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Fixar o 65 para
eleger candidatos comunistas
A
análise do quadro eleitoral feita pela Comissão Política do PCdoB no dia 8, em São Paulo, constatou que a eleição de vereadores e prefeitos ocorre no momento em que a retomada do crescimento econômico (já se fala em 4% ou mais este ano) inaugura uma nova fase para o governo Lula, com reflexos diretos sobre o quadro político geral e a eleição. Em primeiro lugar, a oposição - que acusava o governo de incapaz e responsável pela estagnação econômica – teve que adotar outro discurso e passou a taxá-lo de autoritário.
Apesar desses argumentos absurdos e artificiais, o cenário atual indica uma tendência favorável aos partidos da base governista. Em nove das onze capitais onde a decisão poderá ocorrer já no primeiro turno delineia-se a vitória das forças progressistas.
Todavia, a qualidade política do resultado nacional destas eleições somente se evidenciará no final de outubro uma vez que a decisão na maioria das capitais se dará no segundo turno.
“Este é um quadro onde a campanha do PCdoB tem obtido boa receptividade e acolhida”, diz o presidente do Partido, Renato Rabelo. A votação comunista pode crescer e é possível mais do que dobrar o número de vereadores e conseguir vitórias inéditas em eleições para prefeituras de capitais e outras cidades importantes.
A disputa, difícil e acirrada, é enfrentada com garra e determinação pelos comunistas, que vem acumulando grande experiência. A eleição deste ano é uma realidade nova para o PCdoB, pelo grande número de candidatos com que concorre: quase cinco mil em todo o país.
As candidaturas dos comunistas a cargos majoritários em cinco capitais e em dezenas de cidades do interior conduziram o PCdoB a um estágio novo na sua participação institucional. Novos e maiores desafios proporcionam o alargamento da visão e do relacionamento político do
PCdoB.
O lançamento de um número maior de candidaturas a vereador, inclusive com chapas próprias, apresenta ganhos e problemas novos. Contudo, um acertado e antigo aprendizado dos comunistas nesse tipo de luta mantém-se atual: é necessário definir prioridades e concentrar esforços naqueles candidatos capazes de ter mais votos e, assim, eleger-se e ajudar a eleger outros, em particular nas cidades onde o Partido tem chapa própria na disputa para as Câmaras Municipais. Se o Partido, no âmbito local, não definir prioridades e concentrar esforços, correrá o risco de não eleger vereadores, ou eleger um número pequeno. É preciso valorizar os candidatos capazes de ter mais votos; não se pode tratar tudo por igual nem diluir a campanha dando peso igual a toda chapa de vereadores.
Outro desafio destacado pelos dirigentes do PCdoB é a necessidade de politizar a campanha. Para tal é preciso mostrar aos eleitores o sentido nacional da disputa, que é consolidar a vitória das forças políticas que sustentam o governo. Somente estas forças novas serão capazes de assegurar uma administração democrática que garanta uma melhoria da qualidade de vida para o povo.
O êxito exige o engajamento da militância e a contribuição dos amigos e aliados. O entusiasmo e a dedicação à conquista do voto são decisivos na reta final.
Finalmente, as direções do PCdoB devem tomar medidas políticas para sustentar materialmente as campanhas, enfrentando as grandes dificuldades ainda existem neste aspecto vital das disputas eleitorais.
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