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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 251

julho/2004

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CAPA

Mudancistas X Conservadores
EDITORIAL
A imagem positiva dos comunistas
 

PCdoB

Novos passos na organização partidária
Pela vitória das idéias renovadoras
Aeronáutica condecora comunistas
Por um novo tempo em Manaus
Luciana vai manter melhorias
Jandira encontra cientistas
Inácio na liderança
Piaia pela Frente Popular
Pesquisa aponta para crescimento do PCdoB
O desafio das finanças
Encontro de candidatos baianos
Escola Nacional do PCdoB elabora currículo
 

MOVIMENTO

Toda força à jornada de lutas pelas mudanças!
Metalúrgicos da CUT aprovam plano de lutas
Construindo a igualdade 
 

NACIONAL

Brasil quer desempenho histórico em Atenas
Balanço de seis meses
Economistas em pauta
Controle do serviço público
49 escravizadores, 2.300 vítimas
Balanço do Dia Nacional de Mobilização
Assalariado não fica rico, diz IPEA
Mobilização contra planos de saúde
Carga tributária e crescimento
Almas penadas
Princípios inaugura nova fase e analisa as eleições
Cidades históricas realizam fórum
Notas
 

INTERNACIONAL

Crise ou relançamento?
Soberania e resistência
O último desejo de Antonio Gades
O libertador do nosso imenso chão
 

ESPECIAL

O poeta popular do amor e das coisas singelas

 

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CAPA

Eleição 2004
Mudancistas X Conservadores

É preciso repetir a derrota dos conservadores de 2002, que levou Lula à presidência

Em Manaus, Michiles, Eron, os ministros Alfredo Nascimento e José Dirceu, a candidata Vanessa Grazziotin e o vice-governador Omar Aziz

Para o governo Lula, é fundamental que os candidatos da base aliada tenham uma vitória expressiva na eleição municipal de outubro, para impulsionar as forças comprometidas com as mudanças.

O Brasil já viveu situação semelhante. Em 1985, quando o país mal havia saído da ditadura militar, a eleição para prefeito de capitais (depois de um prolongado jejum eleitoral) foi marcada pelo confronto entre os conservadores, avariados depois da vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, e as forças democráticas. Naquela conjuntura, a eleição de Jânio Quadros para a prefeitura de São Paulo teve repercussão nacional, sendo pretexto para o fortalecimento dos setores militares e conservadores do governo federal.

Guardadas as proporções, a eleição de outubro poderá ter significado semelhante. Daí sua importância e a necessidade de fortalecer a corrente mudancista elegendo prefeitos e vereadores de suas fileiras. Importância sinalizada pela presença, em Manaus (AM), do ministro chefe do Gabinete Civil da presidência da República, José Dirceu, no comício de Vanessa Grazziotin (da frente Manaus Melhor, formada pelo PCdoB, PL, PT e outros partidos da base governista), em 23 de julho. E frisada por uma declaração do ministro: “quero voltar para Manaus, para a posse de Vanessa”.

O cenário é de uma disputa acirrada em muitas cidades, grandes e pequenas, pelo Brasil afora. Em Fortaleza, pesquisas de opinião divulgadas em 25 de julho mostram a liderança de Inácio Arruda (PCdoB) com 28% dos votos. Em Recife, vislumbra-se a reeleição de João Paulo (PT), com Luciano Siqueira (PCdoB) como vice, situação semelhante à de Olinda, onde a candidatura comunista de Luciana Santos se fortalece. 

Contudo candidaturas do campo conservador se apresentam também competitivas. A exceção nessa ferrenha disputa é Aracajú (SE) onde a chapa Marcelo Deda (PT) e Edvaldo Nogueira (PCdoB) é franca favorita. O confronto também ocorre nas cidades pequenas médias, onde candidaturas comunistas disputam com chances reais de vitória - como Ijuí (RS) ou Barra do Garças (MT). 

São Paulo poderá ter, outra vez, papel decisivo, e é na capital paulista que se travará o choque principal; é ali onde a coalizão conservadora joga suas principais fichas, colocando o próprio ex-candidato oficial de 2002, José Serra (PSDB) para tentar derrotar Marta Suplicy (PT, PCdoB e vários partidos da base aliada) e, assim, procurar atingir o próprio presidente Lula.

No Brasil moderno, com grande parte da população concentrada em cidades grandes (entre elas algumas megalópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro), as disputas eleitorais conjugam igualmente problemas locais, municipais, com as grandes questões nacionais. Em 2002, a eleição de Lula para a presidência da República representou a derrota das forças conservadoras, neoliberais, que dominaram o governo federal durante a década de 1990. É preciso confirmar agora, na eleição de outubro, aquele resultado e enfatizar a exigência popular por um programa de mudanças profundas na sociedade brasileira.

 

EDITORIAL

A imagem positiva dos comunistas

Os brasileiros preferem o socialismo ao capitalismo – 54% dos entrevistados preferem o socialismo e 33% o capitalismo. Estes dados, que já haviam freqüentado o noticiário dos grandes jornais, a partir de uma pesquisa do Ibope (publicada na revista Veja há algum tempo) reaparecem agora nos resultados de uma pesquisa nacional patrocinada pelo PCdoB, realizada em maio passado em 18 capitais brasileiras, ouvindo 1.176 eleitores, entre 16 a 65 anos de idade.
A imagem dos comunistas revelada pela pesquisa é positiva – para a maioria dos entrevistados, o PCdoB luta pelo por um ideal, ligado ao socialismo, e defende o Brasil. Sua rejeição é baixa: 72,28% afirmam que votariam ou poderiam votar em candidatos que defendem o socialismo; especificamente, entre 47 e 51% votariam num candidato do PCdoB para cargos do legislativo.

Depois do PT e do PMDB, o PCdoB é reconhecido como o principal aliado do governo Lula. Não como um pequeno partido, mas com índices equivalentes ao de agremiações como PFL, por exemplo, e maiores que os do PSB em praticamente todos os quesitos. É reconhecido como lutador, e sua imagem está ligada à luta dos trabalhadores e, em particular, aos negros, jovens e mulheres.

Esta imagem de apoio e simpatia registrada pela pesquisa mostra que os brasileiros vão superando velhos preconceitos anticomunistas, identificando nos comunistas e no PCdoB um poderoso instrumento em sua busca por justiça, igualdade e soberania nacional.

A divulgação destes dados em pleno andamento da campanha eleitoral reforça o prognóstico de um resultado das urnas favorável às candidaturas comunistas. O PCdoB pretende triplicar o número de vereadores que elegeu em 2000 e eleger prefeitos em capitais e várias cidades do interior.

VERMELHO.ORG.BR