Nilmário Miranda é
mineiro, tem 54 anos e é casado com Stael, professora de
Sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais, e pai
de Renata (30 anos), Fernanda (27) e Vítor (20 anos).
Foi preso político durante três anos e um mês, tendo
sido libertado em 1975.
Foi deputado estadual em
Minas Gerais de 1986 a 1980 e deputado federal duas vezes
pelo Partido dos Trabalhadores (PT), onde ocupou o cargo
de presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
e recebeu Nota 10 do Diap. Foi candidato derrotado ao
governo de Minas nas últimas eleições.
Sempre esteve envolvido
pessoalmente, durante todo esse período, na luta pelos
direitos humanos em situações cruciais, como nos casos
do massacre de lavradores sem terra em Corumbiara/RO, da
escravidão no trabalho e dos mortos e desaparecidos
políticos. É autor de várias publicações sobre o
assunto, como o livro Dos filhos deste solo, livro de 650
páginas, lançado em agosto de 1999, juntamente com e o
jornalista Carlos Tibúrcio.
Considera uma das maiores
vitórias no campo dos direitos humanos no país a
aprovação da lei que reconheceu os mortos e
desaparecidos pelo regime militar. Classifica os direitos
humanos como uma das maiores bandeiras mundiais da
atualidade, que ultrapassa fronteiras, partidos e
ideologias.
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