|
Numa verdadeira farsa, no dia 28 de junho, os Estados Unidos realizaram uma cerimônia secreta, num prédio cercado por tanques de guerra, para transferir a “soberania” ao Iraque. Em seguida, o procônsul norte-americano Paul Bremer voltou num avião militar C-130 para os EUA, com medo da resistência do povo iraquiano. O governo de George W. Bush está sendo contestado em seu próprio país pela aventura no Iraque. Após 15 meses da invasão, mais de 600 soldados norte-americanos foram mortos, desde o fim oficial dos combates. Ocorre uma média de 40 ataques diários contra os ocupantes. Dobrou a mortalidade infantil entre os iraquianos em relação a antes da invasão, 40% da população não têm acesso a água potável, o país – com a terceira reserva de petróleo do mundo – passou a importar combustível e 7 mil escolas foram destruídas. O “novo governo” iraquiano, chefiado por Iyad Allawi, que serviu ao governo dos EUA, é integrado por toda a espécie de traidores e mercenários que compunham o “Conselho de Governo do Iraque”, nomeado pelas tropas de ocupação. Mesmo assim, será supervisionado pelo embaixador norte-americano John Negroponte, um especialista em guerra suja na América Central nos anos 80. O Iraque continua ocupado por tropas sob o comando norte-americano – 160 mil soldados. “É um governo fantoche, merecedor da condenação das forças patrióticas. Sob o manto da ‘democracia’, prepara medidas repressivas contra a resistência. Já a ‘soberania’ é fictícia”, considerou o Partido Comunista do Brasil, em nota de seu Secretariado. A serviço dos monopólios estrangeiros, o governo títere agenciará a privatização dos setores de petróleo, gás, eletricidade, telecomunicações e transportes, ainda sob controle do Estado. Os comunistas e democratas brasileiros somam sua voz à dos patriotas iraquianos, que lutam contra a ocupação de seu país, e das forças antiimperialistas que em todo o mundo exigem a retirada imediata das tropas agressoras, lutam pela paz e contra a política belicista do imperialismo norte-americano.
|