade com amplitude“, podendo-se dizer “que a própria vitória de Lula foi fruto desses acertos táticos.“
 

As últimas notícias sobre intenções de voto não são nem um pouco favoráveis para a oposição, e devem ter causado alvoroço nos arraiais neoliberais. As pesquisas mais recentes, divulgadas na semana de 22 a 28 de maio, desenham um cenário de pesadelo para a candidatura tucana que, depois de um ano inteiro de ofensiva midiática para sangrar o governo do presidente Lula, não consegue decolar. O discurso de Alckmin, que deixou de lado todos os escrúpulos, é hipócrita quando fala – ele, um dos campeões ultraliberais – em retomada do desenvolvimento, do emprego e da renda. Mentiras que os trabalhadores são os primeiros a identificar.

As pesquisas eleitorais divulgadas pelos institutos Sensus e Datafolha indicam uma tendência favorável para as forças democráticas e populares, com Lula à frente, e melhorando a sua performance inclusive nas regiões sul-sudeste e nas camadas médias. E, para os arrepios tucanos, pode até mesmo vencer a eleição já no primeiro turno. Mas não se pode proclamar vitória antecipada, e o presidente Lula mostra-se atento para este risco: “Estou preocupado com essas pesquisas. Esse clima de já ganhou não me agrada”, disse recentemente.

No ninho tucano a reação aos dados das pesquisas foi contrária, difundindo um clima de derrota que contagia inclusive os comentaristas e os ideólogos que pululam pela imprensa fazendo o esforço de atribuir e divulgar pretensas qualidades do candidato direitista Geraldo Alckmin, o seguidor do Opus Dei. Chegaram inclusive a adiar o lançamento oficial da chapa PSDB-PFL, e o mentor tucano FHC não esconde mais sua percepção da falta de carisma de Alckmin. E mesmo o PFL, representante da velha oligarquia, resolveu atirar no PSDB, o partido dos rentistas “modernos”. A troca de desaforos entre o pefelista carioca Rodrigo Maia e o presidente tucano Tasso Jereissati escancara a crise na oposição direitista. E que o presidente pefelista Jorge Bornhausen tenta aplacar: “É hora de acabar com as divergências. A prioridade é ganhar a eleição!”, afirmou. Mas com chance quase zero de conseguir se intento, como denota a resposta de Rodrigo Maia: “Publicamente as divergências acabam”. Mas “internamente vão continuar.

Não podemos perder apoios importantes nos estados e nossas alianças regionais devem levar em conta a construção dos melhores palanques. Não adianta aliança boa sem apoios importantes nos estados”.

VERMELHO.ORG.BR