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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 275

agosto/2005

 

 

CAPA

União da esquerda para enfrentar a crise
Mobilizar as bases para o 11º Congresso é um desafio premente
 

PCdoB

Em busca da alternativa de centro-esquerda
Crise esquenta os debates
Preparação acelerada do 11º Congresso em Osasco
Intensificar rapidamente a mobilização congressual
Políticos de peso filiam-se ao Partido Comunista
Direção estadual reorganizada
 

NACIONAL

A luta vai para as ruas
Recomposição acelerada
Meros adereços
PCdoB vota "sim"
Bomfim na Secretaria de Cultura
Livros para o povo
A mídia sempre esteve a serviço do poder
Consulta nacional quer plataforma de políticas públicas
Punição contra agressores domésticos
Lei para proteger crianças e adolescentes
Uma lei para manter a política fiscal
 

INTERNACIONAL

Para julgar os crimes do imperialismo
Proposta de assassinato
Direito à pesquisa
 

MOVIMENTOS

UNE rechaça acusação da direita

Mobilização e conquistas

Categoria em luta
Aumenta o número de metalúrgicos empregados
Construção da CSC no Distrito Federal
 

ESPECIAL

O programa socialista e o Brasil

 

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CAPA

União da esquerda para enfrentar a crise

PT, PSB e PCdoB acertam atuação conjunta, em defesa do governo Lula, no rumo das mudanças

Dirigentes dos três partidos de esquerda participaram da manifestação em Brasília, dia 16

O encontro, no dia 30, entre os presidentes do PT, Tarso Genro, do PCdoB, Renato Rabelo, e do PSB, Roberto Amaral, foi um passo importante para concretizar a recomposição do núcleo de esquerda da base do governo. Eles foram a Brasília para debater uma questão concreta: a assinatura de uma carta com opiniões comuns para a reorganização da base aliada do governo no Congresso Nacional e com propostas para a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2006. O documento, entregue ao ministro da Coordenação Política, Jacques Wagner, foi elaborado depois de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dia 24, quando foi discutida a atuação das legendas.

Os três partidos anunciaram reuniões periódicas para construir uma agenda positiva na atual situação de crise política. Querem ter mais influência nas decisões relevantes, e o ministro Jacques Wagner disse que o governo está aberto ao diálogo e se dispôs a ajudar na interlocução com todas as lideranças na Câmara e no Senado.

Renato Rabelo considera ser fundamental o resgate de um projeto democrático para a reconstrução de um campo de centro-esquerda no Brasil. “Os três partidos consideram que o Orçamento da União, que foi enviado para a sanção presidencial, é uma peça chave para que já se comece a preparar as condições do projeto de desenvolvimento”, afirmou. Para Roberto Amaral, “este é o momento de sair da retórica para a prática e a discussão do Orçamento, que é a peça que define e executa as políticas do governo, mostra-se como melhor instrumento para essa nossa finalidade. Queremos discutir com todos os partidos e vamos convocar nossas lideranças para que se possa, a partir da base do governo, influenciar todas as bancadas. Assim poderemos contar com um Orçamento que responda às necessidades do país”. Para Tarso Genro, que foi o anfitrião do encontro, está começando a ser estabelecida uma relação formal com o governo: “Estamos nos relacionando de maneira transparente, de maneira pública, por meio de uma posição por escrito, para que a gente possa contribuir com o governo”. Ele considera importante a existência de um núcleo organizado ao qual as lideranças possam se reportar, assim como toda a base do governo e todos os partidos, que têm o direito e o dever de influir sobre a questão orçamentária.
 

 

EDITORIAL

Mobilizar as bases para o 11º Congresso é um desafio premente

Há pouco menos de dois meses da realização do 11o. Congresso do Partido Comunista do Brasil, a Comissão Política Nacional examinou, em reunião realizada em São Paulo, no dia 29 de agosto, os preparativos para o encontro da instância máxima de direção dos comunistas brasileiros. E constatou que, está em andamento um esforço amplo e produtivo, materializado no lançamento dos Projetos de Resolução, as assembléias de base ainda não decolaram. E elas são essenciais para a realização da democracia interna do Partido.

A CNP constatou que milhares de quadros e militantes prepararam-se para a sustentação dos debates a ser levado às bases, registrando o elevado moral dos comunistas e sua forte coesão política no enfrentamento da onda conservadora que assola a política brasileira, envolvendo inclusive forças mais amplas, progressistas e de esquerda.

Mas é necessário desdobrar esse movimento para a base do Partido; são elas que se relacionam com o quadro político vivido e seu impacto sobre o povo, diz a Resolução da CNP. A militância comunista não está alheia à crise, fabricada diariamente para acuar o governo Lula, fazer o linchamento do PT e abater o ânimo do conjunto das forças de esquerda. E é especialmente na adversidade que as qualidades comunistas se revelam. Este é um tempo em que a mobilização partidária para o Congresso adquire um sentido político mais agudo de debate, de congregação de forças, com lucidez, para estabelecer uma linha de resistência, situar os campos em confronto nesta radicalizada luta política em curso. Assim, diz a direção comunista, uma motivação mais ampla da militância pela base é parte do combate político, e tem a ver com as respostas dos comunistas perante a situação do país.

Por isso, a mobilização mais extensa para as assembléias de base, sobretudo nos grandes municípios e nos maiores comitês estaduais, é o desafio premente destas semanas que antecedem o 11o. Congresso, sendo necessário instituir um maior espírito de campanha por parte das direções partidárias, concentrando o esforço dos principais quadros para comandar uma rede coesa de quadros intermediários dirigentes, com tarefas bem definidas, para multiplicar a participação no debate nas bases. A experiência partidária de campanhas eleitorais é clara nesse sentido: concentração de esforços e foco bem definido para concretizar os objetivos traçados.

VERMELHO.ORG.BR