Celso
Luiz Nunes Amorim, antes de assumir o ministério
das Relações Exteriores, foi embaixador
do Brasil em Londres. Nasceu em Santos (SP) em 3 de junho
de 1942, filho de Vicente Matheus Amorim e Beatriz Nunes
Amorim. É casado com Ana Amorim, com quem tem os
filhos Vicente, Anita, João e Pedro. Após
a conclusão da formação no Instituto
Rio Branco (IRBr), do Itamaraty, tornou-se mestre em Relações
Internacionais, em 1967, na Academia Diplomática
de Viena.
Foi
ministro das Relações Exteriores durante
o governo Itamar Franco no período de 1992 a 1994.
Formado em diplomacia pelo Instituto Rio Branco, é
doutor em ciência política pela London School
of Economics. De 1979 a 1982 foi diretor geral da Embrafilme
e posteriormente representou o Itamaraty junto ao Conselho
Nacional de Cinema (Concine). Na Universidade de Brasília
(UnB), lecionou Ciência Política e Relações
Internacionais de 1977 a 1979.
Exerceu
a função de assessor de Cooperação
e Programas Especiais do Ministério da Ciência
e Tecnologia de 1985 a 1987 e de secretário especial
de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência
e Tecnologia de 1987 a 1988.
Na
carreira diplomática tornou-se terceiro secretário,
em 1965; segundo, em 1967, primeiro, em 1973; conselheiro,
em 1977; ministro de Segunda Classe, em 1980, e de Primeira
Classe, em 1989. No exterior, em Londres (Inglaterra),
foi cônsul-adjunto de 1968 a 1969 e segundo secretário,
de 1969 a 1971.
Nos
Estados Unidos, Amorim exerceu a função
de segundo secretário na Organização
dos Estados Americanos (OEA), em Washington, de 1972 a
1973; de primeiro secretário no período
de 1973 a 1974 e, ainda, de encarregado de Negócios
no ano de 1973. Em Haia (Holanda) foi ministro-conselheiro
de 1982 a 1985 e encarregado de Negócios de 1983
a 1985 - e ainda fez parte da Delegação
Permanente em Genebra.
Em
1965, participou como membro da III Reunião de
Grupo Misto de Cooperação Industrial Brasil-Espanha,
em Madri. Atuou como observador em 1969 na Conferência
sobre Desenvolvimento da Universidade de Cambridge (Inglaterra)
e, em 1972, na Conferência Interamericana Especializada
sobre Ciência e Tecnologia em Brasília.
Ainda
em 1972, foi delegado do II Período Ordinário
de Sessões da Assembléia Geral da OEA em
Washington, da LXVIII Reunião do Comitê Executivo
da Opas, também na capital norte-americana, e assessor
da Reunião de Técnicos Governamentais em
Washington.
No
ano de 1973, Celso Amorim foi delegado em Washington (EUA)
no III Período Ordinário de Sessões
da OEA; II Período de Reunião da Comissão
Especial para a Reestruturação do Sistema
Interamericano; da II Reunião de Consulta da Cecon
sobre Negociações Comerciais Multilaterais,
da IV Reunião Ordinária da Cecon; da Reunião
do Comitê Diretivo Permanente dos Congressos Interamericanos
de Turismo; e da Reunião de Técnicos Governamentais
em Propriedade Industrial. Em Bogotá (Colômbia)
participou da VIII Reunião Anual do CIES, em Quito
(Equador) da XV Cepal e em Nova York (EUA) da LIV Sessão
do Ecosoc.
No
ano de 1974 chefiou a III Reunião Extraordinário
da Cecon, e participou da Sessão Preparatória
do Grupo de Trabalho sobre Empresas Transnacionais (Novo
Diálogo) e do V Período de Reunião
da Comissão Especial para a Reestruturação
do Sistema Interamericano, ambos eventos em Washington
(EUA). Participou ainda como delegado da IX Reunião
Anual do Cies em Quito (Equador); do IV Período
Ordinário de Sessões da Assembléia
Geral da OEA, em Atlanta (EUA); do Colóquio sobre
aspectos Legais da Cooperação Interamericana
em Geórgia (EUA); da XV Reunião de Consulta
dos Chanceleres Americanos, em Quito (Equador).
Celso
Amorim foi, em 1985, subchefe da Delegação
Brasileira na II Conferência de Ministros Encarregados
da Aplicação da Ciência e Tecnologia
ao Desenvolvimento na América Latina e Caribe em
Brasília e chefiou o Encontro de Funcionários
Governamentais, Cientistas e Empresários do Brasil
e da Argentina vinculados à área de Biotecnologia
na Argentina.
No
ano de 1986, foi delegado na Reunião Ministerial
das partes Contratantes do Acordo Geral sobre Tarifas
Aduaneiras e Comércio (GATT), em Punta del Este
(Uruguai) e nos entendimentos com o Governo dos Estados
Unidos sobre assuntos do relacionamento econômico-comercial
em Paris. Chefiou a Subcomissão Intergovernamental
Brasil-URSS de Cooperação Comercial, Econômica,
Científica e Tecnológica, Brasília,
em 1986, e a missão do Ministério da Ciência
e Tecnologia para entendimentos com autoridades do Governo
da República Democrática Alemã e
República Popular da Hungria em 1988.
Em
1989, foi chefe da VII Reunião da Comissão
Mista Cultural Luso-Brasileira e representou o Ministério
da Ciência e Tecnologia em várias comissões
mistas e reuniões internacionais sobre Ciência
e Tecnologia e o Ministério das Relações
Exteriores no II Encontro Nacional das Assessorias das
Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais,
em Belo Horizonte (MG); na IX Conferência Regional
das Comissões Nacionais para a Unesco de países
da América Latina e do Caribe no Rio de Janeiro,
no I Encontro de Ministros da Cultura da América
Latina e Caribe em Brasília e na III Reunião
do Grupo de Trabalho do Protocolo nº 18 de Integração
Cultural Brasil-Argentina no Rio de Janeiro.
Foi
delegado, também em 1989, da XXV Sessão
da Conferência Geral da Unesco em Paris, 1989; no
encontro dos Chefes de Estado de língua portuguesa
em São Luiz do Maranhão e na II Reunião
da Comissão Mista Cultural Brasil-RFA em Bonn (Alemanha).
No ano seguinte chefiou a delegação que
integrou o II Encontro de Ministros da Cultura da América
Latina e do Caribe em Mar del Plata (Uruguai) e a I Reunião
da Comissão Mista Cultural Brasileiro-Soviética
em Brasília.
Coordenou,
também em 1990, a Seção Brasileira
do Grupo Mercado Comum Brasil-Argentina e chefe da equipe
negociadora do Brasil do Tratado de Assunção.
De 1990 a 1991 foi co-presidente da Seção
Brasileira do Comitê Permanente de Política
Nuclear Brasil-Argentina e chefiou a equipe negociadora
do Brasil do Acordo entre os Governos da República
Argentina, da República Federativa do Brasil, da
República do Paraguai e da República Oriental
do Uruguai e o governo dos Estados Unidos da América
relativo a um Conselho sobre Comércio e Investimentos
no âmbito da Iniciativa para as Américas.
Em
1992 participou como delegado da Conferência das
Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
no Rio de Janeiro. Celso Amorim é detentor do Prêmio
Rio Branco, da Medalha de Vermeil, da Ordem do Rio Branco
e da Ordem de Orange-Nassau, como Grande Oficial.
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