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Brasil, sábado, 11 de outubro de 2008

de março de 2006

O LEGADO DE SERRA
Greve de professores continua em São Paulo
 

No dia em que abandonou a prefeitura de São Paulo, José Serra recebeu mais um atestado de sua breve e retrógrada gestão. Assembléia de professores da rede municipal, em frente ao gabinete do prefeito, decidiu ontem à tarde pela manutenção da greve iniciada em 28 de março. A manifestação contou com a presença de mais 10 mil profissionais de ensino, entre docentes e funcionários.

Antes da assembléia, houve nova rodada de negociações entre representantes do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais de Educação no Ensino Municipal de São Paulo) e das secretarias municipais de Governo e de Educação. Uma vez mais, porém, não houve contraproposta por parte da prefeitura, o que motivou a continuação do movimento. A próxima assembléia ocorre na terça-feira, dia 4, às 14 horas, também em frente ao gabinete — agora do prefeito Gilberto Kassab, do PFL, que herdou o cargo ontem.

O sindicato acusa o governo Serra-Kassab de promover o desmonte da educação e de desprezar a pauta de reivindicações elaboradas pela categoria. Embora a campanha salarial tenha começado no começo de março, a prefeitura segue sem apresentar contraproposta. A principal reivindicação da categoria é o aumento dos salários, que não sofrem reajuste real há mais de dez anos.

Para uma jornada de 20 horas por semana, professores em início de carreira recebem R$ 509. Já novos funcionários ganham ao menos R$ 457 por 40 horas semanais. O sindicato luta por piso geral de R$ 960. Também reivindica convocação de docentes aprovados em concurso, a redução do número de alunos por sala e mudanças no programa “São Paulo é uma Escola”.

Depois de apresentar as propostas à prefeitura, o sindicato esperou até 17 de março por uma resposta oficial, que não ocorreu. Diante disso, uma assembléia da categoria deliberou pela greve. O movimento dura cinco dias e conta com a adesão de 60% das escolas municipais.

 


 

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