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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 253

agosto/2004

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CAPA

Ataques totalitários contra o governo
EDITORIAL
Valeu Daiane!
 

PCdoB

Homenagem a uma comunista
Elza Monnerat, militante comunista, autêntica revolucionária
E lá se foi a nossa soldadinha...
PCdoB de Norte a Sul
 

NACIONAL

Olga volta ao Brasil
Araguaya tem prêmio especial em Gramado
A maior campanha comunista
Desafio recolocado
Manaus: Vice de Amazonino é denunciado por corrupção e outros crimes
João Pessoa: Esquerdas podem ganhar no primeiro turno
Pato Branco: o comunista Ceni cresce nas pesquisas
Inácio Arruda lança propostas para gestão municipal
Maceió: comício de Marcelo Malta reúne mais de mil pessoas
Aracaju: Ibope indica vitória de Déda no primeiro turno
CUT saúda o crescimento e aponta caminhos...
Desigualdade também na saúde
UDR defende gangue armada contra sem-terras
Trabalhadores conquistam redução da jornada
Audiovisual, vamos  ao debate
 

INTERNACIONAL

Soberania, ousadia e êxitos
Política no pódio
Deng Xiaoping, o modernizador
Rádios livres no Reino Unido
Povos irmãos
Outra vitória de Chavez
O fosso entre ricos e pobres
Solidariedade com os prisioneiros políticos
 

ESPECIAL

Entre o mercado e o protesto

 

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CAPA

Ataques totalitários contra o governo

A oposição acusa o governo de anti-democrático, mas não quer lei igual para todos

A oposição está sem rumo. Entra semana, sai semana, e vem uma nova onda de acusações contra o governo Lula – o mote desta temporada é o fantasma do autoritarismo. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, comparou, no dia 24, o governo Lula à ditadura militar por promover, em sua opinião, a mesma centralização de recursos e as mesmas tentativas de controle da sociedade que marcaram o regime de 1964. E o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) manifestou-se perplexo porque – ousadia! – o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, cogitou processá-lo no Supremo Tribunal Federal devido às irresponsáveis insinuações de corrupção que fez. 

Ao considerar essa atitude “arrogante e autoritária”, Tasso dá uma dica do que a oposição entende por autoritarismo: o que ela e as elites brasileiras não aceitam é que as leis da República valham para todos e que, mesmo figurões da política e da sociedade, devam responder por suas atitudes.

A reação conservadora contra a proposta de criação de um Conselho Nacional de Jornalismo ou de uma nova Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav) demonstra sentimento semelhante – a lei e as políticas públicas só são aceitas se não forem obstáculo à livre ação daqueles que, no Brasil, sempre atuam regidos apenas por seus interesses e propósitos. Vociferam, por isso, que a democracia é golpeada e o país está à beira do “totalitarismo”.

O governo do presidente Lula é um governo democrático. Não há dúvida a respeito: ao contrário do governo tucano de FHC, e para desespero dos conservadores, não criminaliza os movimentos sociais. Fernando Henrique Cardoso jogou a polícia e o Exército contra sindicatos de trabalhadores já em seu primeiro ano de governo, em 1994, e contra o MST ao longo de todo seu mandato. Mandou inclusive processar criminalmente o MST, em 2000. 

Outra marca democrática do governo Lula é o amplo debate com a sociedade para a promoção de políticas públicas, como a recente conferência de mulheres, que mobilizou centenas milhares de militantes em mais de 2000 municípios.

FHC, ao contrário, jamais discutiu com a sociedade questões essenciais para o país, como a privatização de empresas estatais que seu governo promoveu, ou a reeleição para a Presidência da República, da qual foi beneficiário direto – ao contrário, foi o campeão das medidas provisórias, uma forma de resolver problemas graves à margem do debate democrático.

O grito histérico das “castas” conservadoras, elas sim autoritárias, elitistas e antidemocráticas, deriva-se do reencontro do Brasil com a democracia que, desde a posse de Lula, é progressivamente resgatada, cultivada e aprofundada no país onde, além do voto, do respeito pleno à Constituição e aos poderes da República, da ampla liberdade de imprensa, da plena atividade da oposição, o povo é livre para se organizar e empreender suas lutas e, também, é convidado a criticar e elaborar as políticas públicas implementadas pelo governo. 

Ao contrário da gritaria interessada dos privilegiados, que se vêem ameaçados pela iminência da restauração de regulamentações necessárias para o bem comum, o Brasil vive hoje uma democracia plena que afasta velhos e renitentes hábitos autoritários.

 

EDITORIAL

Valeu Daiane!

"Vencedor é aquele que vê que perdeu e luta para ganhar de novo, na próxima” – esta frase resume a reação da ginasta Daiane dos Santos, no Olimpic Indoor Hall de Atenas, depois de errar o passo e ficar em 5º lugar na disputa pela ginástica artística. E aplaudir o desempenho da romena Catalina Ponor, medalha de ouro e sua principal rival.

Ajudando a construir uma tradição que só agora o Brasil passa a ter, ela é campeã do mundo em ginástica, tem quatro medalhas de ouro na Copa do Mundo do esporte e, em Atenas, mesmo sem medalha, faz parte do seleto grupo de atletas maravilhosas que superam as leis da física e a si próprias em busca da perfeição.

Ela, que se confessou feliz “por ter chegado à final olímpica”, sintetizou em sua reação as melhores qualidades do povo brasileiro: humildade, persistência, ousadia e vontade de lutar. “Sei que podia ter feito melhor”, disse.

Lembrando a canção antiga que diz “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”, Daiane – cujos 21 anos já a tornam madura para a ginástica – fez uma avaliação realista das perspectivas que se abrem para ela e para suas companheiras de equipe, Daniele Hipólito e Laís Souza, Caroline Molinari, Camila Comin e Ana Paula Rodrigues. Ela teme que, em 2008, não terá condições para participar da Olimpíada em Pequim, devido à idade e, principalmente, aos problemas em seu joelho. Mas sabe que o caminho para as colegas mais jovens está aberto, é promissor, e aposta nelas.

Ao sair do tablado, ela exprimiu sua frustração dizendo: “Acabou”. Mas se enganou: ao contrário, está apenas começando para a ginástica brasileira.


Elza Monnerat, autêntica comunista 

Mulher avançada para o seu tempo, militante comunista desde 1945, trabalhou nesta A Classe Operária, reorganizou o PCdoB em 1962 e ajudou a preparar a Guerrilha do Araguaia.

Condolências

Foi com muito pesar que recebemos a notícia do falecimento da companheira Elza Monnerat. Receba nossa profunda solidariedade neste momento de dor.

Abraços afetuosos


Presidente da República
Federativa do Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva e
Marisa Letícia da Silva

primeira dama

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