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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 262

fevereiro/2005

 

 

CAPA

Uma grande manifestação antiimperialista e pela paz
EDITORIAL
Desafio na Câmara: reunificar a base governista
 

PCdoB

Desafio é a reunificação da base governista
41 vereadores
Aldo visita o estande do PCdoB
 

NACIONAL

Desafios do socialismo na atualidade
Agito Popular em Olinda
Resistência do carnaval de rua
Outro mundo, socialista, é possível
A Classe Operária no 5º FSM
Notícias da esquerda
Quixote e a luta transformadora no século XXI
Barra do Garças, cidade em expansão
Eles deram a vida pelo jornal comunista
Crimes sem castigo
 

INTERNACIONAL

Lula leva agenda social a Davos
Forma X Conteúdo
A celebração da paz
O debate da integração sul-americana 
Vozes do mundo em defesa do socialismo
"Venezuela: originalidade e ousadia"
Eleição definirá nova Assembléia da República
Filha de herói preso nos EUA visita PCdoB
 

MOVIMENTOS

Juventude em debate
Governo lança programa para jovens
Classistas latino-americanos querem unidade
Projeto é um retrocesso
 

ESPECIAL

O barão da batalha que não houve

 

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CAPA

5º Fórum Social MundiaL
Uma grande manifestação antiimperialista e pela paz

A novidade deste ano foi o crescimento da participação dos partidos populares, particularmente dos comunistas, como o PCdoB

Ativistas de todos os continentes em Porto Alegre: um ouro mundo é possível

A quinta edição do Fórum Social Mundial confirma o gigantismo característico do encontro desde seu início, em 2001. Este ano, foi o maior encontro do movimento social mundial já ocorrido no planeta, iniciando mais uma jornada de lutas antimperialistas, contra a guerra, pela paz mundial, com a participação de 155 mil pessoas, de 135 países, e a presença de dois chefes de Estado, os presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez. Só na marcha de abertura, participaram 200 mil pessoas.

Em seus cinco anos de existência, o Fórum Social Mundial consolidou-se como espaço privilegiado para o encontro, mobilização, debate e troca de experiências entre as correntes democráticas, progressistas e avançadas do mundo, que lutam contra o neoliberalismo e o imperialismo e buscam uma alternativa civilizatória mais avançada para a humanidade.

Uma das marcas iniciais do encontro foi a ênfase nos movimentos sociais, com a conseqüente pulverização e atomização da ação – quadro em que propostas orgânicas, como os partidos políticos, eram tidas como superadas. Com o tempo, contudo, cresceu a compreensão de que essa ênfase limita o alcance e a eficiência da luta. A contraposição entre partidos e movimentos começou a ser superada, abrindo espaço para a incorporação dos partidos políticos aos eventos promovidos no âmbito do Fórum.

Assim, a grande novidade positiva deste ano foi a participação destacada dos partidos e organizações populares e comunistas. O PCdoB e o Instituto Maurício Grabois, por exemplo, organizaram um estande que foi palco de uma diversificada agenda com as principais lideranças comunistas, tendo promovido eventos como o seminário “Os desafios atuais da luta pelo socialismo”, a conferência “América do Sul: integração, soberania e desenvolvimento” (juntamente com a Fundação Perseu Abramo e um conjunto de outras entidades), e apoiado a realização da conferência “A luta pela paz, contra a guerra e o imperialismo”, promovida pelo Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), ocasião em que foi lançado o abaixo-assinado pela condenação de George Bush por crimes contra a humanidade.

No 5º Fórum, o PCdoB defendeu as três bandeiras que considera principais na atualidade: a luta contra o unilateralismo e a investida guerreira do imperialismo norte-americano contra os povos; a integração regional, que – a exemplo do que o governo Lula vem praticando na América do Sul – articule países vizinhos em busca comum da soberania, desenvolvimento e progresso; e a defesa intransigente da soberania nacional, que é a outra face da moeda da solidariedade internacionalista, apanágio histórico dos comunistas. 

Dirigentes cutistas condenam projeto de reforma sindical

Um grupo de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou nota conclamando à unidade e luta contra o projeto de reforma sindical que o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional: Wagner Gomes, Paschoal Carneiro, Gilda Almeida, Carlos Rogério de Carvalho Nunes, Gilson Reis, Everaldo Augusto, Jaime Ramos, José Antonio de Lacerda (Jota), Madalena Guasco, Maria Eugênia.

Os sindicalistas defendem a unicidade sindical e denunciam que o propósito do projeto governamental “é instituir um pluralismo sindical limitado, sob o estrito controle das cúpulas”, que levaria a “um tipo de organização essencialmente antidemocrática e cupulista, que vem sendo classificado com ironia – e não sem razão – de sindicato biônico”. 

 

EDITORIAL

Desafio na Câmara: reunificar a base governista

A eleição do deputado Severino Cavalcanti, do PP de Pernambuco, para a presidência da Câmara dos Deputados, que foi uma grande derrota do governo e do Partido dos Trabalhadores Federal, coloca um grande desafio para o Executivo neste início de ano: a reunificação da base governista na Câmara. No Senado, a situação é mais tranqüila. A eleição, praticamente por unanimidade, do senador Renan Calheiros para a sucessão de José Sarney na presidência do Senado – ambos peemedebistas e aliados do governo – consolida o papel de fiel da balança que o PMDB vem assumindo e, em conseqüência, aponta para o fortalecimento do governo naquela Casa.

Na Câmara dos Deputados, a disputa no segundo turno da votação se circunscreveu ao campo do governo, de cuja base de apoio Luis Eduardo Greenhalg e Severino Cavalcanti fazem parte; o candidato assumido da oposição, o pefelista José Carlos Aleluia, que teve o apoio explícito e militante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ficou fora, com apenas 53 votos.

Contudo, o rito secreto da votação desinibiu descontentamentos com o governo que, de outra forma, não transpareceriam com tanta clareza. E que levou à quebra da tradição de que a presidência da Casa cabe ao partido com maioria entre os deputados. O resultado, ressalta Renato Rabelo, presidente do PCdoB, “revela a dimensão do impasse que o governo enfrenta no âmbito da Câmara Federal.”

Governo de coalizão – esta é uma necessidade frisada pela eleição de Severino Cavalcanti. E que precisa basear-se numa plataforma progressista explícita, capaz de atender aos anseios por mudanças que levaram à eleição de Lula em 2002, direcionando o país para a ampliação da democracia, para o crescimento econômico, geração de empregos, valorização do trabalho; que responda a questões candentes, como a dos juros altos.

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