O porta-voz da Presidência da República,
André Singer, anunciou nesta sexta-feira
(31) os nomes dos escolhidos pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para
substituir nove ministros — oito que deixam
o governo para concorrer às eleições
de outubro e um que troca de pasta. Singer
informou que cinco dos novos ministros
vão ocupar os cargos definitivamente
e quatro, interinamente.
Lula recebeu o pedido de exoneração
dos ministros:
—
Agnelo Queiroz (Esporte), que reassume
o mandato de deputado (PCdoB-DF) se candidata
ao governo do Distrito Federal;
—
Alfredo Nascimento (Transportes), que
disputa a vaga de senador do Amazonas
pelo PL;
—
Ciro Gomes (Integração Nacional),
que deve ser o puxador de votos do PSB
na chapa para deputado federal no Ceará;
— Jaques Wagner (Relações
Institucionais), do PT, que se candidatará
ao governo da Bahia;
— José Alencar (Defesa), que se
cesincompatibiliza dizendo que "não
é candidato a nada" e filiado
ao recém-fundado PRB, mas é
uma alternativa inclusive para repetir
a chapa como vice de Lula;
—
José Fritsch (Aquicultura e Pesca),
que deve ser o candidato do PT ao governo
de Santa Catarina;
—
Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário),
que concorrerá à vaga do
Rio Grande do Sul para o Senado, pelo
PT;
—
Saraiva Felipe (Saúde), que se
recandidata à Câmara dos
Deputados pelo PMDB de Minas Gerais;
—
e Waldir Pires (Controladoria-Geral da
União), remanejado para o Ministério
da Defesa.
De
acordo com o porta-voz, os novos ministros
escolhidos para ficar até o fim
do governo são Orlando Silva Junior,
que ocupará a pasta do Esporte;
Paulo Sérgio de Oliveira Passos,
dos Transportes; Tarso Genro, das Relações
Institucionais; Waldir Pires, que troca
a CGU pela Defesa; e Pedro Brito, da Integração
Nacional.
Os
ministros escolhidos para ocupar pastas
interinamente são Altemir Gregolin
(Aquicultura e Pesca); Guilherme Cassel
(Desenvolvimento Agrário); José
Agenor Álvares da Silva (Saúde)
e Jorge Hage (Controladoria Geral da União).
As nomeações foram publicadas
ontem mesmo,
em edição especial do Diário
Oficial da União.
Afora
Tarso Genro, ministro desde 2003, que
deixou os quadros do governo para presidir
o PT no momento mais agudo da crise de
2005, e Waldir Pires, remanejado para
a pasta da Defesa, prevaleceram soluções
internas: os nomeados, em caráter
definitivo ou provisório, eram
antes secretários-executivos das
respectivas pastas, o que corresponde
a uma espécie de vice-ministro.
Com
agências
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