Haroldo Lima, Lula, Renato Rabelo, José
Reinaldo: governo para a mudança
No primeiro dia do
Ano Novo, com a posse do líder operário Luiz Inácio Lula da Silva na
Presidência da República, estará nascendo um novo Brasil. O povo irá
brindar e festejar a posse do governo da mudança. A imagem de Brasília
com suas largas avenidas tomadas pela alegria e pela esperança, pelas
bandeiras vermelhas e verde-amarelas saudando o início desse novo
tempo, simbolizará a grande força do jovem governo e, também, suas
imensas responsabilidades. De igual modo, as correntes progressistas
do mundo saúdam este acontecimento. Confiam que o Brasil será uma voz
forte em defesa da paz e da edificação de uma nova ordem mundial
multipolar, regida pela solidariedade entre os povos.
O novo governo assume os destinos da nação com uma forte
legitimidade para realizar as mudanças. E a mudança significa
reconstruir o país, o Estado brasileiro, sob a égide da soberania
nacional, da democracia e do regaste dos direitos sociais. Esse
projeto exige a retomada do crescimento da economia, tendo como base
um modelo de desenvolvimento patriótico e democrático. E a riqueza
dele proveniente deve ser canalizada à melhoria da qualidade de vida
dos trabalhadores e do povo e para a reconstrução da infra-estrutura
nacional.
A nação e o novo governo estão conscientes que têm grandes desafios
a vencer. O povo sabe que Fernando Henrique Cardoso entrega ao
presidente eleito um país à beira da insolvência e que essa herança
perversa irá demandar imensos esforços para superá-la. Contudo, temos
confiança de que o Brasil tem plenas condições de vencer. O nosso país
é uma pátria exuberante. Tem muitas riquezas e um povo laborioso, e
agora que retoma seu destino em suas próprias mãos, poderá conhecer um
ciclo inédito e próspero em sua história.
O Partido Comunista do Brasil, PCdoB, integrante do governo e de
sua base de apoio, e um dos construtores da jornada vitoriosa iniciada
em 1989, dirige-se ao povo brasileiro e às forças de esquerda,
democráticas e patrióticas, conclamando-as que permaneçamos unidos
para respaldar e impulsionar o governo Lula a realizar as mudanças.
Coesos – o governo, as forças políticas avançadas e os movimentos
sociais – teremos força para superar o neoliberalismo e libertar o
país da tutela do Fundo Monetário Internacional, e da sangria contínua
que lhe impõem o imperialismo e o capital financeiro. Sabemos que isso
exigirá tanto a capacidade do diálogo para unir a maioria da nação em
torno das mudanças quanto mobilização popular para vencer as
resistências conservadoras.
Bandeiras de todas as cores irão se agitar na capital da República
em mãos brancas, negras, mestiças do povo brasileiro. Entre elas, as
bandeiras vermelhas do socialismo e da liberdade, as bandeiras do
Partido Comunista do Brasil. A militância comunista – presente nas
quatro campanhas de Lula e tantas vezes à frente das grandes lutas
contra o neoliberalismo –, irmanada com o povo, festejará a vitória,
simbolizando que está pronta para defender e consolidar o governo da
mudança.
Comissão Política do Comitê Central do Partido
Comunista do Brasil-PCdoB
Consolidar a vitória, participar do novo
governo, apoiá-lo e impulsioná-lo a realizar as
mudanças, essa diretriz do Comitê Central do PCdoB
regeu todo o processo de definição da participação do
Partido no governo Lula. Após longo processo de
conversações, o desfecho foi a escolha de Agnelo
Queiroz para o Ministério dos Esportes, e do deputado
federal por São Paulo, Aldo Rebelo,
para a Liderança do Governo na Câmara.
Essa decisão foi precedida de uma série de debates e
encontros entre a direção do Partido e o presidente eleito e
seus interlocutores, quando várias alternativas foram
examinadas. Entre elas, destaca-se o Ministério da Defesa,
pasta para qual o deputado federal Aldo Rebelo foi
amplamente cogitado e adquiriu significativo respaldo nas
Forças Armadas pela sua atuação destacada em prol da
soberania e da defesa do país.
Ao final desse processo, a direção do PCdoB, consciente
da responsabilidade dos comunistas com a consolidação do
governo da mudança, aceitou a proposta do presidente eleito,
Luiz Inácio Lula da Silva, de dirigir a pasta dos Esportes e
exercer a Liderança do Governo.
Segundo o presidente Lula, o Ministério do Esporte, vai
adquirir uma nova dimensão. São vários os projetos visando
dinamizá-lo, entre os quais um arrojado programa para a
juventude. O PCdoB poderá prestar grandes serviços nessa
área, que tem grande significado para o povo brasileiro. O
Partido e várias de suas lideranças, como Aldo Rebelo e o
deputado federal Agnelo Queiroz, têm amplo trânsito e
reconhecimento no mundo esportivo nacional, o que poderá
resultar em amplo apoio ao trabalho no Ministério.
Agnelo Queiroz, pelo êxito do trabalho há 8 anos como
membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto
da Câmara e integrante da subcomissão de Esporte, comandará
esse Mi-nistério na estatura maior que o presidente eleito
pretende alçá-lo. Sua indicação para o ministério demonstra
a confiança dos comunistas na competência e na inteligência
de um dos parlamentares mais influentes do Congresso
Nacional.
Quanto à definição de Aldo Rebelo para a Liderança do
Governo na Câmara dos Deputados, foi resultado de uma
escolha e de um apelo do presidente Lula. Ele reconheceu em
Aldo, atual presidente da Comissão de Relações Exteriores e
de Defesa Nacional, o líder político talhado para
representar os interesses do proje-to mudancista no
Parlamento brasileiro.
Essa escolha vem, com certeza, da respeitabilidade que a
bancada comunista adquiriu entre todo o espectro
partidá-rio. E Aldo bem encarna essa conduta do PCdoB,
marcada pela co-erência política e pelo mais amplo diálogo
com o conjunto dos partidos e personalidades que atuam no
Congresso Nacional. Essas características são importantes a
quem terá a tarefa de construir a maioria parlamentar
imprescindível à governabili-dade. Com Aldo à frente desse
trabalho, o PCdoB terá comunicação fluente com o presidente
da República e fará parte do núcleo responsável pelas
principais decisões da futura Administração Federal.
Os dois parlamentares são sistematicamente indicados pelo
Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar)
entre os 100 deputados mais influentes do Congresso
Nacional.
O PCdoB, presente nas quatro campanhas de Lula à
Presidência e um dos construtores da vitória de 27 de
outubro, considera um fator de fortalecimento da democracia
brasileira a presença dos comunistas no governo federal. É a
primeira vez na história do país que o Partido Comunista do
Brasil tem presença no Ministério da República e na
liderança do Executivo na Câmara dos Deputados.
Este fato fortalece o PCdoB, evidencia o prestígio que
conquistou junto ao povo e aos seus aliados da esquerda e
das forças democráticas e patrióticas. Mas, o significado
maior dessa participação é a firme decisão do PCdoB de tudo
fazer para consolidar o Governo Lula e impulsioná-lo a
realizar as mudanças que o Brasil precisa.
O Secretariado do Comitê Central do
Partido Comunista do Brasil-PCdoB
O líder do governo
Lula na Câmara Federal, Aldo Rebelo (PCdoB/SP) foi secretário
geral e, depois, presidente da União Nacional dos Estudantes
(UNE). Em 1988 se elegeu vereador por São Paulo.
Em 1990 foi eleito deputado fe-deral. Teve atuação destacada no
impeachment do presidente Collor e é o atual presidente da
Comissão de Relações Esteriores e Defesa Nacional.
O deputado federal Agnelo Queiroz (PCdoB/DF), mi-nistro do Esporte
do governo Lula, disse que seu ministério “terá tratamento
especial, com mais recursos, e se voltará para a área de
desenvolvimento humano. O esporte é um instrumento importante para
o projeto social de Lula para acabar com a miséria e a violência,
começando por integrar os jovens à sociedade. Este será nosso
desafio e nosso empenho”.