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11º Congresso do PCdoB sinaliza
crescimento |
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Em número
de militantes mobilizados, será duas vezes maior do que o 10º
Congresso, de 2001 |
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Concepção cenográfica do plenário do 11º Congresso, que se
realizará em Brasília, de 20 a 23 de outubro |
As
conferências estaduais e municipais do PCdoB já realizadas, no
processo do 11º Congresso, confirmam o crescimento recente do
Partido, que poderá superar a mobilização do 10º Congresso, em
2001 – que alcançou 30 mil militantes – e da 9ª Conferência
Nacional, de 2003 – que envolveu cerca de 60 mil comunistas.
Houve
crescimento notável em vários estados e capitais. No Acre, por
exemplo, 4 mil comunistas debateram o projeto de Resolução
Política do 11º Congresso em todos os 22 municípios do Estado,
que também comemorou 3 mil novas filiações, superando em mais de
20% a meta de 2.500. Em São Paulo, a conferência da capital
mobilizou 3.223 militantes num processo que aponta para um total
de mais de 12 mil militantes mobilizados em todo o Estado. Já
Recife mais que triplicou o número alcançado na conferência
anterior, de 2002, chegando a 1.027 militantes que participaram
das discussões. Outra capital que sinaliza um crescimento
expressivo é Aracaju, Sergipe: lá, a 11ª Conferência Municipal
envolveu 490 militantes – dos quais 386 são filiados novos. Isto
é, três vezes mais do que na conferência de 2003, que teve 153
militantes.
Estes são
alguns exemplos significativos. Houve fortalecimento das
fileiras comunistas no Paraná, Mato Grosso, Belo Horizonte,
Fortaleza e Goiânia, apenas para citar alguns lugares onde
ocorreram conferências, que prosseguem nos dias 24 e 25,
apontando para uma nova fase na vida partidária, diante das
contradições que o país vive hoje, cujo enfrentamento exige um
Partido Comunista forte, coeso, renovado, com a cara e o jeito
do Brasil.
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A irresponsabilidade e a hipocrisia
da direita |
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A eleição de Severino
Cavalcanti para a presidência da Câmara dos Deputados, em
fevereiro deste ano, com votos principalmente do PFL, PSDB e
parte do PMDB, foi comemorada por parlamentares conservadores e
da nova direita nucleada no PSDB, que não disfarçaram a
disposição de criar obstáculos para o governo. José Carlos
Aleluia, PFL/BA, declarou que ali começava a derrota da
reeleição do presidente. Alberto Goldman, PSDB/SP, manifestava
opinião contrária a que tem hoje, sete meses depois, quanto
tenta caracterizar Severino como deputado da base aliada. No dia
16 de fevereiro Goldman comemorou a sua eleição dizendo que a
“oposição ganhará espaço, a fiscalização será intensificada e o
governo não passará mais como um trator por cima da Câmara”.
Houve comentários jocosos, como o de Arnaldo Faria de Sá
(PTB/SP), para quem a “música tema para ilustrar esse momento é
aquela de Roberto Carlos que diz: ‘daqui pra frente tudo será
diferente, você vai aprender a ser gente e o seu orgulho não
vale nada...’” Ou grosseiros, como o da deputada Zulaiê Cobra
Ribeiro, PSDB/SP: “Eu quero mais é que o Partido dos
Trabalhadores se ferre”.
A aventura durou sete meses e seu desfecho é esclarecedor sobre
a hipocrisia e irresponsabilidade da direita. Naquela disputa, a
base aliada se apresentou fragilizada e dividida, com dois
candidatos, os deputados petistas Luis Eduardo Greenhalg e
Virgílio Guimarães. Face à divisão da base aliada o comando da
direita (cujo eixo é o PSDB), sem alternativa própria para
derrotar o governo, adotou a votação em Severino Cavalcanti –
foi em uma reunião na madrugada de 15 de fevereiro que os
tucanos decidiram votar nele –, cuja eleição foi o pretexto para
comemorações como as citadas acima.
Hoje, hipocritamente, aqueles mesmos que foram responsáveis pela
eleição do “rei do baixo clero” agora tentam afastar-se de sua
imagem, manchada com a denúncia de corrupção. Ao comentar sua
renúncia, o tucano Alberto Goldman disse que “Severino à frente
da presidência já é página virada na história do país”. E
afirmou, exaltado: “Eu não votei em Severino!”. José Carlos
Aleluia, por sua vez, tenta agora atribuir a vitória de Severino
ao governo, que não teria articulado o apoio ao candidato
petista. Candidato no primeiro turno, Aleluia pediu votos para
Severino no segundo, ação que hoje desmente: “não elegemos
Severino. Quem provocou a eleição dele foi o presidente Lula”,
afirmou. Zulaiê, por sua vez, passou a pregar que “Severino
merece o mesmo destino de Jefferson” e que a Câmara “só tem a
ganhar” com a renúncia de Severino.
Essa hipocrisia e irresponsabilidade são traços político dos
conservadores e da direita. A ascensão e queda de Severino
Cavalcanti são episódios da luta sem quartel que movem contra
qualquer possibilidade de um governo progressista e avançado.
Severino serviu enquanto foi sinal de complicações para o
governo. Mas quando ficou claro que ele não seria um joguete da
oposição, seu mandato virou pó de traque para o sistema de poder
que domina o país. Sua passagem pela presidência da Câmara dos
Deputados é um episódio de uma luta em curso pelo poder, na qual
o objetivo da direita é derrotar o governo Lula e inviabilizar
qualquer alternativa de esquerda para os próximos 30 anos, como
declarou o presidente do PFL, Jorge Bornhausen.
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