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Vermelho.org.br - A Classe Operaria
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9ª Conferência |
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anual
12 edições - R$ 20,00 |
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Ampla mobilização para
a conferência comunista |
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A realização
da 9ª Conferência Nacional é uma afirmação do caráter democrático do
Partido Comunista do Brasil. O conjunto da militância está
discutindo o rumo político e o posicionamento dos comunistas após a
vitória obtida nas eleições presidenciais de outubro de 2002 e a
formação do governo Lula. A Conferência está destinada a ser o
instrumento central da ativação militante do PCdoB em todo o país.
O PCdoB é uma força em expansão e com crescente prestígio nos
círculos democráticos e progressistas. Estamos diante de uma nova
situação, extremamente desafiadora e a mais favorável que já se
colocou na nossa história.
Esta edição da Classe circula juntamente com a Tribuna de Debates
da 9ª Conferência, além de trazer vários artigos de dirigentes
comunistas sobre a situação política nacional e internacional e
sobre este grande momento de democracia vivido pelo PCdoB. Na última
página, artigo analisa a importância de A Classe Operária, que no
próximo dia 1º de Maio completa 78 anos de existência como órgão
central dos comunistas brasileiros. Um jornal a serviço do
fortalecimento da unidade ideológica e de organização do Partido,
instrumento de combate à confusão ideológica e ao praticismo.
Publicação da direção nacional de um Partido que tem por meta
dirigir a luta da classe operária e demais trabalhadores pela
emancipação social e política e pela construção da sociedade
socialista.
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Dirceu se reúne com Renato Rabelo e
bancada do PCdoB |
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Dirceu (ao centro) ouve Renato Rabelo
durante a reunião
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Com a
presença de Renato Rabelo, presidente do PCdoB, a bancada
comunista na Câmara Federal reuniu-se dia 22 no Palácio do
Planalto com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. A
reunião durou cerca de uma hora e meia e acertou uma agenda de
debates mais permanente entre o PCdoB e o governo, centrado na
discussão de uma política de desenvolvimento econômico. |
Dirceu destacou como de grande importância a discussão sobre o
modelo de desenvolvimento econômico para o Brasil e afirmou
querer acompanhar pessoalmente a discussão. Ele sugeriu a
realização ainda neste semestre de um seminário entre
integrantes do governo e lideranças do PCdoB, onde o tempo
ampliado dos debates permita aprofundar o tema.
“Os grandes temas nacionais, como as reformas, precisam ser
examinados com cuidado e a nossa preocupação é com o
permanente diálogo em benefício do êxito das iniciativas de
governo, com base nas propostas e sugestões do PCdoB”,
afirmou, após o encontro, Inácio Arruda, líder da bancada
comunista.
José Dirceu recebeu dos deputados o documento entregue na
última semana pela bancada ao ministro da Previdência, Ricardo
Berzoini, que defende a Previdência pública marcada pela
inclusão e capaz de reconstruir o Estado desmontado pelo
governo anterior. O documento propõe uma auditoria nas contas
da Previdência, a manutenção do regime próprio e da
aposentadoria integral para os servidores públicos.
O Ministro foi receptivo às sugestões e reafirmou o prazo de
30 de abril para o governo ouvir todas as propostas e
encaminhar ao Congresso a PEC da reforma da Previdência para
que o debate possa ser iniciado de forma ampla nos diversos
segmentos da sociedade.
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1º de Maio pela
redução da jornada, mais emprego, mais vida
Corrente Sindical Classista,
União da Juventude Socialista |
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O
desemprego em massa transformou-se no mais sério problema social do
Brasil hoje. É também uma preocupação do governo Lula, que assumiu o
compromisso de tomar iniciativas urgentes para solucioná-lo. Uma das
principais medidas nesse sentido é a redução da jornada de trabalho,
que em nosso país é uma das maiores de todo o mundo. Estimativas de
muitos economistas e do Dieese indicam que a fixação em Lei, ou
seja, na Constituição, da jornada de trabalho máxima de 40 horas
semanais (atualmente é de 44 horas) pode gerar 1,8 milhão de
empregos ou ainda mais se for acompanhada da restrição das horas
extras. No Congresso Nacional já está tramitando um projeto do
deputado Inácio Arruda e do senador Paulo Paim propondo reduzir a
jornada para 40 horas semanais num primeiro momento e,
posteriormente, para 35 horas, projeto este que deve ser a base da
nossa luta.
Os benefícios da medida não se limitam à diminuição do
desemprego. Está comprovado que contribui também para amenizar as
doenças profissionais, além de ampliar o tempo livre que a classe
trabalhadora pode dedicar ao lazer, à família e à educação. Reduzir
jornada sem reduzir salários produz um aumento da massa salarial e
uma redistribuição da renda que vai incrementar a demanda interna,
aumentar as vendas do comércio e conseqüentemente estimular a
economia nacional e o desenvolvimento. Representará ao mesmo tempo
um alívio para os cofres da Previdência, na medida em que mais
trabalhadores e trabalhadoras estarão contribuindo para o INSS.
A redução da jornada é um objetivo programático do governo Lula
que merece todo o apoio da classe trabalhadora e da sociedade, mas,
é preciso ter consciência de que esta reivindicação só será
conquistada com muita luta, muita unidade e uma ampla mobilização da
opinião pública, uma vez que setores do patronato se opõem a tal
medida.
Por isto é indispensável que a classe trabalhadora, incluindo
quem está desempregado, tome a frente desta luta.
Dê a sua contribuição, ajude o governo Lula a combater o
desemprego participando das atividades da campanha nacional pela
redução da jornada de trabalho, na Lei e sem redução de salários.
São bandeiras histórias, que serão levada pelos trabalhadores também
nas manifestações deste 1º de Maio. |
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Em favor do salário
mínimo
A bancada do PCdoB
apresentou duas emendas à Medida Provisória 116/03, pela qual o
presidente Lula fixou em R$ 240 o valor mensal do salário mínimo
a partir de abril. A primeira emenda propõe a concessão de 10%
de reajuste semestralmente, independentemente do aumento anual,
a título de reposição, para que ao final de quatro anos o valor
real do salário mínimo seja dobrado, atendendo à promessa de
campanha do presidente Lula, recentemente reafirmada. A segunda
propõe a concessão de uma gratificação anual, de R$ 240,00, a
todos os assalariados do setor privado regidos pela CLT, a
partir de 2004 (uma espécie de 14º salário). |
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Manifestações contra
ocupação do Iraque |
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A Comissão Política
do Comitê Central do PCdoB divulgou uma nota enfatizando a
necessidade de “seguir com as mobilizações contra os intentos de
Bush e seus asseclas”, face à realidade criada com a ocupação de
Bagdá e outras cidades iraquianas. |
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