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Fim da tutela do
FMI |
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Mas prossegue a luta para mudar a orientação da política econômica |
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Uribe, Zapatero,
Chávez e Lula, no encontro dos dirigentes sul-americanos com o
primeiro-ministro da Espanha
A
decisão do governo Lula, anunciada dia 28 de março, de não renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) rompeu uma tutela de sete anos que o Fundo exercia sob a economia e as finanças do país. Sem essa tutela, cria-se a possibilidade de o país retomar a condução da política econômica. O Brasil conquistou, como disse o presidente Lula, a oportunidade “de andar com suas próprias pernas e com sua própria orientação.”
Esta relevante decisão é uma vitória das forças políticas e sociais que lutam para que o governo Lula avance na realização das mudanças. Entre elas, há que se destacar o desempenho do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Desde o ano passado, os comunistas defendiam a não-renovação do acordo sob o argumento de que é imperativo o país retomar a gestão de sua política econômica. Como sempre, incensado pelos meios de comunicação, Fernando Henrique Cardoso “esnobou”. Disse que no final de seu governo, o país não precisava mais do FMI. E que, em 2002, o acordo só fora renovado pelo “efeito do risco Lula.” Uma mentira descarada. É de domínio público que FHC passou ao sucessor um país na “UTI”, sem credibilidade externa, com as reservas no vermelho e, ainda, com a inflação prestes a estourar. A supressão da tutela do Fundo é, portanto, um mérito do governo Lula que soube contornar essa “herança maldita” e, agora, com a retomada do crescimento econômico tomou a correta decisão de não renovar com o Fundo. Venceu-se uma batalha importante, mas a luta continua. O FMI se foi mas seu receituário neoliberal segue em vigência. O ministro da Fazenda anunciou que a “a austeridade fiscal” e as metas inflacionárias continuarão sendo as balizas da política macroeconômica. Mas, é inegável que a luta por nova orientação macroeconômica se dará doravante em melhores condições. Ninguém poderá se esquivar das mudanças alegando as imposições do Fundo.
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América do Sul busca caminho independente |
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As declarações de Lula em defesa da soberania e do estreitamento das relações entre os países latino-americanos foram os destaques do encontro entre os presidentes do Brasil, Venezuela e Colômbia e do premiê da Espanha, dia 30. “A Venezuela não precisa ficar sendo acusada de coisas que a gente que convive com você, Chávez, sabe que não fazem parte de seu comportamento e de seu pensamento”, disse Lula, reafirmando ainda a certeza de “nossa solidariedade” ao país.
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CUT e PT procuram o
PCdoB para debater reforma sindical |
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Tendo por pauta a reforma sindical, realizou-se dia 27, na sede do PCdoB, em São Paulo, uma reunião da direção nacional do PCdoB com o presidente da CUT, Luiz Marinho, o secretário de organização dessa entidade, Artur Henrique da Silva Santos e o presidente do PT, José Genoíno. Participaram do encontro o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, o vice-presidente, José Reinaldo Carvalho, e o secretário Sindical, João Batista Lemos. Wagner Gomes, vice-presidente da CUT, e Pascoal Carneiro, integrante da executiva dessa central e também membros da direção do PCdoB, estiveram na reunião. O encontro se realizou por solicitação do presidente da CUT, que o propôs para um debate mais profundo sobre o projeto da reforma sindical. Desta maneira — procurado na semana anterior — o PCdoB considerou útil a idéia e realizou a reunião. Na ocasião vieram à tona as divergências que as duas partes têm manifestado a respeito da proposta de reforma sindical já protocolada no Congresso. O PCdoB detalhou as razões que balizam o posicionamento contrário dos comunistas à PEC-369 e ao seu correspondente projeto de lei. CUT, PCdoB e PT manifestaram a disposição de continuar o diálogo a respeito do tema.
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Agressão
estúpida |
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RENATO
RABELO* |
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Com surpresa e indignação tomei conhecimento pelos jornais da absurda demolição do simples e honroso monumento que registrava, em Xambioá, Tocantins, o local onde foram espalhadas as cinzas do grande brasileiro que foi João Amazonas. As notícias dão conta que este ato insano se deu por ordens do prefeito local. A confirmar os fatos, trata-se de uma atitude unilateral e estúpida da autoridade do município.Uma afronta lastimável às noções mais elementares de civilidade. Uma agressão à consciência democrática do povo e das instituições de Xambioá e do Estado do Tocantins. O espalhamento das cinzas de João Amazonas em Xambioá foi cuidadosamente preparado. À época a Câmara Municipal, por unanimidade, desapropriou à área e o prefeito do município sancionou o projeto. O povo consultado, demonstrou orgulho de o município ser o escolhido para receber as cinzas de Amazonas. A solenidade de espalhamento ocorrida em 21 de junho de 2003 foi acolhida com os carinhosos sentimentos da população local. O prefeito decretou feriado. Os sinos da igreja dobraram. Uma numerosa quantidade de pessoas estava presente, entre elas, as autoridades do município, lideranças populares, representantes do governo estadual e da Câmara dos Deputados. Professores e estudantes com faixas e cartazes homenageavam o legado de Amazonas à jornada libertária do povo brasileiro. Essa demolição estúpida é uma agressão a tudo isso. O PCdoB irá atuar, em conjunto, com as forças democráticas e progressistas do Estado do Tocantins e de Xambioá, para recompor o registro do local onde foram espalhadas as cinzas de João Amazonas.
*presidente do PCdoB
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