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| Ativistas
de todos os continentes em Porto Alegre: um ouro mundo é
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A
quinta edição do Fórum Social Mundial confirma o gigantismo característico do encontro desde seu início, em 2001. Este ano, foi o maior encontro do movimento social mundial já ocorrido no planeta, iniciando mais uma jornada de lutas antimperialistas, contra a guerra, pela paz mundial, com a participação de 155 mil pessoas, de 135 países, e a presença de dois chefes de Estado, os presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez. Só na marcha de abertura, participaram 200 mil pessoas. Em seus cinco anos de existência, o Fórum Social Mundial consolidou-se como espaço privilegiado para o encontro, mobilização, debate e troca de experiências entre as correntes democráticas, progressistas e avançadas do mundo, que lutam contra o neoliberalismo e o imperialismo e buscam uma alternativa civilizatória mais avançada para a humanidade. Uma das marcas iniciais do encontro foi a ênfase nos movimentos sociais, com a conseqüente pulverização e atomização da ação – quadro em que propostas orgânicas, como os partidos políticos, eram tidas como superadas. Com o tempo, contudo, cresceu a compreensão de que essa ênfase limita o alcance e a eficiência da luta. A contraposição entre partidos e movimentos começou a ser superada, abrindo espaço para a incorporação dos partidos políticos aos eventos promovidos no âmbito do Fórum. Assim, a grande novidade positiva deste ano foi a participação destacada dos partidos e organizações populares e comunistas. O PCdoB e o Instituto Maurício Grabois, por exemplo, organizaram um estande que foi palco de uma diversificada agenda com as principais lideranças comunistas, tendo promovido eventos como o seminário “Os desafios atuais da luta pelo socialismo”, a conferência “América do Sul: integração, soberania e desenvolvimento” (juntamente com a Fundação Perseu Abramo e um conjunto de outras entidades), e apoiado a realização da conferência “A luta pela paz, contra a guerra e o imperialismo”, promovida pelo Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), ocasião em que foi lançado o abaixo-assinado pela condenação de George Bush por crimes contra a humanidade. No 5º Fórum, o PCdoB defendeu as três bandeiras que considera principais na atualidade: a luta contra o unilateralismo e a investida guerreira do imperialismo norte-americano contra os povos; a integração regional, que – a exemplo do que o governo Lula vem praticando na América do Sul – articule países vizinhos em busca comum da soberania, desenvolvimento e progresso; e a defesa intransigente da soberania nacional, que é a outra face da moeda da solidariedade internacionalista, apanágio histórico dos comunistas.
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Dirigentes
cutistas condenam projeto de reforma sindical
Um grupo de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou nota conclamando à unidade e luta contra o projeto de reforma sindical que o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional: Wagner Gomes, Paschoal Carneiro, Gilda Almeida, Carlos Rogério de Carvalho Nunes, Gilson Reis, Everaldo Augusto, Jaime Ramos, José Antonio de Lacerda (Jota), Madalena Guasco, Maria Eugênia. Os sindicalistas defendem a unicidade sindical e denunciam que o propósito do projeto governamental “é instituir um pluralismo sindical limitado, sob o estrito controle das cúpulas”, que levaria a “um tipo de organização essencialmente antidemocrática e cupulista, que vem sendo classificado com ironia – e não sem razão – de sindicato biônico”. |
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