Em 2018 ampliar a resistência em defesa da nação brasileira

Fazer um balanço de 2017 não é tarefa trivial. Este ano talvez venha a ser lembrado como o ano do desmonte do Estado brasileiro, do violento e radical ataque aos direitos do povo e dos trabalhadores, do corte nos recursos do governo em saúde, educação, investimentos públicos, do atentado à soberania nacional e da submissão do Brasil ao mando do imperialismo.

Um signo do descaso do governo ilegítimo pelo povo e pelos trabalhadores pode ser visto no reajuste do salário mínimo de 2018, que vai para R$ 954, o menor desde 1993 – aumento de somente R$ 17,00. Traduz de modo veemente o enorme desprezo do governo ilegítimo dirigido por Michel Temer pelo povo mais pobre.

A lista de descalabros é enorme. Do ponto de vista da soberania nacional, 2017 foi marcado pela denúncia da entrega de riquezas nacionais, no mar e na Amazônia, ao capital estrangeiro. O cobiçado pré-sal foi dado de presente a empresas estrangeiras do petróleo. Além disso, o governo golpista, num cúmulo de submissão, abriu mão de riquezas que superam assombroso trilhão de reais, ao abrir mão de impostos e isenções fiscais em benefício daquelas empresas.

Um grande atentado cometido contra os trabalhadores foi a imposição da contrarreforma trabalhista, que rasgou a CLT, resultado de décadas de lutas por direitos sociais. E criou uma situação de terra sem lei no mundo do trabalho e impôs uma limitação severa à organização sindical, eliminando as formas de financiamento da luta dos trabalhadores.

Na economia, a tradução da política do governo golpista é o gigantesco número de brasileiros desempregados – que alcança 13 milhões de trabalhadores, número ainda maior (passa de 25 milhões) quando se soma a ele aqueles que penam no subemprego ou em trabalhos precarizados.
Reflexo da inédita, na história, paralisia e retrocesso da indústria, que chegou a um nível de participação no PIB inferior ao que tinha faz mais de 70 anos, em 1947.

O descaso com a educação e o tratamento policialesco das universidades resultou em uma tragédia, em 2 de outubro – na morte do reitor Luiz Carlos Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), injustamente acusado de corrupção e que teve sua vida devassada pela Polícia Federal. Ação que foi repetida, cerca de dois meses depois, por ação semelhante contra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde o reitor e um grupo de professores foram levados presos devido a acusações igualmente infundadas.

É necessário lembrar a vitoriosa greve nacional de 28 de abril, que expressou uma poderosa unidade das centrais sindicais e sinalizou a disposição dos brasileiros em não arriar as bandeiras e prosseguir na luta.

Estes são apenas alguns acontecimentos que marcaram este ano de grandes lutas e de resistência democrática, patriótica e legalista. Resistência que, tendo sido enorme em 2017, se anuncia ainda maior para o ano que começa.

Ano em que o grande desafio será a construção de um programa avançado e democrático para a saída da crise, pela retomada do patrimônio nacional, das riquezas dilapidadas pelo governo golpista. Retomada do desenvolvimento, do emprego e da distribuição de renda. Da soberania nacional e do avanço do bem-estar dos brasileiros.

Programa em torno do qual se organize a frente ampla, necessária para a retomada da democracia, soberania nacional, desenvolvimento, emprego e distribuição de renda.

A luta se anuncia intensa e nela o Brasil e os brasileiros estão em jogo, e precisam vencer! Faz parte do esforço para unir o povo e fortalecer a luta contra a ameaça fascista que ronda o Brasil.




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