Apesar
de ter sido eleito deputado pela Bahia, Wagner nasceu
no Rio de Janeiro, em abril de 1951. Ele é casado
com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça
e tem três filhos.
Sua
atividade política se inicia a partir de 68 no
movimento estudantil, quando presidiu o diretório
acadêmico da Faculdade de Engenharia da Pontifícia
Universidade Católica (PUC). Entretanto, em 1973,
passou a ser perseguido pela Ditadura Militar e teve que
abandonar o curso de Engenharia, que nunca completou.
Nesse
mesmo ano se mudou para Salvador e ingressou na indústria
petroquímica no pólo de Camaçari,
litoral da Bahia. Lá se tornou técnico em
manutenção. Começou a atuar no Sindicado
dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica
(Sindiquímica), do qual foi diretor e presidente
de 1987 a 1989. Conheceu Lula num congresso de petroleiros
e, em 1980, ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT).
Nessa época, foi um dos fundadores do PT e da Central
Única dos Trabalhadores (CUT) no estado. Atualmente
integra o diretório regional do partido no estado.
Em
1990, foi eleito deputado federal. Na Câmara participou
das comissões permanentes da Economia, de Defesa
do Consumidor e Meio Ambiente e do Trabalho. Entre suas
áreas de atuação estão projetos
de controle de alimentos geneticamente modificados e na
regulamentação das rádios comunitárias
e democratização dos meios de comunicação.
Se
tornou um dos principais líderes na proteção
das rádios comunitárias. Em 1991, integrou
a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
da Fome. Foi reeleito deputado duas vezes, em 1994 e 1998
e atuou como vice-líder do PT na Câmara entre
1993- 1997.
Em
1996 se candidatou à prefeitura de Camaçari.
Foi derrotado, mas obteve 31% dos votos. Nas eleições
deste ano foi derrotado para o governo da Bahia por Paulo
Souto (PFL).
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