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Luciana
(de amarelo, ao centro) comemora, com eleitores, vitória no
1º turno
Olinda (PE) consagra
Luciana
a Prefeita foi reeleita e
garantiu maioria na Câmara
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Os partidos que integram a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional foram os vencedores das eleições municipais. No conjunto, os partidos governistas somaram 57 milhões de votos. O PT, principal partido no governo, foi o mais votado, com mais de 16,3 milhões de votos. A oposição ficou com 32 milhões de votos, e o PSDB, principal legenda oposicionista, com 15,7 milhões de votos. O confronto entre essas forças voltará a ocorrer nas 44 cidades onde haverá segundo turno, quando será possível confirmar a derrota da oposição conservadora e neoliberal, objetivo que exige um esforço redobrado das forças progressistas. É uma vitória necessária para melhorar as condições políticas que favoreçam a realização das mudanças que o país exige.
Êxitos do PCdoB no primeiro turno
Secretariado Nacional do PCdoB
A primeira fase das eleições municipais que acaba de se concluir foi marcada pelo confronto entre as forças lideradas pelo presidente Lula e as forças da oposição conservadora. Esta polarização manifestou-se de forma concentrada na disputa entre o PT e o PSDB.
O resultado deste primeiro turno indica um desempenho positivo das candidaturas da base do governo. Agora, no segundo turno, para que se amplie e consolide a vitória obtida, é preciso repetir a performance da fase inicial, sobretudo em cidades importantes, como é o caso de São Paulo.
O Partido Comunista do Brasil – PCdoB –, integrante do campo político do governo do Lula, realizou uma grande campanha em um numeroso conjunto de municípios. Pela primeira vez lançou uma quantidade expressiva de candidatos a prefeito e vice-prefeito, além de várias chapas próprias a vereador. No âmbito de suas relações políticas, realizou um leque diversificado de alianças.
Embora ainda não se tenha todos os números da participação do Partido, pode-se afirmar que o PCdoB obteve avanços em relação às eleições de 2000.
No que se refere à eleição de prefeitos, o PCdoB saltou de 1 (um) para 10 (dez) e, no caso de vice-prefeitos, de 7 para 27. Destes, 5 são de capitais: Recife, Aracaju, Rio Branco, Macapá e Boa Vista. Destaca-se a vitória conquistada em Olinda (PE), com a reeleição da prefeita Luciana Santos, já no primeiro turno.
Quanto ao número de votos para prefeito, houve um aumento significativo. Em 2000, o Partido obteve, com 26 candidatos, 382.827 votos. Em 2004, com 105 candidatos lançados, o número saltou para 889.065 votos.
Em relação a vereadores, os dados disponíveis no momento registram uma ampliação dos votos e da presença dos comunistas nas Câmaras Municipais das capitais: o montante de votos foi de 546.060, 82,8% a mais do que o conquistado em 2000. Foram eleitos 21 vereadores em 16 capitais, enquanto em 2000 foram 18 em 14 capitais. O Partido obteve, pela primeira vez com chapa própria, o quociente eleitoral em 4 capitais. Nas cidades com mais de 150 mil eleitores, em 2000 foram eleitos 27 vereadores. Já em 2004 este número subiu para 39.
Destaque novo e positivo nestas eleições foi o lançamento de quatro candidaturas majoritárias em capitais: Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro e Teresina. Esta participação inaugura uma fase mais ousada do PCdoB de disputa por cargos executivos. Cada uma dessas candidaturas cumpriu, conforme a realidade local, o papel de dar mais visibilidade e força à legenda comunista e fortalecer suas lideranças.
Embora se sublinhem esses aspectos positivos, é preciso destacar o fato de o Partido não ter conseguido — como era o seu propósito — eleger prefeitos em capitais. No caso específico de Fortaleza, onde a probabilidade para esse intento era maior, o objetivo não foi alcançado especialmente porque a esquerda participou dividida, uma vez que o PT lançou candidatura própria.
Os dados acima analisados registram avanços e êxitos; contudo, por não ter elegido prefeito em capitais, pode-se afirmar, numa avaliação inicial, que o PCdoB obteve uma vitória modesta nesta grande jornada.
Embora ressaltem a influência danosa do poder econômico nesta disputa, os comunistas consideram as eleições em curso, por sua amplitude e a maciça participação do eleitorado, um passo a mais na direção do fortalecimento da democracia no país.
Finalmente, o PCdoB reforça a necessidade do empenho redobrado do conjunto das forças progressistas pela vitória, neste segundo turno, dos candidatos do campo político liderado pelo presidente Lula. Ao derrotar as candidaturas da oposição conservadora, e garantir a vitória de seus candidatos, as forças avançadas criarão melhores condições para a realização das mudanças que o país precisa.
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