América Latina

8 de março de 2012 - 9h01

Em Genebra, Cuba ressalta vocação para combate ao preconceito


Cuba garantiu, nesta quinta-feira (7), em Genebra, que todo ato de discriminação ou violência contra qualquer pessoa é condenável, injustificado e ilegal, incluindo aqueles sustentados em motivos como raça, cor, sexo, orientação sexual, idioma ou religião.


A maior das Antilhas participou em um painel sobre o tema, o qual faz parte dos trabalhos da 19ª sessão regular do Conselho de Direitos Humanos.

O delegado cubano Juan Antonio Quintanilla explicou que a Revolução Cubana, desde seu triunfo em 1959, e em correspondência com sua vocação humanista, estabeleceu como objetivo prioritário o combate a qualquer ato de rejeição ou agressão contra as pessoas.

Quintanilla assegurou que não existe nenhuma legislação em seu país na qual se penalize as pessoas em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Instituições como o Centro Nacional de Educação Sexual e a Sociedade Cubana Multidisciplinar para o Estudo da Sexualidade, junto a outras entidades, disse, se encarregam de promover o respeito como reflexo da vontade política do Estado e governo de garantir a plena igualdade dos cubanos e das cubanas.

Destacou também a celebração das Jornadas contra a Homofobia, espaços de participação democrática que inclui a expressão livre de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais.

Quintanilla fez referência ao recém-celebrado 6º Congresso Cubano de educação, orientação e terapia sexual no qual participaram reconhecidos especialistas de vários países e constituiu uma frutífera instância para o diálogo e a sistematização de experiências neste âmbito.

Cuba, assegurou, convida todos a promover uma cooperação internacional neste tema mediante o diálogo genuíno, o respeito e a sensibilização.

"Não apoiamos a via da confrontação. O entendimento e o respeito são enraizados no sucesso de um processo que pode tomar tempo, mas que dá mérito nosso empenho", declarou.

Fonte: Prensa Latina

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