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Lula e o desafio de garantir o desenvolvimento do Brasil


Reunião ministerial discute o plano Plurianual do governo Lula

O governo Lula apresenta quatro características principais e interdependentes, que envolvem as discussões entre as diferentes forças políticas dentro e fora do governo: a orientação de sua política econômica; a elaboração e implementação de uma política estratégica nacional-desenvolvimentista; a integração com a América Latina e o posicionamento em relação à Alca; e a formação de uma nova maioria política no país. “Em torno destas questões posicionam-se os vários setores e classes sociais. O governo vive uma dualidade de definições políticas e sofre pressões e contrapressões no sentido da mudança e no sentido da continuidade da política anterior”, afirmou Renato Rabelo, presidente do Partido Comunista do Brasil, na intervenção que abriu a 20ª reunião da Comissão Política do Comitê Central, ocorrida no domingo, 18 de maio, em São Paulo.

O dirigente comunista destacou que o Partido posiciona-se claramente no sentido da adoção de uma política econômica desenvolvimentista. “A persistência da política conservadora, de centrar a ação no ajuste fiscal e no combate à inflação já demonstrou que leva ao desemprego, à recessão, ao aumento da dívida e afeta negativamente as exportações. Ganha corpo a compreensão de que a causa principal dos problemas vividos pelo país reside na vulnerabilidade externa, que precisa ser enfrentada”.

Para Renato, a implementação de uma política nacional-desenvolvimentista, de retomada do desenvolvimento, com investimento em infra-estrutura, geração de emprego e distribuição de renda pode ser realizada através de medidas gradativas de mudança. “A discussão do Plano Plurianual é um momento privilegiado para definir um pensamento estratégico de desenvolvimento de médio e longo prazos. Os chamados ‘dois preços básicos’ da economia, a taxa de juros e a taxa de câmbio, têm de estar a serviço dessa orientação macroeconômica”, diz o dirigente comunista.

A integração continental, com uma política externa ativa e afirmativa, que vem sendo desenvolvida pelo governo Lula, foi saudada pelo presidente do PCdoB. “Ela está levando em conta a diversificação do comércio exterior, inclusive com a busca de parcerias com a China, Índia e África do Sul, o relançamento e recomposição do Mercosul, ligando-o ao Pacto Andino. Uma política externa afirmativa de um país que, em termos de território, população e produto interno bruto é o terceiro do mundo, ficando atrás apenas dos EUA e da China, é parte integrante fundamental de um projeto de desenvolvimento”, afirmou.

Renato destacou, ainda, a importância de formar “uma nova maioria política, não só no parlamento, mas no sentido mais amplo, de o governo unificar as forças e correntes interessadas na mudança de rumos do país. Forças novas estão no centro do poder, mas vivem uma situação instável – este é um governo em disputa, que vive uma realidade política adversa num momento em que o mundo está caracterizado por grandes ameaças, incertezas e instabilidade e com tendências recessivas nos principais centros econômicos”.

Reformas da Previdência e Tributária

As reformas faziam parte do programa eleitoral da Coligação Lula Presidente, que se referia explicitamente às reformas da Previdência, Tributária, Trabalhista, Política e Agrária. “O PT as coloca nos marcos de uma transição da política desenvolvimentista e centra seu empenho, até o momento, na reforma da Previdência. O PCdoB tem apresentado críticas e proposições quanto às prioridades apresentadas. O governo Lula é uma coalizão da qual fazemos parte e cremos que não existe outro caminho, hoje, para alcançarmos nossos objetivos programáticos partidários, se não através deste governo. Somos parte integrante da frente governista e buscamos posições comuns para construir o avanço econômico, social e político necessários ao nosso país, e é com esta visão que atuamos”, afirmou Renato Rabelo.

A reunião, ocorrida na sede do Comitê Central, contou com a presença de todos os integrantes da Comissão Política e com os convidados Agnelo Queiroz, Dilermando Toni, Jandira Feghali e Luiz Fernandes. A Comissão Política é integrada por Adalberto Monteiro, Aldo Arantes, Aldo Rebelo, Ana Maria Rocha, Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), Eron Bezerra, Haroldo Lima, Inácio Arruda, Jô Moraes, João Batista Lemos, José Reinaldo Carvalho, Nivaldo Santana, Pedro de Oliveira, Renato Rabelo, Ricardo Abreu, Ronald Freitas, Sérgio Miranda, Vital Nolasco e Walter Sorrentino.

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O sindicalismo classista no Congresso da CUT

Será realizado dias 3 a 7 de junho o 8º Congresso Nacional da CUT. Cerca de 2700 delegados e delegadas deverão participar da reunião. A executiva nacional da Corrente Sindical Classista fez um balanço parcial de sua participação no processo de congressos cutistas, concluindo que já obteve significativos êxitos políticos. As lideranças da CSC devem ocupar a presidência de três entre as quatro maiores CUTs estaduais: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

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Homenagem a João Amazonas


Amazonas: líder comunista

Os comunistas, os democratas, os progressistas e patriotas brasileiros lembram, neste dia 27 de maio, o primeiro ano que vivemos sem João Amazonas. Dirigente máximo do PCdoB por 40 anos, teve atuação persistente, contínua e intransigente em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo, da democracia, da soberania nacional e do socialismo.

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Para conquistar o novo tempo na UNE

O 48º Congresso da UNE será realizado em Goiânia, de 18 a 22 de junho. Os comunistas estão participando do congresso apoiando a União da Juventude Socialista (UJS) e o movimento Pra conquistar o novo tempo! (integrado pela UJS, por independentes e outras forças políticas). A reta final da mobilização exigirá dos ativistas do movimento Pra conquistar o novo tempo! o dobro do empenho que tiveram até aqui. Serão dias de muito esforço para alcançar as metas estaduais na eleição de delegados e suplentes.

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Tribuna de Debates – 9ª Conferência Nacional

Veja nesta edição o segundo número da Tribuna de Debates da 9ª Conferência Nacional do PCdoB, com artigos sobre a situação internacional, a participação do Partido no governo Lula e as questões organizativas dos comunistas.

Tribuna de Debates

Seminário discute desenvolvimento brasileiro


Uma das mesas do seminário promovido pelo PCdoB e PSB

O O seminário "O governo da mudança e o novo modelo de desenvolvimento nacional", promovido pelo PCdoB e PSB, dias 12 e 13 de junho, contou com a presença do professor, Luiz Fernandes, da economista Maria da Conceição Tavares, de Aldo Rebelo, líder do governo na Câmara, do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, e do presidente do PCdoB, Renato Rabelo. "Se fizermos uma lista dos 10 países maiores do mundo em tamanho, em população e em PIB, apenas 3 países farão parte dessa lista: Brasil EUA e China. Ou nós seremos um grande país ou teremos que enfrentar grandes dificuldades", afirmou o embaixador Samuel. "O problema, não só brasileiro, mas mundial, é canalizar o capital para a atividade produtiva", aponta Renato Rabelo.

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