22 de Fevereiro de 2017 - 20h20

A opção antipovo de Temer 

A cena final do filme O Capital (2012), do cinesata grego Constantin Costa-Gavras, traz uma descrição perfeita do espírito que predomina no governo ilegítimo de Michel Temer: a opção contra o povo.

Naquela cena o protagonista Marc Tourneuil, indicado para o cargo de presidente de um banco ligado à especulação financeira, afirma-se, sob aplausos feéricos da assembleia de banqueiros, um Robin Hood moderno, que rouba dos pobres para tornar os ricos mais ricos.

Os brasileiros não gostam de Temer, desde a origem obscura e golpista de seu governo para o qual não teve sequer um voto popular. Por uma razão simples e direta: este governo fez, para usar uma metáfora oposta a outra já empregada por movimentos religiosos, uma opção contra os pobres.

Esta opção pode ser vista nas várias medidas que atentam contra os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores e do povo – como a tentativa de impor 50 de anos de trabalho para aposentadoria, e que verdadeiramente inviabiliza e afasta a maioria do povo deste benefício. “Reforma” que aprofunda e dá consequência a outra iniciativa antipovo, a chamada PEC do Teto, que corta e elimina gastos sociais previstos na Constituição de 1988, voltados para saúde, educação e investimentos públicos. Tudo isso para economizar dinheiro público, permitindo que o governo pague os extorsivos juros cobrados pela ganância financeira.

Opção antipovo que pode ser vista também na postura subserviente do governo ilegítimo e sua política externa em relação aos interesses do imperialismo, principalmente dos EUA, e de suas empresas petrolíferas. As medidas que o governo toma nessa direção significam a entrega da enorme riqueza do pré-sal a empresas multinacionais, em claro prejuízo para o Brasil e os brasileiros. Da mesma forma como toma medidas para permitir a venda de terras para estrangeiros.

O desagrado popular contra Temer e suas políticas de Robin Hood moderno pode ser visto em São Paulo, no acampamento organizado pelo Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em protesto contra Emenda do Teto dos Gastos e em defesa dos programas de moradia popular, como o Minha Casa Minha Vida, contra os ataques do governo golpista.

Movimentos de protesto que crescerão nos próximos dias, quando ocorrerão manifestações populares previstas para o dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) e a grande manifestação marcada pelas centrais sindicais para o dia 15 de março.

Os brasileiros não gostam de Temer e reprovam as medidas a favor apenas dos especuladores e contra os direitos sociais do povo e dos trabalhadores, e que ameaçam e enxovalham a soberania nacional e a democracia. As ações do governo ilegítimo e golpista marcam sua opção elitista e antipopular, contra a democracia, contra o Brasil e contra os brasileiros.
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