Desde
o começo de sua carreira, a ex-senadora Marina
Silva esteve ligada a causas ecológicas. Nasceu
no estado do Acre em 1958, com o nome de Maria Osmarina
Silva de Lima. Filha de seringueiros, teve que enfrentar
dificuldades desde jovem. Só aprendeu a ler aos
14 anos. Ficou órfã de mãe aos 16
anos. Trabalhou como doméstica e chegou a sonhar
em ser freira.
Mas
acabou se formando em história na Universidade
Federal do Acre em 1985 e começou a atuar nas Comunidades
Eclesiais de Base (CEBs) da Igreja Católica. Nessa
época também foi ligada ao Partido Revolucionário
Comunista (PRC), um grupo clandestino que lutava contra
os governos militares. Em 1984, fundou a Central Única
dos Trabalhadores no seu estado juntamente com o seringueiro
e ambientalista Chico Mendes. Em 1988, foi a vereadora
mais votada em Rio Branco, capital do Acre, e, em 1990,
eleita deputada estadual.
Quatro
anos depois, Marina foi a mais jovem senadora eleita no
Brasil. Foi reeleita em 2002 como a senadora mais votada
do Acre. Em todos os mandatos, se destacou na defesa dos
índios, meio-ambiente, direitos femininos e excluídos
sociais. Entre suas bandeiras estão o desenvolvimento
sustentável e a inclusão social.
Hoje,
é membro titular da Comissão de Educação
e Assuntos Sociais do Senado, na qual apresentou recentemente
um projeto que regulamenta a publicidade oficial do governo.
Participa de comissões especiais como a do Calha
Norte, que avalia a ocupação desse local,
no Rio Amazonas, pelo Exército. Participa também
da Comissão de Política de Desenvolvimento
da Amazônia. Com quatro filhos, recentemente Marina
Silva superou uma doença neurológica causada
por contaminação de metais pesados.
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