26 de Novembro de 2017 - 20h29

Greve nacional contra o ataque à Previdência

Seguindo sua tradição de luta, que se confirma cotidianamente, os trabalhadores brasileiros realizarão uma greve nacional em 5 de dezembro, em defesa de seus direitos e contra a reforma da Previdência, que piora em muito as restrições já existentes (como o fator previdenciário, por exemplo) e impede, na prática, que os trabalhadores se aposentem tamanhas são as restrições aos direitos previdenciários que Michel Temer tenta impor.

A convocação foi feita aos sindicatos e movimentos sociais nesta sexta-feira (24), por unanimidade, pelas nove centrais sindicais: CTB, CUT, NCST, Força Sindical, CSB, UGT, Intersindical; CSP-Conlutas e CGTB. Unidade na luta semelhante à que ocorreu na greve geral de 28 de abril – quando, a despeito de diferentes opiniões existentes entre as centrais em relação ao golpe de 2016, a unidade revelou a força concreta, real, da luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

A data escolhida para a greve (5 de dezembro) tem sentido tático – trata-se da véspera do dia previsto para a votação na Câmara dos Deputados da proposta de contrarreforma da Previdência apresentada pelo governo no dia 22. A “nova proposta” tenta disfarçar o violento ataque aos direitos dos trabalhadores, fixa idades mínimas draconianas para homens (65 anos) e mulheres (62), aumenta o prazo de contribuição para 40 anos e reduz o valor das aposentadorias e demais benefícios previdenciários.

Na nota divulgada para convocar a greve, as centrais acusam o governo ilegítimo de tentar, com a contrarreforma, desmontar a Previdência. Ao convocar a greve, as centrais fazem uma advertência aos parlamentares: “Não mexa nos direitos dos trabalhadores!”. Para Adilson Araújo, presidente da CTB, a greve será uma “resposta contundente” à tentativa antidemocrática e antipopular do governo Temer que, “sem pudor, ilude, através de uma campanha publicitária sórdida e que mente descaradamente para o nosso povo”.


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