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O presidente da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), João Felício, considerou "muito bem-vinda" a medida
provisória que estabelece o novo valor do salário mínimo. A medida, assinada na
quinta-feira (30/3) pelo presidente Lula eleva o mínimo para R$ 350 a partir de
1º de abril.
O projeto de lei que tratava do aumento ainda não tinha sido votado pelo
Congresso Nacional. "Esse projeto está no Congresso Nacional há muito tempo e
até hoje a Câmara dos Deputados não o votou. Foi um acordo feito com as centrais
sindicais, que resultou em um bom aumento real para o salário mínimo", lembra
Felício.
"É uma questão que mexe com a vida de uma parcela significativa da população
brasileira. Nós concordamos que fosse editada a medida provisória para que essa
população mais pobre do país passe a receber o salário-mínimo a partir de 1º de
abril."
O presidente da CUT espera que o Congresso Nacional discuta com o governo e as
centrais uma política de reajuste anual do mínimo, evitando assim as negociações
anuais. Para ele, os parlamentares poderiam aproveitar a discussão sobre o
aumento, chamando as centrais sindicais e o Ministério do Trabalho para fazer um
acordo.
"Se tiver boa vontade do Congresso Nacional, é possível fazer acordo sobre a
questão ainda nesse semestre", acredita o sindicalista.
Força acha que Congresso "dormiu no
ponto" O presidente da Força Sindical,
Paulo Pereira da Silva, criticou o parlamento por não ter votado o projeto de
lei que aumenta o salário mínimo. Na avaliação do sindicalista, o "Congresso
Nacional dormiu no ponto".
"É uma questão importante porque é um acordo com as centras sindicais, um acerto
depois de muita negociação", lembrou Paulo Pereira da Silva, que considerou
apropriada a medida provisória editada pelo presidente Lula garantindo o aumento
do mínimo.
"O governo precisava garantir o acordo feito com as centrais sindicais, que era
antecipar o salário mínimo para o mês de abril. Portanto, a medida provisória
garante esse acordo", destacou o presidente da Força Sindical. "O governo adotou
a Medida Provisória, que tranqüiliza esses milhões de trabalhadores que ganham
um salário mínimo. Estamos satisfeitos."
Fonte: CUT |