21 de agosto de 2009 - 13h43

2 mil servidores vencem Batalhão de Choque e truculência de Aécio


Diferentemente do que vinha acontecendo em manifestações anteriores, os servidores estaduais de Minas Gerais conseguiram, na tarde desta quinta-feira (20), romper o forte cerco policial montado pelo governador Aécio Neves (PSDB). Às portas do Palácio da Liberdade, sede da administração, os 2 mil servidores presentes protestavam contra a péssima política salarial e a gestão dos serviços públicos mantidas pelo governo tucano.


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"Mais uma vez o Aécio tratou os movimentos sociais como questão de polícia — mas desta vez não conseguiu impedir nossa manifestação na porta do palácio. A truculência foi vencida nesta tarde", comemorou o presidente da CUT-MG, Marco Antonio de Jesus. "O que impediu o Batalhão de Choque da polícia — que cercava o palácio — de nos dispersar foi a presença de outros policiais, incluindo civis, que também estavam protestando por melhores salários e condições de trabalho.”

No último dia 14 de agosto, durante a manifestação mineira da Jornada Nacional Unificada de Lutas, Aécio e seu Batalhão de Choque impediram a chegada da passeata à Praça da Liberdade, onde está localizada a sede do governo.

O mesmo havia acontecido antes, no dia 21 de abril — dia da Inconfidência Mineira — quando as centrais sindicais e os movimentos sociais tentaram entrar em Ouro Preto, mas encontraram a cidade cercada por uniformes e cassetetes. Ouro Preto torna-se a sede provisória do governo todo 21 de abril.

Na comparação com os demais estados do Brasil, os servidores estaduais de Minas ocupam apenas a 15ª colocação na escala salarial. Muitos setores têm salários-base menores que o salário mínimo (o valor total é completado por benefícios e gratificações não-incorporadas às aposentadorias).

Aécio Neves, junto de José Serra (SP) e Yeda Crusius (RS), foi um dos governadores que ingressaram com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei que instituiu o Piso Nacional da Educação. Por essa lei, nenhum professor público no País pode ganhar menos que R$ 950 por 40 horas de trabalho semanal.


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