25 de Outubro de 2017 - 18h27

A conduta inaceitável de Temer

O balcão de negócios em que se transformou a Presidência da República, com o único intuito de salvar a pele do ilegítimo Michel Temer, não tem paralelo em nossa história, assim como era inédito o fato de um presidente da República ser denunciado como criminoso, no exercício do cargo.

Nas negociatas, a moeda de troca infame são os direitos do povo e dos trabalhadores e a soberania nacional. A nação brasileira assiste estarrecida à permuta de votos por liberação de trabalho escravo e isenção de multas ambientais de latifundiários inescrupulosos; vergonhosas transações com multas e dívidas junto à Fazenda Nacional em favor de empresários sonegadores e até de parlamentares; liberação de emendas orçamentárias e promessas de recursos até mesmo do orçamento de 2018, que sequer foi aprovado; nomeações para cargos públicos como nunca se viu na história desse país.

Some-se a esse balcão de negociatas, a agenda contrária aos interesses nacionais e aos direitos dos trabalhadores. As reformas trabalhista e previdenciária extinguem conquistas obtidas pelos trabalhadores ao longo de décadas e consolidadas na Constituição Federal e na CLT. O congelamento de gastos públicos com saúde, educação, assistência social suprime os avanços que o país obteve nos últimos tempos e leva o Brasil de volta ao Mapa da Fome. Os cortes no orçamento da ciência e tecnologia paralisam o desenvolvimento de pesquisas e promovem o atraso tecnológico.

Temer promove o maior desmonte do patrimônio público já visto na história do Brasil. Ele e seu parceiro, Henrique Meireles, anunciam mundo a fora a venda de patrimônio que nãos lhes pertence, mas sim ao povo brasileiro.

A privatização da Eletrobras já está em curso com a venda de empresas hidrelétricas e de linhas de transmissão. A venda de ativos da Petrobras enfraquece a maior empresa brasileira e prepara sua privatização tendo como joia da coroa o do pré-sal, cobiçado pelas multinacionais. O BNDES é esvaziado e perde seu papel de indutor do desenvolvimento nacional através do fomento às empresas brasileiras. Banco do Brasil, Caixa Econômica, portos, aeroporto, rodovias e até a Casa da Moeda estão na mira da sanha privatista.

Já passa da hora de pôr um fim a esse desgoverno, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros e que se sustenta apenas em função dos interesses de negociatas e graças ao apoio de grupos econômicos nacionais e internacionais cujo único interesse é apoderar-se das riquezas do país e explorar ainda mais os trabalhadores.

Para a população, é inaceitável a permanência de Temer e sua agenda antinacional e antipopular. É inaceitável que um governo afundado em denúncias de corrupção seja sequer investigado. O povo brasileiro já condenou Temer e seu governo ao lixo da história. A decisão da Câmara dos Deputados de não afastar Temer para que o STF investigue a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República, não o absolverá da condenação política e da rejeição ao seu governo.

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