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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 278

novembro/2005

 

 

CAPA

PCdoB sai do 11º Congresso mais coeso e forte
Veja mente em defesa dos interesses do grande capital
 

PCdoB

Poderes da República vão à cerimônia de abertura
“Vocês se transformaram em um partido grande”, diz Lula
Determinação e flexibilidade
Mudança para responder à estratégia do Partido
“Brasília se orgulha de sediar o 11º Congresso”
Presença da esquerda Aloízio Mercadante, do PT, e Roberto Amaral, do PSB, ressaltam a luta contra a investida da direita
Amazonas “semeou dragões e educou-nos na arte da luta”
Edíria Amazonas acha 11º Congresso “espetacular”
Baeça, o militante mais idoso
Bárbara, a mais jovem delegada
O comunista da floresta
O militante que veio de longe
Um operário a serviço do socialismo
"O PCdoB mudou a minha vida"
"Uma proeza do Partido"
Êxitos e desafios da a atuação do PCdoB em governos
 

Comitê Central

O novo Comitê Central do PCdoB
 

Internacional

Presença de 56 delegados de 32 países
O imperialismo não é invencível
 

ESPECIAL

Eixo Washington - Bogotá - Assunção

 

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CAPA

PCdoB sai do 11º Congresso
mais coeso e forte

No centro da mesa: Renato Rabelo, Aldo Rebelo, José Alencar, Lula, dona Marisa e Renan Calheiros

Foi o maior congresso da história dos comunistas brasileiros, com 1.067 delegados eleitos e 56 representantes de 45 partidos e organizações revolucionárias de 32 países
“O Partido Comunista do Brasil é educado na arte da luta e nas grandes vicissitudes” – foi com esta frase pronunciada no encerramento do 11º Congresso do PCdoB, em Brasília, que Renato Rabelo acentuou as qualidades da organização dos comunistas brasileiros. Aquele encontro, que já é um marco na trajetória do Partido, registrou o grande crescimento vivido desde o 10Oº Congresso, de 2001: dobrou o número de militantes que participaram das conferências preparatórias, que atingiu cerca de 70 mil, mais do que o dobro do congresso anterior em debates realizados em 1.365 cidades e 27 estados brasileiros. Esse crescimento se traduz, também, nas grandes responsabilidades que o Partido assume desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, em 2002.

Situação nova visível no maior conjunto de representantes dos poderes da República que já participaram de um congresso comunista no Brasil: lá estavam o presidente da República, o vice José Alencar, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, além de ministros de Estado e dirigentes partidários e de organizações de massa.

O 11º Congresso do PCdoB ficará na história como aquele onde, depois de 20 anos de legalidade, o Partido aprovou seu novo Estatuto, incorporando conquistas alcançadas pela experiência acumulada nesse período de vida legal e adaptado aos tempos atuais, em que a luta revolucionária exige um Partido firme nos princípios e flexível na atuação política. A aprovação de um novo Estatuto é o sinal mais forte da nova etapa que se abre para os comunistas.

O Congresso, entretanto, não foi apenas festa e confraternização entre comunistas do Brasil e de todos os continentes. Foram quatro dias também de muito trabalho, durante os quais foram debatidos e aprovados a Resolução Política que vai orientar a ação dos comunistas brasileiros nos próximos 4 anos, além do novo Estatuto. O Congresso elegeu o novo Comitê Central, integrado por 81 dirigentes partidários de quase todos os estados brasileiros, e que incorpora 25 novos membros, quase um terço do total que, por sua vez, elegeu a nova Comissão Política Nacional e reelegeu Renato Rabelo como presidente do Partido.

O PCdoB sai do 11º Congresso mais coeso e fortalecido, culminando o movimento iniciado desde a conquista da legalidade do Partido, em 1985, no sentido do aprimoramento da elaboração e da direção coletivas. O 11º. Congresso coroa o avanço destas duas décadas que representam também o período mais longo de legalidade na história do Partido e o renova, adequando-o para os desafios da vida contemporânea.

“Nós sempre, como comunistas, somos forjados na luta”, concluiu Renato Rabelo. “A luta é que nos dá força, coragem, estímulo” para enfrentar esta e outras batalhas. É exatamente em momentos como o atual, disse, cheios de problemas a serem enfrentados, “que o Partido Comunista se revela. É assim que o Partido Comunista do Brasil vem sendo forjado”.

Leia no Partido Vivo a íntegra da Resolução Política do
11º Congresso e o novo Estatuto. www.pcdob.org.br

 

 

EDITORIAL

Veja mente em defesa dos interesses do grande capital

O fantasma do velho “ouro de Moscou” ronda a redação da Marginal do Pinheiros, em São Paulo e se traduz nesse jornalismo de má qualidade, panfletário e infiel à verdade que tem caracterizado a revista publicada pela família Civita. Sua versão mais recente apareceu nesta semana na matéria de capa da revista Veja: a “notícia” de que a campanha presidencial de 2002 de Luiz Inácio Lula da Silva recebeu financiamentos do governo de Cuba, reeditando as piores tradições da direita brasileira, a de acusar partidos e organizações democráticas e populares de ligações externas proibidas pela lei.

Veja sempre foi uma revista conservadora. Mas piorou muito desde que se embandeirou do neoliberalismo mais radical, enxovalhando tudo o que seja verde e amarelo e colocando no altar os sacrossantos costumes norte-americanos. Há muito tempo ela mira os movimentos sociais e não recua em mentiras e no desrespeito contra as lideranças populares e democráticas. Rapidamente se transformou em virulento porta-voz da direita, cujo eixo é a aliança PSDB-PFL. Não é para menos. Com dívidas monumentais, a Editora Abril ficou nas mãos dos banqueiros, principalmente do Unibanco. Durante os mandados de Fernando Henrique Cardoso, sua principal revista, Veja, foi campeã na defesa das privatizações e outras medidas do receituário neoliberal.

Com a eleição de Lula, fez um trânsito rápido para a oposição. Tinha, ela sim, contatos estrangeiros: desde 1995 a Abril é sócia das Organizações Cisneros, da Venezuela, a arquiinimiga de Hugo Chávez, cujo proprietário, Gustavo Cisneros, foi um dos líderes do fracassado golpe de estado contra o dirigente venezuelano em abril de 2002. E há também ligações internas: um dos diretores financeiros da Editora Abril é Emilio Carazzai, que foi presidente da Caixa Econômica Federal quando Fernando Henrique Cardoso era presidente da República. E, na capa da edição desta semana de Exame, deixa claro seu lado na campanha pela sucessão de Lula ao anunciar que o tucano Geraldo Alckmin seria o preferido dos empresários.

As mentiras de Veja derrubam a máscara do mito capitalista da imprensa livre e mesmo poucas informações sobre sua vinculação com o grande capital revelam os interesses aos quais está ligada e defende faltando à verdade. Há muito deixou de ser jornalismo e se tornou um panfleto de má qualidade.
 

VERMELHO.ORG.BR