
Sessão plenária da Conferência no Rio Grande
do Sul
Os oito
estados que já realizaram a etapa estadual da 9ª Conferência
elegeram, juntos, 49 delegados para a plenária final e reuniram
mais de 5 mil militantes. Outros 19 estados devem realizar suas
sessões estaduais dias 7 e 8.
Entre 24 de maio e 1º de junho, realizaram-se nos estados do
Paraná, Amapá, Ceará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Rio Grande do
Norte, Mato Grosso do Sul e Maranhão as sessões estaduais para
discutir e votar o documento “Um novo tempo para o Partido - buscar
o êxito do governo Lula na consecução de um projeto democrático,
nacional-desenvolvimentista”. Aprovado pelo Comitê Central do PCdoB
em 22 de março, este é o documento-base da 9ª Conferência Nacional
do Partido e deverá ser reexaminado e votado na plenária final — de
26 a 29 de junho, em Brasília. O documento propõe nova tática de
atuação dos comunistas para o ciclo político vivenciado após o
histórica pleito de 2002 que elegeu Lula presidente.
Balanço quantitativo
O Partido tem superado, em número, as mobilizações de militantes
ocorridas em 2002, durante o processo eleitoral. Foi assim no Ceará,
que mobilizou cerca de 1.800 militantes, e no Rio Grande do Sul, com
mais de 1.500 militantes reunidos na base. Em Rondônia, envolvemos
mais de 200 pessoas entre novos e antigos militantes. Também foram
realizadas dezenas de filiações de qualidade, com o ingresso nas
fileiras partidárias de jornalistas, lideranças do movimento
estudantil e ex-militantes do PCB.
No Amapá, o Partido vem se consolidando como uma força política
emergente no cenário local. Em 2002, os comunistas amapaenses
elegeram sua primeira deputada estadual (Roseli Matos) e agora
conseguiram reunir 18 bases do Partido para discutir a tese nacional
nas três cidades mais importantes do Estado (Macapá, Santana e
Laranjal do Jari). Durante a abertura da sessão estadual da 9ª
Conferência, o PCdoB/AP mobilizou cerca de 300 pessoas para debater
a conjuntura internacional com o secretário de Relações
Internacionais do Comitê Central, José Reinaldo. No Paraná o Partido
superou a mobilização anterior, em especial em Curitiba e Foz do
Iguaçu. Neste estado o Partido tem feito filiações de qualidade,
inclusive de lideranças vindas do PT e PCB.
Já no Maranhão, o Partido registrou um refluxo na mobilização.
Conseguiu reunir cerca de 500 filiados na 9ª Conferência, contra
mais de 800 reunidos em 2002. Dificuldades de mobilização também
foram observadas no Mato Grosso do Sul, onde o Partido passa por um
processo de reorganização de sua direção estadual e reaglutinação de
sua militância.
Pelos dados informados até agora, mobilizamos nestes oito estados
mais de 5.050 militantes em 176 sessões municipais. Nestas sessões
estaduais, elegemos 49 delegados à plenária final da 9ª Conferência
Nacional do PCdoB de um total de 266 a serem escolhidos pelos
estados. Somados a eles, temos ainda os 66 integrantes do Comitê
Central, que também são delegados à Conferência, conforme o Estatuto
partidário. Ao todo, portanto, teremos 332 delegados aptos a
deliberar sobre a nova orientação tática para a ação dos comunistas
brasileiros.
Na maioria destes estados ocorreram atos políticos em homenagem à
memória de João Amazonas, presidente de honra do PCdoB falecido há
um ano. Todos os outros 18 estados e o Distrito Federal realizarão,
dias 7 e 8 de junho, prazo-limite, as reuniões de seus Comitês. Cada
uma delas contará com o acompanhamento de um membro do Comitê
Central ou de suas comissões auxiliares.
Companheiro da mudança
Combinada com a mobilização para a Conferência, o Partido
desenvolve a campanha de filiação intitulada “Seja Companheiro da
Mudança”. As novas filiações que surgiram a partir deste esforço se
destacam pela qualidade apresentada e também por ocorrer em cidades
importantes para a organização do Partido como São Paulo — onde já
temos notícias de mais de 1.000 novos aderentes —, mas também no
Ceará, especialmente em Fortaleza, com mais de 500 novas filiações.
Entre os novos filiados, vários têm mandato parlamentar ou ocupam
cargos executivos, além de alguns vice-prefeitos e inúmeros
intelectuais, líderes sindicais, estudantes, operários,
ex-militantes do PCB e profissionais liberais. |
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O Partido
Comunista do Brasil votou pela admissibilidade da proposta de
reforma da Previdência enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva ao Congresso, na Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara Federal. A decisão foi adotada durante 15ª reunião da
Comissão Política do Comitê Central, dia 2 em São Paulo.
O PCdoB apresentará emendas e propostas em
defesa dos interesses maiores dos trabalhadores e pela salvaguarda
de direitos do funcionalismo público quando o assunto for tratado,
no mérito, na Comissão Especial. “A reforma da Previdência enviada
por Lula faz parte de uma solução de compromisso do governo. Não é
a proposta idealizada pelo PCdoB. Não abriremos mão de
modificá-la, procurando garantir a defesa dos direitos dos
trabalhadores e ampliar sua abrangência. O nosso voto na CCJ será
político, pois a matéria ganhou um significado destacado e, por
isso, vamos votar pela admissibilidade de sua
constitucionalidade”, informou Renato Rabelo, presidente do PCdoB.
Renato lembrou que, através dos parlamentares,
da imprensa partidária e do Portal Vermelho, o PCdoB tem apresentado
suas opiniões, inclusive críticas, como por exemplo no que se refere
à política de juros altos. “Ao mesmo tempo, apontamos a necessidade
de instituir uma orientação econômica de crescimento, produção e
geração de empregos”, agregou.
Maioria política
“Estamos desenvolvendo um enorme esforço de
construção de uma maioria política para o governo Lula”, afirmou
Renato Rabelo.
Segundo Renato, “é necessário levar em conta a
relação de unidade e luta no seio da ampla coalizão política
governista que tem sua principal base no PT. Para nós, comunistas, o
êxito do governo Lula é fundamental no sentido de descortinar um
novo caminho, desenvolvimentista, para o Brasil”.
Aldo Rebelo, líder do governo da Câmara e
deputado federal pelo PCdoB/SP, destacou que a política que vem
sendo adotada por Lula “vincula a política do Estado a uma
orientação desenvolvimentista e de defesa dos interesses nacionais.
Numa situação externa e interna de grandes dificuldades, busca
adotar uma política de unidade, o que é uma tradição na orientação
do PCdoB. O partido dos comunistas tem longa trajetória de esforços
pela construção da união de amplas forças emancipacionistas e
patritóticas. E o caminho para essa política, hoje, passa pelo êxito
do governo Lula”, disse Rebelo.
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O posicionamento dos comunistas em torno do documento “Um novo
tempo para o Partido - buscar o êxito do governo Lula na
consecução de um projeto democrático,
nacional-desenvolvimentista”, apresentado pelo Comitê Central
na convocação da Conferência, é a demonstração cabal da
democracia partidária em funcionamento, num momento de grande
mudança na vida política de nosso país, inaugurado com a
vitória da Coligação Lula Presidente, no final do ano passado.
Sai fortalecido o Partido, que se
prepara agora para a plenária final, de 26 a 29 de junho. |