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Vermelho.org.br - A Classe Operaria
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EDITORIAL |
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Vai se formando o consenso para o desenvolvimento |
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Há
uma luta em torno do governo Lula. De um lado, crescem as pressões
populares e progressistas pelas mudanças. De outro, a direita e os
conservadores pretendem manter as linhas gerais do projeto
neoliberal. E, nesse quadro, vai sendo forjado um consenso pelo
desenvolvimento. Vai se impondo a convicção da necessidade de baixar
significativamente a taxa de juros; de que o real não pode ser
sobrevalorizado; de que é preciso elevar as reservas do país; e do
imperativo de se destravar os investimentos, criando as condições
para que as medidas anunciadas pelo governo, de inversões previstas
de R$ 190 bilhões até 2007, em transportes, saneamento, energia
elétrica e telecomunicações, possam se efetivar.
A compreensão da necessidade de superar a fragilidade externa
para criar as condições para a retomada do desenvolvimento
soberano está na base desse consenso que vai sendo formado. É um
conjunto de ações articuladas – a redução dos juros pode induzir
ao investimento na produção, e não na dívida pública; a elevação
das reservas externas do país cria um “colchão” financeiro que
aumenta a capacidade do país resistir a ataques especulativos;
um real com valor adequado é essencial para aumentar a
competitividade do país e melhorar o desempenho de seu comércio
exterior. São condições para que o país possa formular um
projeto nacional de desenvolvimento, escapando às condicionantes
externas que, hoje, sufocam a retomada do crescimento.
A aliança histórica do PCdoB com o Partido dos Trabalhadores
desde 1989, é baseada em idéias, em um programa; aliança de
primeira hora que legitima a posição do Partido, que não esconde
suas críticas a reformas de que discorde, mas manifesta seu
apoio político, compreendendo que ele é fundamental para o
governo nessa hora. Não se pode correr o risco de uma crise de
governo, principalmente quando a oposição conservadora começa a
se rearticular e pôr a cabeça de fora. O alvo declarado das
forças conservadoras é a ação dos movimentos sociais,
principalmente o MST – movimento cuja ação reflete a
persistência de um problema secular, a alta concentração da
posse da terra em nosso país. Aliás, o MST é um movimento que
luta arduamente, apóia o governo e tem o apoio do governo. Mas o
alvo oculto dos ataques contra a luta popular é, na verdade, o
governo Lula e expressa a luta que se trava, dentro do governo e
na sociedade, entre a mudança e a continuidade do projeto
neoliberal, que aquelas forças conservadoras preconizam.
Neste momento, a unidade dos trabalhadores em torno de seus
interesses é fundamental, e o PCdoB reafirma essa necessidade;
da mesma forma, o alvo de suas lutas não pode ser o governo, que
é a expressão das demandas histórica dos trabalhadores
brasileiros. Colocar o governo no alvo não reforça a luta dos
trabalhadores, não contribui para fortalecer o governo e não
ajuda a encontrar a saída para as dificuldades atuais. A
autonomia dos movimentos sociais deve ser resguardada, mas o
governo é aliado, e não adversário. Este governo foi eleito para
colocar o país em um novo rumo de desenvolvimento, e a
formulação desse caminho envolve uma ampla frente que engloba
trabalhadores, a classe média, a intelectualidade progressista,
os empresários. Consolidar essa frente é uma questão decisiva
para o Brasil, e a retomada do desenvolvimento envolve a unidade
dos trabalhadores e também sua relação com o governo, que
precisa ser de apoio, e não de hostilidade.
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EDITORIAL |
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Em defesa da unidade e da
política do Partido |
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A decisão de
quatro deputados federais do PCdoB – Sérgio Miranda, de Minas
Gerais; Jandira Feghali, do Rio de Janeiro; Alice Portugal, da
Bahia; e Afonso Gil, do Piauí – de votar contra a orientação
partidária a respeito do relatório da reforma da Previdência
teve uma forte repercussão na opinião pública e, principalmente,
no interior do Partido. Ela levou a uma reunião extraordinária
da Comissão Política do Comitê Central, no dia 9 de agosto, em
São Paulo, para avaliar aquela atitude. O deputado Sérgio
Miranda, membro da Comissão Política, compareceu à reunião, mas
se retirou logo no início, depois de fazer uma intervenção sobre
a pauta. O resultado da reunião foi a decisão de instaurar um
processo disciplinar referente aos votos dissidentes, decisão
tomada por 18 votos a favor – a unanimidade dos presentes. A
resolução aprovada é uma firme tomada de posição da direção
nacional em defesa da unidade e da política do Partido.
A Comissão Política decidiu também que, num prazo máximo de 50
dias, o Comitê Central vai deliberar sobre as sanções disciplinares
cabíveis, de acordo com o artigo 12 do Estatuto partidário. Os
parlamentares dissidentes, que infringiram o centralismo democrático
ao proclamar seu voto dissidente, terão amplo direito de defesa, de
acordo com as normas estatutárias.
A decisão adotada por unanimidade dos presentes retrata a coesão
da direção do PCdoB na defesa da unidade de ação dos comunistas –
uma de suas principais marcas – e o princípio fundamental de sua
organização. Ao final de sua resolução, a Comissão Política Nacional
reiterou a conclamação, feita pelo presidente do Partido, Renato
Rabelo, à militância e ao conjunto das organizações partidárias,
“para salvaguardar a unidade partidária, mantendo-nos coesos em
torno da justa política traçada pela 9ª Conferência Nacional”. Dessa
maneira – conclui o documento –, o PCdoB continuará em crescimento e
expansão, em ascendente conquista de respaldo dos trabalhadores e do
povo brasileiro.
Leia em PCdoB.
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A votação na Câmara Federal
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Luta e pressão
garantem modificações na Previdência |
Através da pressão dos trabalhadores e da
atuação dos parlamentares comunistas e progressistas,
importantes modificações foram feitas na proposta de reforma
da Previdência enviada pelo Executivo ao Congresso. O líder da
bancada do PCdoB, Inácio Arruda, e o líder do governo na
Câmara, Aldo Rebelo, analisam este primeiro grande embate do
governo Lula no Parlamento.
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Leia em Nacional |
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Comunistas da floresta
No Acre, cerca de 90% das lideranças
indígenas ingressaram no Partido Comunista do Brasil. Leia a
matéria completa no caderno Especial.
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| Destaque brasileiro no
Pan-Americano |
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Agnelo durante solenidade no Pan |
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A participação do Brasil nos Jogos
Pan-Americanos melhorou em todas as modalidades. “O nível
técnico cresceu, a auto-estima dos atletas melhorou muito.
Eles sentem que tem apoio e podem, assim, representar melhor o
país,” diz o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, que passou
cinco dias em Santo Domingo, onde acompanhou pessoalmente a
instalação da equipe, inédita, de 700 atletas e técnicos
brasileiros. Foi também a primeira vez que um ministro do
Esporte esteve ao lado dos esportistas brasileiros num evento
dessa natureza. A lei Queiroz-Piva, de incentivo ao esporte,
já tem um resultado prático, que o número de medalhas
conquistadas pelos brasileiros no Pan confirma.
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Leia em Nacional |
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