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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 272

julho/2005

 

 

CAPA

Governo sob ataque
PCdoB não utiliza “caixa 2”
 

PCdoB

Comunistas homenageados
São Paulo quer mobilizar 17 mil
Centralidade da classe operária
PCdoB/DF desencadeia mobilização
Consolidar a democracia interna
Normas da Tribuna de Debates
 

NACIONAL

Recompor a frente das forças democráticas e progressistas
Brilho ofuscado
Sobre o retorno de Aldo Rebelo à Câmara dos Deputados
Turbulência que veio pelos Correios
Cenário incômodo
Emoção na selva
Marcha contra a ofensiva da direita
Um professor xavante
 

INTERNACIONAL

A visita da delegação do PCdoB
Contra a ultra-direita
Novo fôlego para a Ação internacional
Tríplice Fronteira na mira dos EUA
O Fórum conclama a esquerda contra os abusos dos Estados Unidos
 

MOVIMENTOS

Luta contra a ofensiva conservadora

Batalha pelo voto

As forças políticas no Congresso
Gestão ampla e democrática
Salto importante
As 50 brasileiras
Novas armas pela igualdade
Apoio reforçado a Lula
Na rua, pelas mudanças
Carta dos sindicalistas
Vitória em Caxias do Sul
Na bargoa, só dois por vez podem ir ao banheiro
 

ESPECIAL

O maior filósofo de nosso tempo

 

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CAPA

Governo sob ataque

Recompor a frente das forças democráticas e progressistas

A gravidade da crise política coloca o governo em risco.
A superação do atual quadro exige a recomposição da frente das forças democráticas e progressistas e a adoção de uma agenda que resgate a expectativa de mudança.

A CPI dos Correios ouviu o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, no dia 20 de julho

O ataque contra o governo é intenso, e a oposição conservadora, que representa principalmente os interesses do grande capital financeiro internacional e brasileiro, usa todos os meios de que dispõe – sua representação parlamentar, governadores de Estado e, principalmente, a grande imprensa, onde prolifera há décadas a defesa do programa neoliberal e da subordinação do Brasil aos interesses do imperialismo.

Essa virulência cujo alvo é um governo que estas forças não controlam não é novo, e repete situações semelhantes já ocorridas na história da República, desde Floriano Peixoto. Foram essas mesmas forças, com a mesma bandeira falsamente moralista, que levaram ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1964, que tentaram impedir a posse de Juscelino Kubitschek em 1955, que conspiraram contra João Goulart de 1961 a 1964, e que tentaram vilipendiar Itamar Franco em 1993. E que estiveram no governo com os militares direitistas de 1964, com Fernando Collor de Mello em 1990 e com Fernando Henrique Cardoso de 1995 a 2002, forças que estiveram não só atrás dos desmandos dos governos autoritários mas, principalmente, foram o esteio do programa neoliberal contrário aos interesses dos trabalhadores, da economia brasileira e da soberania nacional. Governos que enfrentaram fortes denúncias de irregularidades, jogadas para baixo do tapete por operações abafa de triste memória.

No tiroteio pela imprensa dos últimos dias, uma frase quase não foi notada. Ela foi dita pelo procurador-geral da República, Claudio Fonteles, no dia 7, em discurso na posse de novos procuradores da República, onde relativizou as suspeitas de corrupção levantadas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reconhecendo que o Brasil passa por momentos difíceis, disse que a “imprensa hiperavalia” o quadro e “faz um manchetismo danado”, e que não se deve “apavorar nem se amedrontar por causa disso”. É uma opinião importante, dada pela única autoridade que, no país, tem o poder de iniciar, no Supremo Tribunal Federal, qualquer ação contra o presidente da República.

O presidente Lula, aliás, foi autor de outra frase significativa nesta crise.

Durante o 4º Fórum Global de Combate à Corrupção, ocorrido em Brasília, dia 7, ele assegurou que “cortará na própria carne se necessário”, para esclarecer e punir as denúncias. Ao mesmo tempo, garantiu que vai estimular o Congresso a desenvolver suas investigações. “Independentemente do uso político-eleitoral que alguns estão fazendo, no meu governo levarei as investigações até as últimas conseqüências. Por isso jurei a Constituição. Sou o principal guardião das instituições deste país, funcionário público número um”, afirmou o presidente, que recusou o uso de panacéias para “enfrentar problemas que se arrastam por décadas, quando não por séculos”.

O combate é político, e seu alvo é 2006; Lula tem razão: é preciso investigar, julgar e punir aqueles que cometeram crimes contra o patrimônio público. Mas as ações precisam ir adiante, para consolidar a ação do governo, fortalecer a avaliação favorável que o povo faz do governo e derrotar a investida da direita neoliberal. O governo precisa adotar uma agenda positiva, reconformar a maioria parlamentar e mobilizar a sociedade.

 

NOTA DO SECRETARIADO

PCdoB não utiliza “caixa 2”

Sobre declaração atribuída ao ex - tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em notícia reiculada na imprensa por seu advogado, que envolve os partidos da base aliada do governo Lula no expediente denominado “caixa 2”, o Partido Comunista do Brasil,
PCdoB, através de seu presidente nacional, Renato Rabelo esclarece que:

• O PCdoB, tanto na sua atividade permanente quanto eleitoral, cumpre a legislação
partidária em vigor e dessa maneira escritura sua movimentação financeira e dela
presta contas aos órgãos competentes; em suma não se utiliza do denominado “caixa
2” na suas atividades.

• O PCdoB é um antigo aliado político do PT e ao longo do tempo cultiva uma
relação de alto nível com esta legenda.
As relações administrativas do PCdoB com o PT, quando se deram por força de
alianças eleitorais, foram regidas pela legislação do país.
São Paulo, 18 de julho de 2005
Renato Rabelo,
Presidente do Partido Comunista do Brasil-
PCdoB
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