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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Solidariedade ao povo iraquiano

 

 

Solidariedade à Resistencia Iraquiana contra a Ocupação
 

No próximo dia 15, em Paris (França) ocorrerá a Conferência Internacional de Solidariedade com a Luta do Povo Iraquiano, que será presidida pelo primeiro presidente da Argelia após a descolonização, Ben Bella. O Ato internacional será um marco na campanha de solidariedade aos iraquianos, ao qual estão aderindo pessoas de todas as partes do mundo.

Nesse momento, no Iraque, as tropas imperialistas de ocupação são crescentemente fustigadas pela inssureição que se instalou no país e sofrem pasadas baixas. Mais do que nunca, é a hora da solidariedade de todos os povos do mundo para exigir o fim da ocupação do Iraque.

O Manifesto que está abaixo está circulando por todos os continentes e em diversas línguas. No Brasil, já conta com a adesão de personalidades como:
Renato Rabelo, presidente do PCdoB;
João Pedro Stédile, da coordenação do MST;
João Paulo, prefeito do Recife;
Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e deputado federal (PT/SP);
Luís Carlos Hauly, deputado federal (PSDB/PR);
João Quartim de Moraes, professor da Unicamp;
João Guilherme Vargas Netto, assessor sindical;
Márcio Baraldi, desenhista,;
Cesar Benjamin, jornalista e editor do portal "Outro Brasil".

Leia e assine você também. Participe desta iniciativa internacionalista.

CONVITE PARA ADESÃO

 CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE

COM A LUTA DO POVO IRAQUIANO

 

Paris (França), dia 15 de maio de 2004
 

Solicitamos sua adesão ao manifesto ou sua presença no evento 

Resistência Democrática Internacional


Anteriormente à invasão do Iraque pelos EUA e pela Grã-Bretanha, o mundo conheceu grandes manifestações em oposição à guerra. Inclusive no Conselho de Segurança da ONU, vários governos opuseram-se aos desejos de Bush. Apesar disso, Washington violando a legalidade internacional e contra a vontade da maioria dos povos, invadiu o Iraque.

Para consolidar a ocupação, montou-se rapidamente a conhecida comédia de se nomear um suposto “governo provisório” formado por diversos colaboracionistas escolhidos pelo próprio invasor. Bush e seus assessores acreditavam que, diante da enorme disparidade de forças, a ocupação seria um passeio fácil. Mas, foram defrontados com a luta de uma resistência cada vez mais ativa e numerosa, que vai crescentemente aumentando os problemas da ocupação.

Hoje no Iraque, a realidade é que existem dois grupos numa luta encarniçada. De um lado, o povo iraquiano, a resistência, diversa, pluralista, formada por um amplo leque de forças patrióticas. De outro, o imperialismo norte-americano acompanhado de uma série de governos subalternos e de colaboracionistas iraquianos, herdeiros daqueles que a história já conheceu quando das ocupações de Hitler.

A ocupação é um atentado intolerável ao direito internacional. Bush quer consagrar o “direito de ingerência” e as chamadas “guerras preventivas”: ou seja, sua liberdade de ingerência e seu direito a bombardear e ocupar aqueles países que por uma outra razão tenham interesse de dominar, ou governos que pretendam destruir. A opinião pública mundial é burlada indecentemente, inventando-se perigos, armas de destruição em massa inexistentes, ou grupos terroristas fantasiosos. A realidade é que eles, e os que estão por trás deles, pensam que é o momento de os Estados Unidos dominarem o mundo, antes que outros países reajam ou que os povos do mundo aumentem sua consciência do grave perigo para a humanidade que representa a atual política imperialista. Bush anunciou seu projeto de “reorganização para o Oriente próximo”. Um Oriente próximo desde o Atlântico até as fronteiras com a China, sob o controle dos EUA, enquanto segue adiante com o massacre do povo palestino, sendo o muro de Sharon a consagração da pior política em relação à Palestina.

No ano passado 30 milhões de pessoas saíram às ruas por todo o mundo, condenando as intenções belicistas de Bush, defendendo a paz e o direito internacional. Acreditamos que o espírito daquelas manifestações deve continuar. É hora de não permanecer calados diante da ocupação imperialista dos EUA. Diante deste crime contra a humanidade de se exigir que saiam do Iraque todas as tropas estrangeiras. É hora de dizer a Bush que não estamos dispostos a vender nossa consciência e submetermo-nos à sua brutalidade.

É a hora da solidariedade com a resistência iraquiana, que em condições muito difíceis, está combatendo na linha de frente o imperialismo. Uma resistência patriótica, plural, de distintas ideologias, crenças, culturas e organizações, coincidentes em um objetivo: expulsar os invasores da sua pátria. Objetivamente sua luta é parte do combate mundial contra o expansionismo militar dos EUA. Os problemas que a resistência cria às tropas norte-americanas e ao presidente Bush, os golpes que lhe desfere, a insegurança que causa entre o povo norte-americano, favorecem a luta dos povos e os Estados de qualquer região do mundo pela paz, soberania e por uma ordem internacional democrática. Favorecem também a luta dos povos contra as ingerências norte-americanas em apoio às oligarquias reacionárias locais. Em todo o mundo repetimos que “outro mundo é possível” e a realidade é que a resistência iraquiana é um aliado destacado para os povos que lutam por este “outro mundo”.

Permitimo-nos insistir: as motivações que originaram as amplas lutas contra a guerra seguem vivas. A luta contra a ocupação, a hegemonia dos EUA, cada dia mais tirânica, o desprezo à soberania dos países, e em apoio àqueles que no Iraque lutam contra estas intenções de totalitarismo internacional.

Convidamos todas as organizações populares, democráticas e progressistas, as personalidades honradas do mundo, àqueles que lutam por um mundo mais justo, mais livre e mais humano; chamamos todos à solidariedade com a luta do povo iraquiano contra a ocupação imperialista.

Com este espírito, anunciamos a convocação da Conferência Internacional de Solidariedade com a Luta do Povo Iraquiano que será realizada em Paris, França.

Paris, sábado 15 de Maio de 2004
De 9 às 17 horas
FIAP – Jean Monnet
30, rue Cabanis
75014 Paris
Tel : 01 43 13 17 00 (FIAP)

Resistencia Democrática Internacional

 
Veja a lista completa que já conta com 0 participantes.

 

 
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