Solidariedade à Resistencia Iraquiana contra a Ocupação
No próximo dia 15, em Paris (França)
ocorrerá a Conferência Internacional de Solidariedade com a Luta do Povo
Iraquiano, que será presidida pelo primeiro presidente da Argelia após a
descolonização, Ben Bella. O Ato internacional será um marco na campanha
de solidariedade aos iraquianos, ao qual estão aderindo pessoas de todas
as partes do mundo.
Nesse momento, no Iraque, as tropas imperialistas de ocupação são
crescentemente fustigadas pela inssureição que se instalou no país e
sofrem pasadas baixas. Mais do que nunca, é a hora da solidariedade de
todos os povos do mundo para exigir o fim da ocupação do Iraque.
O Manifesto que está abaixo está circulando por todos os continentes e em
diversas línguas. No Brasil, já conta com a adesão de personalidades como:
Renato Rabelo, presidente do PCdoB;
João Pedro Stédile, da coordenação do MST;
João Paulo, prefeito do Recife;
Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado e deputado federal (PT/SP);
Luís Carlos Hauly, deputado federal (PSDB/PR);
João Quartim de Moraes, professor da Unicamp;
João Guilherme Vargas Netto, assessor sindical;
Márcio Baraldi, desenhista,;
Cesar Benjamin, jornalista e editor do portal "Outro Brasil".
Leia e assine você também. Participe desta iniciativa internacionalista.
CONVITE PARA ADESÃO
CONFERÊNCIA
INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE
COM A LUTA DO POVO IRAQUIANO
Paris (França), dia 15 de maio de 2004
Solicitamos sua adesão ao manifesto ou sua presença no evento
Resistência Democrática Internacional
Anteriormente à invasão do
Iraque pelos EUA e pela Grã-Bretanha, o mundo conheceu grandes
manifestações em oposição à guerra. Inclusive no Conselho de Segurança da
ONU, vários governos opuseram-se aos desejos de Bush. Apesar disso,
Washington violando a legalidade internacional e contra a vontade da
maioria dos povos, invadiu o Iraque.
Para consolidar a ocupação, montou-se rapidamente a conhecida comédia de
se nomear um suposto “governo provisório” formado por diversos
colaboracionistas escolhidos pelo próprio invasor. Bush e seus assessores
acreditavam que, diante da enorme disparidade de forças, a ocupação seria
um passeio fácil. Mas, foram defrontados com a luta de uma resistência
cada vez mais ativa e numerosa, que vai crescentemente aumentando os
problemas da ocupação.
Hoje no Iraque, a realidade é que existem dois grupos numa luta
encarniçada. De um lado, o povo iraquiano, a resistência, diversa,
pluralista, formada por um amplo leque de forças patrióticas. De outro, o
imperialismo norte-americano acompanhado de uma série de governos
subalternos e de colaboracionistas iraquianos, herdeiros daqueles que a
história já conheceu quando das ocupações de Hitler.
A ocupação é um atentado intolerável ao direito internacional. Bush quer
consagrar o “direito de ingerência” e as chamadas “guerras preventivas”:
ou seja, sua liberdade de ingerência e seu direito a bombardear e ocupar
aqueles países que por uma outra razão tenham interesse de dominar, ou
governos que pretendam destruir. A opinião pública mundial é burlada
indecentemente, inventando-se perigos, armas de destruição em massa
inexistentes, ou grupos terroristas fantasiosos. A realidade é que eles, e
os que estão por trás deles, pensam que é o momento de os Estados Unidos
dominarem o mundo, antes que outros países reajam ou que os povos do mundo
aumentem sua consciência do grave perigo para a humanidade que representa
a atual política imperialista. Bush anunciou seu projeto de “reorganização
para o Oriente próximo”. Um Oriente próximo desde o Atlântico até as
fronteiras com a China, sob o controle dos EUA, enquanto segue adiante com
o massacre do povo palestino, sendo o muro de Sharon a consagração da pior
política em relação à Palestina.
No ano passado 30 milhões de pessoas saíram às ruas por todo o mundo,
condenando as intenções belicistas de Bush, defendendo a paz e o direito
internacional. Acreditamos que o espírito daquelas manifestações deve
continuar. É hora de não permanecer calados diante da ocupação
imperialista dos EUA. Diante deste crime contra a humanidade de se exigir
que saiam do Iraque todas as tropas estrangeiras. É hora de dizer a Bush
que não estamos dispostos a vender nossa consciência e submetermo-nos à
sua brutalidade.
É a hora da solidariedade com a resistência iraquiana, que em condições
muito difíceis, está combatendo na linha de frente o imperialismo. Uma
resistência patriótica, plural, de distintas ideologias, crenças, culturas
e organizações, coincidentes em um objetivo: expulsar os invasores da sua
pátria. Objetivamente sua luta é parte do combate mundial contra o
expansionismo militar dos EUA. Os problemas que a resistência cria às
tropas norte-americanas e ao presidente Bush, os golpes que lhe desfere, a
insegurança que causa entre o povo norte-americano, favorecem a luta dos
povos e os Estados de qualquer região do mundo pela paz, soberania e por
uma ordem internacional democrática. Favorecem também a luta dos povos
contra as ingerências norte-americanas em apoio às oligarquias
reacionárias locais. Em todo o mundo repetimos que “outro mundo é
possível” e a realidade é que a resistência iraquiana é um aliado
destacado para os povos que lutam por este “outro mundo”.
Permitimo-nos insistir: as motivações que originaram as amplas lutas
contra a guerra seguem vivas. A luta contra a ocupação, a hegemonia dos
EUA, cada dia mais tirânica, o desprezo à soberania dos países, e em apoio
àqueles que no Iraque lutam contra estas intenções de totalitarismo
internacional.
Convidamos todas as organizações populares, democráticas e progressistas,
as personalidades honradas do mundo, àqueles que lutam por um mundo mais
justo, mais livre e mais humano; chamamos todos à solidariedade com a luta
do povo iraquiano contra a ocupação imperialista.
Com este espírito, anunciamos a convocação da Conferência Internacional de
Solidariedade com a Luta do Povo Iraquiano que será realizada em Paris,
França.
Paris, sábado 15 de Maio de 2004
De 9 às 17 horas
FIAP – Jean Monnet
30, rue Cabanis
75014 Paris
Tel : 01 43 13 17 00 (FIAP)
Resistencia Democrática Internacional
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