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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 267

abril/2005

 

 

CAPA

PCdoB ligado nos trabalhadores
Mensagem de 1º de Maio
A Classe Operária: 80 anos de luta pelo socialismo
 

PCdoB

As comemorações dos 80 anos d'A Classe Operária
Exposições no Rio Grande do Sul
2º Encontro Nacional de Prefeitos e Vices
Sintonia fina com os trabalhadores
Rabelo: “Sagacidade e ousadia comunistas”
A centralidade dos trabalhadores
Desafios da CSC no movimento sindical
Sem trabalhadores não haverá mudanças
Carta do PCdoB aos trabalhadores brasileiros
Bandeiras atuais da luta pela mudança
 

NACIONAL

Pochmann apresenta estudo sobre a classe operária
O maior aumento real em 20 anos
Gestão popular e democrática
Agnelo Queiroz e Matilde Ribeiro repudiam discriminação racial
Enfim a demarcação de Raposa Serra do Sol
Povo apóia a não renovação com o FMI
Novos critérios para produção agropecuária
Cresce o número de postos de trabalho
Sucessão conservadora no Vaticano
Recuo católico no Brasil
 

INTERNACIONAL

Lula quer a união entre países do Sul
As boas relações beneficiam ambas as partes
Entre palavras e atos
A busca de uma alternativa de esquerda na Índia
 

MOVIMENTOS

II Diálogo Nacional de Organizações Juvenis

Contra a ditadura dos patrões

Sindicatos fortes para garantir os direitos sociais
Comunistas debatem a luta contra o racismo
 

ESPECIAL

A Classe Operária, instrumento da luta pelo socialismo

 

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CAPA

PCdoB ligado nos trabalhadores

O proletariado é a única classe que tem condições políticas
de encabeçar a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento

Encontro comunista em Belo Horizonte reafirmou centralidade dos trabalhadores



Comunistas de todo o país reafirmaram, durante encontro em Minas Gerais, a centralidade dos trabalhadores na luta transformadora. As reivindicações históricas do proletariado orientam a missão do PCdoB. O presidente do Partido, Renato Rabelo, disse que “temos o desafio de engrossar o movimento transformador que conduz para as grandes viragens, as grandes rupturas, a revolução que supera o capitalismo e o substitui pelo socialismo”.

O capitalismo moderno, apesar do nível gigantesco das forças produtivas, engendra a crise social e cava mais fundo o fosso que existe entre países ricos e países pobres, uma contradição fundamental. Coloca a exigência histórica de construção de um sistema superior, socialista.

Os 232 participantes da plenária final do 2º Encontro Nacional sobre Questões do Partido debateram, nos dias 23 e 24, o documento “Implementar a política do Partido entre os trabalhadores e por intermédio deles – fator estratégico para o projeto do PCdoB e para o futuro do Brasil”. 

Antes dos debates, além das intervenções dos dirigentes partidários, o economista Márcio Pochmann apresentou um estudo sobre o perfil da classe operária brasileira.

A platéia, formada por 158 delegados eleitos em 22 estados, 41 membros do Comitê Central do PCdoB, 14 observadores, dez integrantes de comissões auxiliares e nove convidados – inclusive o vice-presidente da CUT nacional, três presidentes de CUTs estaduais, dirigentes sindicais, o presidente da UNE e da Conam e cinco deputados federais – foi unânime em considerar a principal missão do PCdoB armar os trabalhadores para a intervenção na cena política do país. No encontro, o secretário Sindical do PCdoB, João Batista Lemos, lembrou o papel insubstituível dos trabalhadores “na luta pela transformação social, orientada no momento contra o neoliberalismo e tendo por norte a perspectiva do socialismo”. 

Mensagem de 1º de Maio

Em 2002 o torneiro-mecânico e líder sindical Lula foi eleito presidente da República, uma vitória dos trabalhadores e do povo. Desde então, muitas coisas estão mudando. “Mas, para essas mudanças se consolidarem e avançarem, a luta continua. Será preciso reunir forças ainda maiores para superar a herança deixada pelo modelo econômico neoliberal, perverso e injusto, de Fernando Henrique Cardoso”, diz a carta do PCdoB aos trabalhadores por ocasião do 1º de Maio.

O documento convida os trabalhadores a ingressarem no PCdoB: “Não somos um partido de véspera de eleição, mas das pequenas e das grandes batalhas pelos interesses do Brasil e pelos direitos do povo. Propositalmente, fazemos este convite neste 1º de Maio, Dia da Solidariedade Mundial dos Trabalhadores.

Não oferecemos vantagens e mordomias, mas um posto de combate por uma causa grande e nobre, a de um Brasil livre e soberano, com desenvolvimento e valorização do trabalho”. 

São apresentadas dez “Bandeiras atuais da luta pela mudança”, dentre elas a valorização do salário mínimo e a redução da jornada de trabalho.

 

EDITORIAL

A Classe Operária: 80 anos de luta pelo socialismo

"A imprensa não pode ser apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo, mas deve ser também um organizador coletivo das massas” – esta opinião de Lenin aplica-se com justeza à história de A Classe Operária, o jornal de trabalhadores mais antigo do Brasil, e que completa 80 anos neste 1º de maio.

O papel d’A Classe Operária tem sido este desde sua origem em 1º de maio de 1925. O organizador coletivo ajudou o Partido a se consolidar e se fortalecer entre os trabalhadores. Enfrentou perseguição policial desde os seus primeiros dias, e muitos dos seus jornalistas, profissionais e militantes enfrentaram a prisão, a tortura, e mesmo a morte para manter o jornal comunista em circulação. Mesmo sob as precárias condições dos períodos de clandestinidade, a publicação comunista nunca deixou de circular. 

A Classe Operária foi – e é – a voz do Partido. Nas décadas de 1930 e 1940, quando a ditadura de Vargas garantia ter exterminado o Partido, a aparição de A Classe Operária – escrita, impressa e distribuída por Maurício Grabois e Amarílio Vasconcelos – sinalizava que, ao contrário, o Partido continuava vivo, atuante e resistindo.

O papel de organizador do jornal foi frisado duas vezes em sua longa história. Primeiro, em 1943, na ocasião da Conferência da Mantiqueira, quando foi instrumento para a difusão das idéias comunistas e reconstrução do Partido.

Depois, em 1962, sob o comando de Maurício Grabois, João Amazonas e Pedro Pomar, voltou a circular e foi a ferramenta para a articulação dos revolucionários – que resistiam ao predomínio das idéias de Prestes e seu grupo –, e que reorganizaram o Partido Comunista do Brasil. Após a ditadura de 1964, foi o canal para a difusão das teses comunistas, para a resistência democrática, a luta pela anistia, pela Constituinte e pelo fim da ditadura. 

Aos 80 anos, mantém o mesmo vigor que traz desde os seus primeiros números. Hoje vive seu mais longo período de circulação legal e aberta, que acompanha a legalidade do Partido desde 1985, e exerce o mesmo papel de propagandista das idéias avançadas e de organizador dos comunistas. 

Para registrar este marco histórico, uma edição especial, com 500 mil exemplares (veja capa ao lado) foi preparada para o 1º de Maio.

Afinal, este é o jornal dos comunistas brasileiros, bandeira de lutas pelo socialismo, pela democracia, pelos direitos dos trabalhadores e pela soberania nacional.

VERMELHO.ORG.BR