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PCdoB
 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 249

julho/2004

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CAPA

Convenções comunistas
aprovam projeto eleitoral
EDITORIAL
A falsa transferência de poder no Iraque
 

PCdoB

Biblioteca João Amazonas
Eduardo Bomfim é condecorado pela Aeronáutica 
Gomyde é o novo presidente
PCdoB disputa eleições em 2 mil municípios
Currículo da Escola Nacional será debatido em julho
Cartas
 

MOVIMENTO

Sindicalistas gaúchos no PCdoB
Participação destacada da UJS
Juventude, Cultura e Políticas Públicas
 

NACIONAL

272 votos a 172
Oposição quis desestabilizar
Voto de confiança em Lula
Os problemas de Dirceu são outros, não Aldo
Leonel Brizola (1922 / 2004)
Ferramenta maravilhosa
Economistas querem mudança na política econômica
Economistas querem mudança na política econômica
Carta de Uberlândia
O Brasil quer trabalhar
Notas
 

INTERNACIONAL

Uma nova geografia
O pesadelo de Bush e a farsa da soberania
Saindo pela porta dos fundos
EUA anuncia alta dos juros
 

ESPECIAL

Chico brasileiro

 

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CAPA

Convenções comunistas
aprovam projeto eleitoral

Candidatos em 2 mil municípios e a prefeitos em 4 capitais




As conferências municipais dos PCdoB, realizadas em junho, definiram os candidatos a prefeito e vereador e as coligações do Partido para as eleições deste ano. E apontam para um salto na participação comunista em disputas eleitorais: o PCdoB vai concorrer em quase 2 mil municípios, o dobro das eleições municipais de 2000. 

Nas capitais, foi grande a participação da militância e de convidados de outros partidos, mostrando o aumento do prestígio e influência do Partido. Estas eleições terão forte caráter nacional, disse o presidente do PCdoB, Renato Rabelo. “A disputa política que se trava hoje no país em torno de um projeto mudancista e do projeto neoliberal, que foi derrotado nas urnas em 2002, será grande. Principalmente na cidade de São Paulo, que tem uma grande influência na política nacional”.

Pequenas e médias cidades também realizaram suas conferências eleitorais. É visível o entusiasmo com o crescimento da influência do Partido entre os trabalhadores e o povo e a receptividade que os comunistas encontram entre as lideranças de outras agremiações. Predominou a idéia de fortalecer o arco de alianças que sustenta o governo Lula e fazer crescer o Partido. Como disse Renato Rabelo, “o Partido deve se apresentar nestas eleições com programas municipais factíveis, viáveis, e com uma mensagem nacional única: pacto pelo desenvolvimento e pelo emprego, bandeira que pode galvanizar um amplo movimento político e social que faça pressão e conduza o país no rumo do crescimento e das mudanças”.

Páginas 6 e 7.

 

EDITORIAL

A falsa transferência de poder no Iraque

Numa verdadeira farsa, no dia 28 de junho, os Estados Unidos realizaram uma cerimônia secreta, num prédio cercado por tanques de guerra, para transferir a “soberania” ao Iraque. Em seguida, o procônsul norte-americano Paul Bremer voltou num avião militar C-130 para os EUA, com medo da resistência do povo iraquiano.

O governo de George W. Bush está sendo contestado em seu próprio país pela aventura no Iraque. Após 15 meses da invasão, mais de 600 soldados norte-americanos foram mortos, desde o fim oficial dos combates. Ocorre uma média de 40 ataques diários contra os ocupantes. Dobrou a mortalidade infantil entre os iraquianos em relação a antes da invasão, 40% da população não têm acesso a água potável, o país – com a terceira reserva de petróleo do mundo – passou a importar combustível e 7 mil escolas foram destruídas. 

O “novo governo” iraquiano, chefiado por Iyad Allawi, que serviu ao governo dos EUA, é integrado por toda a espécie de traidores e mercenários que compunham o “Conselho de Governo do Iraque”, nomeado pelas tropas de ocupação. Mesmo assim, será supervisionado pelo embaixador norte-americano John Negroponte, um especialista em guerra suja na América Central nos anos 80. O Iraque continua ocupado por tropas sob o comando norte-americano – 160 mil soldados. “É um governo fantoche, merecedor da condenação das forças patrióticas. Sob o manto da ‘democracia’, prepara medidas repressivas contra a resistência. Já a ‘soberania’ é fictícia”, considerou o Partido Comunista do Brasil, em nota de seu Secretariado. A serviço dos monopólios estrangeiros, o governo títere agenciará a privatização dos setores de petróleo, gás, eletricidade, telecomunicações e transportes, ainda sob controle do Estado.

Os comunistas e democratas brasileiros somam sua voz à dos patriotas iraquianos, que lutam contra a ocupação de seu país, e das forças antiimperialistas que em todo o mundo exigem a retirada imediata das tropas agressoras, lutam pela paz e contra a política belicista do imperialismo norte-americano.

VERMELHO.ORG.BR