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5º Fórum Social MundiaL |
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O proletariado no centro
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Cresceu, nos últimos anos, e mesmo em amplos setores da esquerda, a tese de que o proletariado já não tem o papel histórico transformador atribuído à classe pelos fundadores do marxismo, tese correlata à outra, que garante o fim do trabalho. Estas concepções têm um impacto direto na ação de uma organização política de classe voltada para a realização de transformações estruturais capazes de levar a humanidade a um estágio civilizatório mais alto.
Para enfrentar estas questões, o Partido Comunista do Brasil convoca seu 2° Encontro Nacional Sobre Questões de Partido, cujo tema é a centralidade do proletariado para seu projeto político, marcado para 23 e 24 de abril, em Belo Horizonte, e que vai discutir um documento que deverá balizar o debate
A pauta envolve questões de extrema atualidade, como o conceito de proletariado, o papel da classe operária e do conjunto dos trabalhadores; inclui o debate da necessidade de valorização do proletariado na atividade do
PCdoB.
Três tópicos se destacam neste particular: a consciência de classe, a reafirmação do proletariado como sujeito histórico da mudança revolucionária, e a estratégia política de classe.
A ênfase do documento é a realidade política contemporânea e suas imposições. Elas definem o objetivo estratégico que, hoje, é a superação do neoliberalismo, e a necessidade de ligar a luta de classe com uma bandeira central de intervenção configurada na luta por um projeto político nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.
Temas de extrema atualidade, cujo enfrentamento e resolução são fundamentais para a definição de um projeto anti-capitalista de mudança social profunda e que corresponda às necessidades e vicissitudes da luta de massas de nosso tempo. “Esse é o sentido”, diz Walter Sorrentino, secretário de Organização do PCdoB, “da elaboração coletiva que queremos realizar no 2° Encontro. Repondo, hoje e sempre, que os trabalhadores são a principal base de sustentação da luta política pelas mudanças, e seu papel é estratégico para a superação do neoliberalismo, de onde a necessidade de um Partido fortemente inserido e estruturado entre os trabalhadores”.
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Coalizão para sair da crise |
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Os sinais emitidos pelo Palácio do Planalto e por alguns dirigentes do Partido dos Trabalhadores indicam que o governo do presidente Lula já escolheu o caminho para enfrentar o novo quadro político criado no Brasil depois da eleição de Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara dos Deputados: o caminho da consolidação de um governo de coalizão. Enquanto interlocutores do presidente Lula garantiam, no dia 2, que a reforma política seria anunciada no dia 7 de março, surgiam sinais dos rumos da mudança no governo. O senador petista Aloízio Mercadante, por exemplo, disse em Montevidéu, onde estava para participar da posse de Tabaré Vázquez, que seu partido poderá perder postos na reforma ministerial, que será feita para “fortalecer a participação dos aliados e aumentar a eficiência em algumas áreas”. O sinal mais forte de uma saída no sentido de ampliar a base de apoio do governo foi dado pelo próprio presidente Lula que, segundo uma nota publicada na última quarta-feira na versão eletrônica do Jornal do Brasil, ameaçou não concorrer à reeleição em 2006. O desabafo teria sido feito em uma reunião do chamado núcleo político do governo: “se acham que estou atrapalhando, volto pra casa após o mandato”. Lula tem dado sinais de irritação devido à pressão pela saída do ministro Aldo Rebelo da Coordenação Política, que é de sua estrita confiança e cuja atuação valoriza muito. Outra coisa que incomoda o presidente, sugere a nota, são os obstáculos que surgem em setores do PT contra a formação de um governo de coalizão, que pretende sacramentar com a reforma ministerial. São sinais promissores, principalmente neste momento em que a oposição neoliberal, capitaneada pelo PSDB e pelo PFL, busca adiantar o debate sucessório de 2006, com o objetivo óbvio de recolocar o país na rota da modernização conservadora que foi a marca dos mandatos de Fernando Henrique Cardoso. A exigência de mudanças feita pelo país nas urnas, em 2002, ainda se mantém, e precisa ser reafirmada em 2006, objetivo que exige a formação de um amplo quadro de alianças em defesa do desenvolvimento, da soberania nacional, da distribuição de renda e valorização do trabalho. Aliança ampla, de forças democráticas, patrióticas e progressistas, que um governo de coalizão pode exprimir e impulsionar.
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