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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 288

maio/2006

 

 

CAPA

Construindo o desenvolvimento, a soberania e a integração continental
A mídia de joelhos perante o imperialismo
 

PCdoB

Reeleger Lula e fortalecer o Partido
As tarefas de outubro
 

 NACIONAL

A paz como alternativa
Dias de cão
Economia e política
Reeleger Lula, renovar o compromisso com as mudanças e eleger os candidatos do PCdoB
Construtores do Brasil
Situação absurda, surrealista, inaceitável
 

 Movimento

Na linha de frente
Lula assina pacote sindical
Tribunal popular julga multinacionais
"A elite brasileira alimenta o preconceito"
Manifesto de Olinda
Manifesto dos movimentos sociais apóia Evo Morales
 

 INTERNACIONAL

PCdoB apóia a nacionalização
Jogo bruto contra a nacionalização
Medida justa, soberana e com respaldo popular
FHC fez acordos lesivos para o Brasil e para a Bolívia
 

ESPECIAL

Uma revista para desenvolver o marxismo
 

 

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CAPA

Nacionalização na Bolívia

Construindo o desenvolvimento, a soberania e a integração continental


Em Viena (Áustria), Evo Morales e Lula desmentem a mídia e a direita que tentaram a crise entre Brasil e Bolívia depois da nacionalização das riquezas minerais bolivianas. Contra quem queria retaliações e ações agressivas, o governo Lula e a diplomacia brasileira não perderam de vista o interesse de Estado dos dois país, o fortalecimento da integração da América do Sul e a tradição brasileira de boa vizinhança.

 

EDITORIAL

A mídia de joelhos perante o imperialismo

PCdoB na Tevê, com Martinho da Vila

O 30º programa de TV do PCdoB desde 1986 vai ao ar dia 18. Foram vinte anos de programas em cadeia nacional, em que os brasileiros tiveram acesso às idéias e plataformas políticas do Partido, com índices de audiência que se aproximam dos 45 milhões de telespectadores. O programa de agora combina o formato ficcional e o documental, e apresenta o dia-a-dia de um metalúrgico na fábrica e na vila onde mora, explicando a visão política atual dos comunistas: impedir o retrocesso que seria a volta do neoliberalismo e o esforço por avançar nas mudanças e por uma Nova Carta aos Brasileiros, pelo desenvolvimento econômico com valorização do trabalho. Várias personalidades participam do programa para dizer porque se filiaram ao Partido, como Martinho da Vila, o juiz federal Flávio Dino (MA), o medalhista olímpico Djan Madruga, o craque Wladimir e o senador comunista Leomar Quintanilha.
 

A decisão do presidente boliviano Evo Morales provocou uma reação significativa, e fora de medida, da direita e dos neoliberais não só no Brasil ou na América do Sul, mas também pelo resto do mundo, como assinalou a posição da britânica The Economist, a bíblia conservadora do capital financeiro, que passou a difundir a existência de uma aliança entre Morales e o venezuelano Hugo Chávez contra Lula, cuja liderança aqueles presidentes pretenderiam solapar. A brasileira Veja, principal porta-voz da direita neoliberal e em permanente genuflexão perante os interesses dos EUA, cometeu ignomínia semelhante e apresentou na capa uma desrespeitosa imagem do presidente Lula com as marcas da sola de uma bota no traseiro.

Este é o reflexo midiático da hipocrisia dos setores conservadores e neoliberais da elite brasileira, portadores de uma visão antidemocrática das relações internacionais organizadas, segundo acreditam, de forma hierarquizada, com o vértice nos centros dirigentes do imperialismo, como Nova York, Londres ou Paris, e tendo na base os povos do mundo. Elites que ficam de joelhos para os dominantes e rosnam e brandem tacapes para os países pobres e seus povos, incapazes de reconhecer a profunda igualdade e o sentimento democrático que reconhece o direito que as nações têm à autonomia e à decisão soberana sobre seus próprios recursos econômicos.

Atitude belicista que confronta com o sentimento democrático da diplomacia brasileira, expresso pelo presidente Lula e pelo ministro Celso Amorim quando garantiram a política de boa vizinhança, seguindo as tradições brasileiras, e o fortalecimento da integração continental. Recusando assim sugestões de retaliação ou uso da força (política, econômica ou militar) contra a Bolívia.

Aliás, não se pode desconhecer a importância da integração continental para o fortalecimento de projetos alternativos ao neoliberalismo na América do Sul. Este é o segredo da reação histriônica da direita neoliberal que, hipocritamente, simula defender os interesses nacionais – logo ela, que afrontou a soberania nacional ao implantar o projeto imposto pelas potências imperialistas, privatizando empresas estatais, abrindo a economia brasileira para os interesses estrangeiros e subordinando a autonomia do país aos interesses financeiros que dominam o mundo. Direita neoliberal que se mascara de nacionalista para melhor defender os interesses externos que representam e com os quais alimentam seus privilégios.

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