
Bandeiras vermelhas
na Avenida Paulista, em São Paulo
A
palavra de ordem foi uma só: retomada do desenvolvimento, com emprego, distribuição de renda e valorização do trabalho. O palco foram as cidades brasileiras, com destaque para São Paulo onde, na Avenida Paulista, a CUT reuniu mais de um milhão de pessoas. Além de muita música com artistas consagrados, a tônica desse ato foi a conclamação ao governo por desenvolvimento, emprego e valorização do trabalho.
Em outras cidades do Brasil, neste segundo primeiro de maio comemorado com um presidente operário ocupando o mais alto cargo da República, milhares de trabalhadores manifestam nas ruas aquilo que já haviam expressado nas urnas em 2002: o desejo de mudança, a exigência de um novo rumo para o país.
A Força Sindical também organizou, em São Paulo, um ato gigante no qual foram feitos ataques ao governo. Estas duas manifestações, com posições políticas diferentes, representam uma das facetas do momento político atual, quando a oposição conservadora radicaliza suas ações contra o governo. E a base governista, por sua vez, pressiona por resultados positivos e pelo cumprimento das promessas feitas para a nação e para os trabalhadores na campanha eleitoral.
O Brasil respira mais democracia desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seu governo aspira a mudar a situação perversa herdada de FHC. E, ao mesmo tempo, vive o dilema de conciliar a contração econômica com as exigências de desenvolvimento, emprego e distribuição de renda, diz o presidente do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, opinião manifesta durante a 9ª reunião do Comitê Central, realizada em São Paulo, nos dias 24 e 25 de abril.
Nas ruas, as multidões do 1° de maio apoiaram o governo do presidente Lula, pelas mudanças. Sua mobilização é fundamental para que o novo rumo se concretize.
Como lembrou Renato Rabelo, as mudanças macroeconômicas exigem “convicção e decisão política. Não é fácil enfrentar o sistema financeiro – que pressiona e se beneficia do continuísmo –, mas há um grande apoio social para isso”.
Bandeiras Vermelhas se destacam
O 1° de Maio de 2004 foi uma festa na qual o vermelho se sobressaiu. Nas praças das capitais e das grandes cidades o rubro das bandeiras do PCdoB ganhou destaque. Foi nesse cenário que A Classe Operária , o histórico jornal dos revolucionários brasileiros, comemorou seus 79 anos – jornal que traz, em seu próprio nome, a opção pelos trabalhadores. E a comemoração só podia ser aquela escolhida para esta data: uma tiragem recorde, para um jornal popular brasileiro, de 500 mil exemplares. E que circulou nas duzentas maiores fábricas e empresas em todo o país.
Desde a Rhodia, até a Schincariol; Petrobrás, Alcan, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Votorantim, Philips-Amazônia, Albarus/GKN, Marcopolo, Pirelli, Gerdau, Mannesmann, Latasa, Varig, Nuclep, Cobra, CSN, Mercedes Benz, Suzano, Klabin – estes são apenas alguns nomes de empresas com grandes concentrações de trabalhadores onde a edição especial de A Classe Operária circulou, em todo o território nacional.
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