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PCdoB na Tevê, com Martinho da Vila
O 30º
programa de TV do PCdoB desde 1986 vai ao ar dia 18. Foram
vinte anos de programas em cadeia nacional, em que os
brasileiros tiveram acesso às idéias e plataformas políticas
do Partido, com índices de audiência que se aproximam dos 45
milhões de telespectadores. O programa de agora combina o
formato ficcional e o documental, e apresenta o dia-a-dia de
um metalúrgico na fábrica e na vila onde mora, explicando a
visão política atual dos comunistas: impedir o retrocesso
que seria a volta do neoliberalismo e o esforço por avançar
nas mudanças e por uma Nova Carta aos Brasileiros, pelo
desenvolvimento econômico com valorização do trabalho.
Várias personalidades participam do programa para dizer
porque se filiaram ao Partido, como Martinho da Vila, o juiz
federal Flávio Dino (MA), o medalhista olímpico Djan
Madruga, o craque Wladimir e o senador comunista Leomar
Quintanilha.
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A decisão do presidente
boliviano Evo Morales provocou uma reação significativa, e fora
de medida, da direita e dos neoliberais não só no Brasil ou na
América do Sul, mas também pelo resto do mundo, como assinalou a
posição da britânica The Economist, a bíblia conservadora do
capital financeiro, que passou a difundir a existência de uma
aliança entre Morales e o venezuelano Hugo Chávez contra Lula,
cuja liderança aqueles presidentes pretenderiam solapar. A
brasileira Veja, principal porta-voz da direita neoliberal e em
permanente genuflexão perante os interesses dos EUA, cometeu
ignomínia semelhante e apresentou na capa uma desrespeitosa
imagem do presidente Lula com as marcas da sola de uma bota no
traseiro.
Este é o reflexo midiático da hipocrisia dos setores
conservadores e neoliberais da elite brasileira, portadores de
uma visão antidemocrática das relações internacionais
organizadas, segundo acreditam, de forma hierarquizada, com o
vértice nos centros dirigentes do imperialismo, como Nova York,
Londres ou Paris, e tendo na base os povos do mundo. Elites que
ficam de joelhos para os dominantes e rosnam e brandem tacapes
para os países pobres e seus povos, incapazes de reconhecer a
profunda igualdade e o sentimento democrático que reconhece o
direito que as nações têm à autonomia e à decisão soberana sobre
seus próprios recursos econômicos.
Atitude belicista que confronta com o sentimento democrático da
diplomacia brasileira, expresso pelo presidente Lula e pelo
ministro Celso Amorim quando garantiram a política de boa
vizinhança, seguindo as tradições brasileiras, e o
fortalecimento da integração continental. Recusando assim
sugestões de retaliação ou uso da força (política, econômica ou
militar) contra a Bolívia.
Aliás, não se pode desconhecer a importância da integração
continental para o fortalecimento de projetos alternativos ao
neoliberalismo na América do Sul. Este é o segredo da reação
histriônica da direita neoliberal que, hipocritamente, simula
defender os interesses nacionais – logo ela, que afrontou a
soberania nacional ao implantar o projeto imposto pelas
potências imperialistas, privatizando empresas estatais, abrindo
a economia brasileira para os interesses estrangeiros e
subordinando a autonomia do país aos interesses financeiros que
dominam o mundo. Direita neoliberal que se mascara de
nacionalista para melhor defender os interesses externos que
representam e com os quais alimentam seus privilégios. |