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União da esquerda para enfrentar a
crise |
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PT, PSB e
PCdoB acertam atuação conjunta, em defesa do governo Lula, no rumo
das mudanças |
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Dirigentes dos três partidos de esquerda participaram da
manifestação em Brasília, dia 16 |
O
encontro, no
dia 30, entre os presidentes do PT, Tarso Genro, do PCdoB,
Renato Rabelo, e do PSB, Roberto Amaral, foi um passo importante
para concretizar a recomposição do núcleo de esquerda da base do
governo. Eles foram a Brasília para debater uma questão
concreta: a assinatura de uma carta com opiniões comuns para a
reorganização da base aliada do governo no Congresso Nacional e
com propostas para a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2006.
O documento, entregue ao ministro da Coordenação Política,
Jacques Wagner, foi elaborado depois de uma reunião com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dia 24, quando foi
discutida a atuação das legendas.
Os três
partidos anunciaram reuniões periódicas para construir uma
agenda positiva na atual situação de crise política. Querem ter
mais influência nas decisões relevantes, e o ministro Jacques
Wagner disse que o governo está aberto ao diálogo e se dispôs a
ajudar na interlocução com todas as lideranças na Câmara e no
Senado.
Renato
Rabelo considera ser fundamental o resgate de um projeto
democrático para a reconstrução de um campo de centro-esquerda
no Brasil. “Os três partidos consideram que o Orçamento da
União, que foi enviado para a sanção presidencial, é uma peça
chave para que já se comece a preparar as condições do projeto
de desenvolvimento”, afirmou. Para Roberto Amaral, “este é o
momento de sair da retórica para a prática e a discussão do
Orçamento, que é a peça que define e executa as políticas do
governo, mostra-se como melhor instrumento para essa nossa
finalidade. Queremos discutir com todos os partidos e vamos
convocar nossas lideranças para que se possa, a partir da base
do governo, influenciar todas as bancadas. Assim poderemos
contar com um Orçamento que responda às necessidades do país”.
Para Tarso Genro, que foi o anfitrião do encontro, está
começando a ser estabelecida uma relação formal com o governo:
“Estamos nos relacionando de maneira transparente, de maneira
pública, por meio de uma posição por escrito, para que a gente
possa contribuir com o governo”. Ele considera importante a
existência de um núcleo organizado ao qual as lideranças possam
se reportar, assim como toda a base do governo e todos os
partidos, que têm o direito e o dever de influir sobre a questão
orçamentária.
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Mobilizar as bases para o 11º
Congresso é um desafio premente |
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Há pouco menos de dois
meses da realização do 11o. Congresso do Partido Comunista do
Brasil, a Comissão Política Nacional examinou, em reunião
realizada em São Paulo, no dia 29 de agosto, os preparativos
para o encontro da instância máxima de direção dos comunistas
brasileiros. E constatou que, está em andamento um esforço amplo
e produtivo, materializado no lançamento dos Projetos de
Resolução, as assembléias de base ainda não decolaram. E elas
são essenciais para a realização da democracia interna do
Partido.
A CNP constatou que milhares de quadros e
militantes prepararam-se para a sustentação dos debates a ser
levado às bases, registrando o elevado moral dos comunistas e
sua forte coesão política no enfrentamento da onda conservadora
que assola a política brasileira, envolvendo inclusive forças
mais amplas, progressistas e de esquerda.
Mas é necessário desdobrar esse movimento
para a base do Partido; são elas que se relacionam com o quadro
político vivido e seu impacto sobre o povo, diz a Resolução da
CNP. A militância comunista não está alheia à crise, fabricada
diariamente para acuar o governo Lula, fazer o linchamento do PT
e abater o ânimo do conjunto das forças de esquerda. E é
especialmente na adversidade que as qualidades comunistas se
revelam. Este é um tempo em que a mobilização partidária para o
Congresso adquire um sentido político mais agudo de debate, de
congregação de forças, com lucidez, para estabelecer uma linha
de resistência, situar os campos em confronto nesta radicalizada
luta política em curso. Assim, diz a direção comunista, uma
motivação mais ampla da militância pela base é parte do combate
político, e tem a ver com as respostas dos comunistas perante a
situação do país.
Por isso, a mobilização mais extensa para
as assembléias de base, sobretudo nos grandes municípios e nos
maiores comitês estaduais, é o desafio premente destas semanas
que antecedem o 11o. Congresso, sendo necessário instituir um
maior espírito de campanha por parte das direções partidárias,
concentrando o esforço dos principais quadros para comandar uma
rede coesa de quadros intermediários dirigentes, com tarefas bem
definidas, para multiplicar a participação no debate nas bases.
A experiência partidária de campanhas eleitorais é clara nesse
sentido: concentração de esforços e foco bem definido para
concretizar os objetivos traçados. |
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