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No centro
da mesa: Renato Rabelo, Aldo Rebelo, José Alencar, Lula,
dona Marisa e Renan Calheiros |
Foi
o maior congresso da história dos comunistas brasileiros, com
1.067 delegados eleitos e 56 representantes de 45 partidos e
organizações revolucionárias de 32 países
“O Partido Comunista do Brasil é educado na arte da luta e nas
grandes vicissitudes” – foi com esta frase pronunciada no
encerramento do 11º Congresso do PCdoB, em Brasília, que Renato
Rabelo acentuou as qualidades da organização dos comunistas
brasileiros. Aquele encontro, que já é um marco na trajetória do
Partido, registrou o grande crescimento vivido desde o 10Oº
Congresso, de 2001: dobrou o número de militantes que
participaram das conferências preparatórias, que atingiu cerca
de 70 mil, mais do que o dobro do congresso anterior em debates
realizados em 1.365 cidades e 27 estados brasileiros. Esse
crescimento se traduz, também, nas grandes responsabilidades que
o Partido assume desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva
para a Presidência da República, em 2002.
Situação nova
visível no maior conjunto de representantes dos poderes da
República que já participaram de um congresso comunista no
Brasil: lá estavam o presidente da República, o vice José
Alencar, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara
dos Deputados, Aldo Rebelo, além de ministros de Estado e
dirigentes partidários e de organizações de massa.
O 11º Congresso do
PCdoB ficará na história como aquele onde, depois de 20 anos de
legalidade, o Partido aprovou seu novo Estatuto, incorporando
conquistas alcançadas pela experiência acumulada nesse período
de vida legal e adaptado aos tempos atuais, em que a luta
revolucionária exige um Partido firme nos princípios e flexível
na atuação política. A aprovação de um novo Estatuto é o sinal
mais forte da nova etapa que se abre para os comunistas.
O Congresso,
entretanto, não foi apenas festa e confraternização entre
comunistas do Brasil e de todos os continentes. Foram quatro
dias também de muito trabalho, durante os quais foram debatidos
e aprovados a Resolução Política que vai orientar a ação dos
comunistas brasileiros nos próximos 4 anos, além do novo
Estatuto. O Congresso elegeu o novo Comitê Central, integrado
por 81 dirigentes partidários de quase todos os estados
brasileiros, e que incorpora 25 novos membros, quase um terço do
total que, por sua vez, elegeu a nova Comissão Política Nacional
e reelegeu Renato Rabelo como presidente do Partido.
O PCdoB sai do 11º
Congresso mais coeso e fortalecido, culminando o movimento
iniciado desde a conquista da legalidade do Partido, em 1985, no
sentido do aprimoramento da elaboração e da direção coletivas. O
11º. Congresso coroa o avanço destas duas décadas que
representam também o período mais longo de legalidade na
história do Partido e o renova, adequando-o para os desafios da
vida contemporânea.
“Nós sempre, como
comunistas, somos forjados na luta”, concluiu Renato Rabelo. “A
luta é que nos dá força, coragem, estímulo” para enfrentar esta
e outras batalhas. É exatamente em momentos como o atual, disse,
cheios de problemas a serem enfrentados, “que o Partido
Comunista se revela. É assim que o Partido Comunista do Brasil
vem sendo forjado”.
Leia no Partido Vivo a íntegra da
Resolução Política do
11º Congresso e o novo Estatuto.
www.pcdob.org.br
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O fantasma do velho
“ouro de Moscou” ronda a redação da Marginal do Pinheiros, em
São Paulo e se traduz nesse jornalismo de má qualidade,
panfletário e infiel à verdade que tem caracterizado a revista
publicada pela família Civita. Sua versão mais recente apareceu
nesta semana na matéria de capa da revista Veja: a “notícia” de
que a campanha presidencial de 2002 de Luiz Inácio Lula da Silva
recebeu financiamentos do governo de Cuba, reeditando as piores
tradições da direita brasileira, a de acusar partidos e
organizações democráticas e populares de ligações externas
proibidas pela lei.
Veja sempre foi uma revista conservadora. Mas piorou muito desde
que se embandeirou do neoliberalismo mais radical, enxovalhando
tudo o que seja verde e amarelo e colocando no altar os
sacrossantos costumes norte-americanos. Há muito tempo ela mira
os movimentos sociais e não recua em mentiras e no desrespeito
contra as lideranças populares e democráticas. Rapidamente se
transformou em virulento porta-voz da direita, cujo eixo é a
aliança PSDB-PFL. Não é para menos. Com dívidas monumentais, a
Editora Abril ficou nas mãos dos banqueiros, principalmente do
Unibanco. Durante os mandados de Fernando Henrique Cardoso, sua
principal revista, Veja, foi campeã na defesa das privatizações
e outras medidas do receituário neoliberal.
Com a eleição de Lula, fez um trânsito rápido para a oposição.
Tinha, ela sim, contatos estrangeiros: desde 1995 a Abril é
sócia das Organizações Cisneros, da Venezuela, a arquiinimiga de
Hugo Chávez, cujo proprietário, Gustavo Cisneros, foi um dos
líderes do fracassado golpe de estado contra o dirigente
venezuelano em abril de 2002. E há também ligações internas: um
dos diretores financeiros da Editora Abril é Emilio Carazzai,
que foi presidente da Caixa Econômica Federal quando Fernando
Henrique Cardoso era presidente da República. E, na capa da
edição desta semana de Exame, deixa claro seu lado na campanha
pela sucessão de Lula ao anunciar que o tucano Geraldo Alckmin
seria o preferido dos empresários.
As mentiras de Veja derrubam a máscara do mito capitalista da
imprensa livre e mesmo poucas informações sobre sua vinculação
com o grande capital revelam os interesses aos quais está ligada
e defende faltando à verdade. Há muito deixou de ser jornalismo
e se tornou um panfleto de má qualidade.
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