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Brasil, sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Quem é quem no governo Lula

Os ministros e secretários empossados no primeiro dia de governo; clique em cada um para obter mais informação

Presidência

Presidente da República - Luiz Inácio Lula da Silva

Vice-Presidente da República - José Alencar


Ministérios

Agricultura, Pecuária e Abastecimento - João Roberto Rodrigues

Casa Civil - José Dirceu

Cidades - Olívio Dutra

Ciência e Tecnologia - Roberto Amaral

Comunicações - Miro Teixeira

Cultura - Gilberto Gil

Defesa - José Viegas Filho

Desenvolvimento Agrário - Miguel Rossetto

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Luiz Fernando Furlan

Educação - Cristovam Buarque

Esporte - Agnelo Queiroz

Fazenda - Antônio Palocci

Integração Nacional - Ciro Gomes

Justiça - Márcio Thomaz Bastos

Meio Ambiente - Marina Silva

Minas e Energia - Dilma Rousseff

Planejamento, Orçamento e Gestão - Guido Mantega

Previdência e Assistência Social - Ricardo Berzoini

Relações Exteriores - Celso Amorim

Saúde - Humberto Costa

Trabalho e Emprego - Jaques Wagner

Transportes - Anderson Adauto

Turismo - Walfrido Mares Guia


Advocacia Geral da União - Álvaro Ribeiro Costa

Corregedoria Geral da União - Waldir Pires


Secretários

Assistência e Promoção Social - Benedita da Silva

Comunicação de Governo - Luiz Gushiken

Desenvolvimento Econômico e Social - Tarso Genro

Direitos Humanos - Nilmário Miranda

Direitos da Mulher - Emília Fernandes

Geral da Presidência da República - Luiz Dulci

Imprensa e Divulgação da Presidência - Ricardo Kotscho

Nacional da Pesca - José Fritsch

Segurança Alimentar e Combate à Fome - José Graziano da Silva

Segurança Institucional da Presidência da República - Jorge Armando Félix


Porta-voz - André Singer

Presidente do Banco Central - Henrique Meirelles

Ministério das Relações Exteriores
Celso Amorim

Celso Luiz Nunes Amorim, antes de assumir o ministério das Relações Exteriores, foi embaixador do Brasil em Londres. Nasceu em Santos (SP) em 3 de junho de 1942, filho de Vicente Matheus Amorim e Beatriz Nunes Amorim. É casado com Ana Amorim, com quem tem os filhos Vicente, Anita, João e Pedro. Após a conclusão da formação no Instituto Rio Branco (IRBr), do Itamaraty, tornou-se mestre em Relações Internacionais, em 1967, na Academia Diplomática de Viena.

Foi ministro das Relações Exteriores durante o governo Itamar Franco no período de 1992 a 1994. Formado em diplomacia pelo Instituto Rio Branco, é doutor em ciência política pela London School of Economics. De 1979 a 1982 foi diretor geral da Embrafilme e posteriormente representou o Itamaraty junto ao Conselho Nacional de Cinema (Concine). Na Universidade de Brasília (UnB), lecionou Ciência Política e Relações Internacionais de 1977 a 1979.

Exerceu a função de assessor de Cooperação e Programas Especiais do Ministério da Ciência e Tecnologia de 1985 a 1987 e de secretário especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia de 1987 a 1988.

Na carreira diplomática tornou-se terceiro secretário, em 1965; segundo, em 1967, primeiro, em 1973; conselheiro, em 1977; ministro de Segunda Classe, em 1980, e de Primeira Classe, em 1989. No exterior, em Londres (Inglaterra), foi cônsul-adjunto de 1968 a 1969 e segundo secretário, de 1969 a 1971.

Nos Estados Unidos, Amorim exerceu a função de segundo secretário na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, de 1972 a 1973; de primeiro secretário no período de 1973 a 1974 e, ainda, de encarregado de Negócios no ano de 1973. Em Haia (Holanda) foi ministro-conselheiro de 1982 a 1985 e encarregado de Negócios de 1983 a 1985 - e ainda fez parte da Delegação Permanente em Genebra.

Em 1965, participou como membro da III Reunião de Grupo Misto de Cooperação Industrial Brasil-Espanha, em Madri. Atuou como observador em 1969 na Conferência sobre Desenvolvimento da Universidade de Cambridge (Inglaterra) e, em 1972, na Conferência Interamericana Especializada sobre Ciência e Tecnologia em Brasília.

Ainda em 1972, foi delegado do II Período Ordinário de Sessões da Assembléia Geral da OEA em Washington, da LXVIII Reunião do Comitê Executivo da Opas, também na capital norte-americana, e assessor da Reunião de Técnicos Governamentais em Washington.

No ano de 1973, Celso Amorim foi delegado em Washington (EUA) no III Período Ordinário de Sessões da OEA; II Período de Reunião da Comissão Especial para a Reestruturação do Sistema Interamericano; da II Reunião de Consulta da Cecon sobre Negociações Comerciais Multilaterais, da IV Reunião Ordinária da Cecon; da Reunião do Comitê Diretivo Permanente dos Congressos Interamericanos de Turismo; e da Reunião de Técnicos Governamentais em Propriedade Industrial. Em Bogotá (Colômbia) participou da VIII Reunião Anual do CIES, em Quito (Equador) da XV Cepal e em Nova York (EUA) da LIV Sessão do Ecosoc.

No ano de 1974 chefiou a III Reunião Extraordinário da Cecon, e participou da Sessão Preparatória do Grupo de Trabalho sobre Empresas Transnacionais (Novo Diálogo) e do V Período de Reunião da Comissão Especial para a Reestruturação do Sistema Interamericano, ambos eventos em Washington (EUA). Participou ainda como delegado da IX Reunião Anual do Cies em Quito (Equador); do IV Período Ordinário de Sessões da Assembléia Geral da OEA, em Atlanta (EUA); do Colóquio sobre aspectos Legais da Cooperação Interamericana em Geórgia (EUA); da XV Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos, em Quito (Equador).

Celso Amorim foi, em 1985, subchefe da Delegação Brasileira na II Conferência de Ministros Encarregados da Aplicação da Ciência e Tecnologia ao Desenvolvimento na América Latina e Caribe em Brasília e chefiou o Encontro de Funcionários Governamentais, Cientistas e Empresários do Brasil e da Argentina vinculados à área de Biotecnologia na Argentina.

No ano de 1986, foi delegado na Reunião Ministerial das partes Contratantes do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT), em Punta del Este (Uruguai) e nos entendimentos com o Governo dos Estados Unidos sobre assuntos do relacionamento econômico-comercial em Paris. Chefiou a Subcomissão Intergovernamental Brasil-URSS de Cooperação Comercial, Econômica, Científica e Tecnológica, Brasília, em 1986, e a missão do Ministério da Ciência e Tecnologia para entendimentos com autoridades do Governo da República Democrática Alemã e República Popular da Hungria em 1988.

Em 1989, foi chefe da VII Reunião da Comissão Mista Cultural Luso-Brasileira e representou o Ministério da Ciência e Tecnologia em várias comissões mistas e reuniões internacionais sobre Ciência e Tecnologia e o Ministério das Relações Exteriores no II Encontro Nacional das Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais, em Belo Horizonte (MG); na IX Conferência Regional das Comissões Nacionais para a Unesco de países da América Latina e do Caribe no Rio de Janeiro, no I Encontro de Ministros da Cultura da América Latina e Caribe em Brasília e na III Reunião do Grupo de Trabalho do Protocolo nº 18 de Integração Cultural Brasil-Argentina no Rio de Janeiro.

Foi delegado, também em 1989, da XXV Sessão da Conferência Geral da Unesco em Paris, 1989; no encontro dos Chefes de Estado de língua portuguesa em São Luiz do Maranhão e na II Reunião da Comissão Mista Cultural Brasil-RFA em Bonn (Alemanha). No ano seguinte chefiou a delegação que integrou o II Encontro de Ministros da Cultura da América Latina e do Caribe em Mar del Plata (Uruguai) e a I Reunião da Comissão Mista Cultural Brasileiro-Soviética em Brasília.

Coordenou, também em 1990, a Seção Brasileira do Grupo Mercado Comum Brasil-Argentina e chefe da equipe negociadora do Brasil do Tratado de Assunção. De 1990 a 1991 foi co-presidente da Seção Brasileira do Comitê Permanente de Política Nuclear Brasil-Argentina e chefiou a equipe negociadora do Brasil do Acordo entre os Governos da República Argentina, da República Federativa do Brasil, da República do Paraguai e da República Oriental do Uruguai e o governo dos Estados Unidos da América relativo a um Conselho sobre Comércio e Investimentos no âmbito da Iniciativa para as Américas.

Em 1992 participou como delegado da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro. Celso Amorim é detentor do Prêmio Rio Branco, da Medalha de Vermeil, da Ordem do Rio Branco e da Ordem de Orange-Nassau, como Grande Oficial.

 

 

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