11 de Maio de 2017 - 14h20

Curitiba, prova zero contra Lula e a defesa das conquistas

“Estou sendo julgado por um powerpoint e por uma tese eminentemente política” – esta frase, dita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no depoimento prestado nesta quarta-feira (10) à Justiça Federal, resume de forma precisa a natureza daquele processo.

O que esteve em jogo ali não foram as alegadas denúncias de corrupção, que formam o cenário montado contra Lula, mas o governo do ex-presidente, o programa político que implantou durante seus dois mandatos e as muitas conquistas obtidas pelo Brasil e os brasileiros. Lula reforçou esta denúncia ao dizer que está sendo alvo da “maior caçada midiática e judicial”.

O longo depoimento foi resumido por um dos advogados de Lula ao dizer que o resultado é “prova zero” contra o ex-presidente. Isto pode ser constatado por qualquer pessoa que se disponha a assistir os vídeos da audiência, ocasião em que não foram apresentadas provas.

Junto com o legado e os direitos individuais do ex-presidente Lula, também estavam em questão as liberdades conquistadas com muito esforço de nosso povo, dos democratas e progressistas de nosso país. E a defesa dessa conquista foi um fator que também mobilizou dezenas de milhares de pessoas de quase todos os estados brasileiros, além da solidariedade a Lula.

A expressiva mobilização vista nesta quarta-feira (10) em Curitiba demonstra uma crescente disposição do movimento social de ocupar as ruas em defesa de conquistas históricas, de seus direitos e da democracia duramente golpeada há justamente um ano. As manifestações ocorridas nos dias 8, 15 e 31 de março, bem como a greve geral do dia 28 de abril, ajudam a evidenciar ainda mais a poderosa energia do povo mobilizado e em luta.

Esse potencial esta sendo amplificado pela mobilização denominada “Ocupa Brasília”, promovida unitariamente por todas as centrais sindicais, e que culminará com uma grande Marcha dos Trabalhadores na capital federal em defesa dos seus direitos e contra as reformas trabalhista e previdenciária. Mais uma vez, o conjunto do movimento social se unirá à luta dos trabalhadores e, juntos, buscarão o apoio do conjunto da sociedade e dos democratas para fortalecer a resistência contra o governo ilegítimo, impedir novos retrocessos e restabelecer a plena democracia no Brasil.

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