Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Vermelho.org.br - A Classe Operaria

Edição nº 228

agosto/2003

Clique na imagem para ver 
esta edição no formato PDF.

Caso você não tenha o programa, clique aqui  para baixá-lo.
 

CAPA

EDITORIAL
Vai se formando o consenso para o desenvolvimento
Apurar fatos da Guerrilha do Araguaia é necessidade histórica
 

NACIONAL

Luta e negociação garantiram mudanças na Reforma da Previdência
A votação na Câmara mostrou a força do governo
União pelo desenvolvimento, emprego e valorização do trabalho
Ouro que dá ouro
 

PCdoB

A nova ficha nacional de filiação
Resoluções dos comitês estaduais
Dois mil novos filiados em
São Paulo – entre eles, Ademir da Guia
Conferência da Mantiqueira: comunistas enfrentam a ditadura e reorganizam o Partido
A fonte da nossa força
Curso relança a Escola Nacional do PCdoB
Cartas
 

MOVIMENTO

Jovens comunistas
“É preciso criar uma cesta básica de direitos”
Prisão injusta de dirigentes do MST no Pontal
UBM debate a mulher na nova realidade do país
 

INTERNACIONAL

Visita ao país de Ho Chi Minh
A vitória da China contra a Sars
Venezuelanos fundam a União Nacional dos Trabalhadores
Israel: imitando Hitler
 

ESPECIAL

Comunistas da Floresta

 

FAÇA SUA ASSINATURA

Assinatura anual
12 edições - R$ 20,00

 
Nome:
Endereço:
Bairro: Cidade:
CEP: Estado:
Data de nascimento: dd/mm/aaaa
Telefone: Profissão:
Correio eletrônico:
 

Edições Anteriores

 

 
 

 

CAPA

EDITORIAL

Vai se formando o consenso para o desenvolvimento

Há uma luta em torno do governo Lula. De um lado, crescem as pressões populares e progressistas pelas mudanças. De outro, a direita e os conservadores pretendem manter as linhas gerais do projeto neoliberal. E, nesse quadro, vai sendo forjado um consenso pelo desenvolvimento. Vai se impondo a convicção da necessidade de baixar significativamente a taxa de juros; de que o real não pode ser sobrevalorizado; de que é preciso elevar as reservas do país; e do imperativo de se destravar os investimentos, criando as condições para que as medidas anunciadas pelo governo, de inversões previstas de R$ 190 bilhões até 2007, em transportes, saneamento, energia elétrica e telecomunicações, possam se efetivar.

A compreensão da necessidade de superar a fragilidade externa para criar as condições para a retomada do desenvolvimento soberano está na base desse consenso que vai sendo formado. É um conjunto de ações articuladas – a redução dos juros pode induzir ao investimento na produção, e não na dívida pública; a elevação das reservas externas do país cria um “colchão” financeiro que aumenta a capacidade do país resistir a ataques especulativos; um real com valor adequado é essencial para aumentar a competitividade do país e melhorar o desempenho de seu comércio exterior. São condições para que o país possa formular um projeto nacional de desenvolvimento, escapando às condicionantes externas que, hoje, sufocam a retomada do crescimento.

A aliança histórica do PCdoB com o Partido dos Trabalhadores desde 1989, é baseada em idéias, em um programa; aliança de primeira hora que legitima a posição do Partido, que não esconde suas críticas a reformas de que discorde, mas manifesta seu apoio político, compreendendo que ele é fundamental para o governo nessa hora. Não se pode correr o risco de uma crise de governo, principalmente quando a oposição conservadora começa a se rearticular e pôr a cabeça de fora. O alvo declarado das forças conservadoras é a ação dos movimentos sociais, principalmente o MST – movimento cuja ação reflete a persistência de um problema secular, a alta concentração da posse da terra em nosso país. Aliás, o MST é um movimento que luta arduamente, apóia o governo e tem o apoio do governo. Mas o alvo oculto dos ataques contra a luta popular é, na verdade, o governo Lula e expressa a luta que se trava, dentro do governo e na sociedade, entre a mudança e a continuidade do projeto neoliberal, que aquelas forças conservadoras preconizam.

Neste momento, a unidade dos trabalhadores em torno de seus interesses é fundamental, e o PCdoB reafirma essa necessidade; da mesma forma, o alvo de suas lutas não pode ser o governo, que é a expressão das demandas histórica dos trabalhadores brasileiros. Colocar o governo no alvo não reforça a luta dos trabalhadores, não contribui para fortalecer o governo e não ajuda a encontrar a saída para as dificuldades atuais. A autonomia dos movimentos sociais deve ser resguardada, mas o governo é aliado, e não adversário. Este governo foi eleito para colocar o país em um novo rumo de desenvolvimento, e a formulação desse caminho envolve uma ampla frente que engloba trabalhadores, a classe média, a intelectualidade progressista, os empresários. Consolidar essa frente é uma questão decisiva para o Brasil, e a retomada do desenvolvimento envolve a unidade dos trabalhadores e também sua relação com o governo, que precisa ser de apoio, e não de hostilidade.

EDITORIAL

Em defesa da unidade e da política do Partido

A decisão de quatro deputados federais do PCdoB – Sérgio Miranda, de Minas Gerais; Jandira Feghali, do Rio de Janeiro; Alice Portugal, da Bahia; e Afonso Gil, do Piauí – de votar contra a orientação partidária a respeito do relatório da reforma da Previdência teve uma forte repercussão na opinião pública e, principalmente, no interior do Partido. Ela levou a uma reunião extraordinária da Comissão Política do Comitê Central, no dia 9 de agosto, em São Paulo, para avaliar aquela atitude. O deputado Sérgio Miranda, membro da Comissão Política, compareceu à reunião, mas se retirou logo no início, depois de fazer uma intervenção sobre a pauta. O resultado da reunião foi a decisão de instaurar um processo disciplinar referente aos votos dissidentes, decisão tomada por 18 votos a favor – a unanimidade dos presentes. A resolução aprovada é uma firme tomada de posição da direção nacional em defesa da unidade e da política do Partido.

A Comissão Política decidiu também que, num prazo máximo de 50 dias, o Comitê Central vai deliberar sobre as sanções disciplinares cabíveis, de acordo com o artigo 12 do Estatuto partidário. Os parlamentares dissidentes, que infringiram o centralismo democrático ao proclamar seu voto dissidente, terão amplo direito de defesa, de acordo com as normas estatutárias.

A decisão adotada por unanimidade dos presentes retrata a coesão da direção do PCdoB na defesa da unidade de ação dos comunistas – uma de suas principais marcas – e o princípio fundamental de sua organização. Ao final de sua resolução, a Comissão Política Nacional reiterou a conclamação, feita pelo presidente do Partido, Renato Rabelo, à militância e ao conjunto das organizações partidárias, “para salvaguardar a unidade partidária, mantendo-nos coesos em torno da justa política traçada pela 9ª Conferência Nacional”. Dessa maneira – conclui o documento –, o PCdoB continuará em crescimento e expansão, em ascendente conquista de respaldo dos trabalhadores e do povo brasileiro.

Leia em PCdoB.


A votação na Câmara Federal

  Luta e pressão garantem modificações na Previdência
Através da pressão dos trabalhadores e da atuação dos parlamentares comunistas e progressistas, importantes modificações foram feitas na proposta de reforma da Previdência enviada pelo Executivo ao Congresso. O líder da bancada do PCdoB, Inácio Arruda, e o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo, analisam este primeiro grande embate do governo Lula no Parlamento.
 

Leia em Nacional

Comunistas da floresta

No Acre, cerca de 90% das lideranças indígenas ingressaram no Partido Comunista do Brasil. Leia a matéria completa no caderno Especial.

Destaque brasileiro no Pan-Americano

Agnelo durante solenidade no Pan


A participação do Brasil nos Jogos Pan-Americanos melhorou em todas as modalidades. “O nível técnico cresceu, a auto-estima dos atletas melhorou muito. Eles sentem que tem apoio e podem, assim, representar melhor o país,” diz o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, que passou cinco dias em Santo Domingo, onde acompanhou pessoalmente a instalação da equipe, inédita, de 700 atletas e técnicos brasileiros. Foi também a primeira vez que um ministro do Esporte esteve ao lado dos esportistas brasileiros num evento dessa natureza. A lei Queiroz-Piva, de incentivo ao esporte, já tem um resultado prático, que o número de medalhas conquistadas pelos brasileiros no Pan confirma.
 

Leia em Nacional

Clique aqui para falar com a equipe do Portal Fale conosco Inicial  | Filie-se ao PCdoB | Quem é e o que quer | História do Partido | Programa Socialista
Estatuto do PCdoB
| Documentos Históricos | Parlamentares do PCdoB | Jornal A Classe Operária
O que é ser comunista
| Identidade Visual | Direção NacionalSecretarias | Dúvidas mais Frequentes
Página inicial Voltar para a página incial do PCdoB

Imprimir

Adicionar aos favoritos

Enviar a alguem

Melhor visualizado com Internet Explorer em resolução 1024 x 768

Partido Comunista do Brasil - Rua Rego Freitas, 192 - República - CEP: 01220-907 - Tel.: (11) 3054-1800 - Fax: 3054-1848