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PCdoB ligado nos trabalhadores |
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O proletariado é a única classe que tem condições políticas
de encabeçar a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento |
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Encontro
comunista em Belo Horizonte reafirmou centralidade dos
trabalhadores |
Comunistas de todo o país reafirmaram, durante encontro em Minas Gerais, a centralidade dos trabalhadores na luta transformadora. As reivindicações históricas do proletariado orientam a missão do PCdoB. O presidente do Partido, Renato Rabelo, disse que “temos o desafio de engrossar o movimento transformador que conduz para as grandes viragens, as grandes rupturas, a revolução que supera o capitalismo e o substitui pelo socialismo”.
O capitalismo moderno, apesar do nível gigantesco das forças produtivas, engendra a crise social e cava mais fundo o fosso que existe entre países ricos e países pobres, uma contradição fundamental. Coloca a exigência histórica de construção de um sistema superior, socialista. Os 232 participantes da plenária final do 2º Encontro Nacional sobre Questões do Partido debateram, nos dias 23 e 24, o documento “Implementar a política do Partido entre os trabalhadores e por intermédio deles – fator estratégico para o projeto do PCdoB e para o futuro do Brasil”. Antes dos debates, além das intervenções dos dirigentes partidários, o economista Márcio Pochmann apresentou um estudo sobre o perfil da classe operária brasileira. A platéia, formada por 158 delegados eleitos em 22 estados, 41 membros do Comitê Central do PCdoB, 14 observadores, dez integrantes de comissões auxiliares e nove convidados – inclusive o vice-presidente da CUT nacional, três presidentes de CUTs estaduais, dirigentes sindicais, o presidente da UNE e da Conam e cinco deputados federais – foi unânime em considerar a principal missão do PCdoB armar os trabalhadores para a intervenção na cena política do país. No encontro, o secretário Sindical do PCdoB, João Batista Lemos, lembrou o papel insubstituível dos trabalhadores “na luta pela transformação social, orientada no momento contra o neoliberalismo e tendo por norte a perspectiva do socialismo”.
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Mensagem de 1º de Maio |
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Em 2002 o torneiro-mecânico e líder sindical Lula foi eleito presidente da República, uma vitória dos trabalhadores e do povo. Desde então, muitas coisas estão mudando. “Mas, para essas mudanças se consolidarem e avançarem, a luta continua. Será preciso reunir forças ainda maiores para superar a herança deixada pelo modelo econômico neoliberal, perverso e injusto, de Fernando Henrique Cardoso”, diz a carta do PCdoB aos trabalhadores por ocasião do 1º de Maio. O documento convida os trabalhadores a ingressarem no PCdoB: “Não somos um partido de véspera de eleição, mas das pequenas e das grandes batalhas pelos interesses do Brasil e pelos direitos do povo. Propositalmente, fazemos este convite neste 1º de Maio, Dia da Solidariedade Mundial dos Trabalhadores. Não oferecemos vantagens e mordomias, mas um posto de combate por uma causa grande e nobre, a de um Brasil livre e soberano, com desenvolvimento e valorização do trabalho”. São apresentadas dez “Bandeiras atuais da luta pela mudança”, dentre elas a valorização do salário mínimo e a redução da jornada de trabalho.
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A Classe Operária: 80 anos de luta pelo socialismo |
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"A
imprensa não pode ser apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo, mas deve ser também um organizador coletivo das massas” – esta opinião de Lenin aplica-se com justeza à história de
A Classe Operária, o jornal de trabalhadores mais antigo do Brasil, e que completa 80 anos neste 1º de maio. O papel
d’A Classe Operária tem sido este desde sua origem em 1º de maio de 1925. O organizador coletivo ajudou o Partido a se consolidar e se fortalecer entre os trabalhadores. Enfrentou perseguição policial desde os seus primeiros dias, e muitos dos seus jornalistas, profissionais e militantes enfrentaram a prisão, a tortura, e mesmo a morte para manter o jornal comunista em circulação. Mesmo sob as precárias condições dos períodos de clandestinidade, a publicação comunista nunca deixou de circular. A Classe Operária
foi – e é – a voz do Partido. Nas décadas de 1930 e 1940, quando a ditadura de Vargas garantia ter exterminado o Partido, a aparição de
A Classe Operária – escrita, impressa e distribuída por Maurício Grabois e Amarílio Vasconcelos – sinalizava que, ao contrário, o Partido continuava vivo, atuante e resistindo. O papel de organizador do jornal foi frisado duas vezes em sua longa história. Primeiro, em 1943, na ocasião da Conferência da Mantiqueira, quando foi instrumento para a difusão das idéias comunistas e reconstrução do Partido.
Depois, em 1962, sob o comando de Maurício Grabois, João Amazonas e Pedro Pomar, voltou a circular e foi a ferramenta para a articulação dos revolucionários – que resistiam ao predomínio das idéias de Prestes e seu grupo –, e que reorganizaram o Partido Comunista do Brasil. Após a ditadura de 1964, foi o canal para a difusão das teses comunistas, para a resistência democrática, a luta pela anistia, pela Constituinte e pelo fim da ditadura. Aos 80 anos, mantém o mesmo vigor que traz desde os seus primeiros números. Hoje vive seu mais longo período de circulação legal e aberta, que acompanha a legalidade do Partido desde 1985, e exerce o mesmo papel de propagandista das idéias avançadas e de organizador dos comunistas. Para registrar este marco histórico, uma edição especial, com 500 mil exemplares (veja capa ao lado) foi preparada para o 1º de Maio. Afinal, este é o jornal dos comunistas brasileiros, bandeira de lutas pelo socialismo, pela democracia, pelos direitos dos trabalhadores e pela soberania nacional.
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