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prefeita é recebida com festa em encontro com professores
das redes estadual e municipal
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As forças da mudança voltam a enfrentar os pregoeiros do atraso no dia 31 de outubro, no segundo turno da eleição municipal deste ano, que vai ocorrer em 44 municípios brasileiros, entre os maiores do país e que reúnem 22% do eleitorado. Será a ocasião de “desempatar” os resultados de 3 de outubro e decidir o resultado final do pleito. Nela, as forças progressista lutam para ampliar a vitória do primeiro turno e confirmar a derrota da direita conservadora.
São Paulo será o palco da principal batalha, confrontando dois projetos de poder, o das forças democráticas e progressistas, que querem a reeleição de Marta Suplicy, e o dos saudosistas da década neoliberal, reunidos em torno da candidatura José Serra, do PSDB, partido que é o núcleo da direita reciclada e dos setores conservadores.
Outras batalhas significativas ocorrerão também em capitais e cidades grandes como Manaus, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Curitiba, e nelas as chances dos candidatos da base do governo Lula são expressivas. Em Manaus, a campanha do conservador Amazonino Mendes foi “reforçada” com o empenho do publicitário Egberto Batista e seu manancial de manobras sujas e de baixo nível. Egberto foi um dos principais marqueteiros de Fernando Collor de Mello, em 1989, e autor da baixaria de levar Miriam Cordeiro ao programa eleitoral, na campanha daquele ano. Egberto trouxe tática semelhante para a campanha deste ano em Manaus, aparentemente com pouco êxito pois há equilíbrio entre Amazonino Mendes e o candidato da forças progressistas e do PCdoB, o socialista Serafim Correa, cuja vantagem é ter aprovação ascendente pelo eleitorado, enquanto a de Amazonino cai.
Em Fortaleza, a candidata petista Luzianne Lins passou incólume pelo primeiro turno sem ser atacada por nenhum candidato, chegou ao segundo turno e, unindo em torno de seu nome os setores progressistas da cidade, desponta como a candidata da base do governo Lula. Em Salvador, o carlismo, a corrente política do senador Antônio Carlos Magalhães, cacique do PFL, pode sofrer um sério golpe com a derrota de seu candidato, César Borges, para o pedetista João Henrique. Outra capital onde a base do governo disputa em boas condições é Curitiba, onde Ângelo Vanhoni (PT) tem chances contra o tucano Beto
Richa.
A eleição deste ano – e particularmente seu segundo turno – ganhou um inegável sabor de teste para 2006 depois que importantes lideranças tucanas, entre elas Fernando Henrique Cardoso e o professor de filosofia José Arthur Gianotti passaram a difundir a tese, falsa, da necessidade de um contrapeso ao poder do PT e das forças populares, que consideram excessivo. Alegação que esconde a verdadeira motivação, como mostra o professor Wanderley Guilherme dos Santos (ver texto à pág. 5): o PSDB corre o risco de, nestas eleições, ser confirmado como um partido paulista. Daí a necessidade de eleger, para a prefeitura de São Paulo, um candidato de expressão nacional, como José Serra. Este talvez seja o principal sentido da batalha de São Paulo: na capital paulista, testam forças as duas correntes que disputarão o comando do país daqui a dois anos, aquela que pretende a continuidade do processo de mudança dirigido pelo presidente Lula, e a corrente dos saudosistas do neoliberalismo.
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