Em Ribeirão Preto (SP) joga-se
uma parte do destino do ex-ministro da
Fazenda e ex-prefeito da cidade, Antonio
Palocci. O delegado seccional de Polícia,
Antonio Valencise, cargo de confiança
do governador e presidenciável
do PSDB, Geraldo Alckmin, fala em impedir
a saída de Palocci do país.
Segundo fontes da cidade, a Delegacia
Seccional de Polícia parece mais
uma redação de release:
ameaças de todos os tipos, sala
especial para O Estado de S. Paulo,
Folha de S. Paulo, Veja...
As mesmas fontes enxergam uma contradição
entre os interesses da polícia
civil, tucana, e os do Ministério
Público. O MP não fala,
como o delegado nomeado por Alckmin em
prender Palocci. Em entrevista, o promotor
do caso, Aroldo Costa Filho, afirmou:
" Não há necessidade
de pedir a prisão do senhor Antonio
Palocci. Ele não tem atrapalhado
as investigações, não
coagiu testemunhas, não pretende
sair do país".
As
afirmações do Ministério
Público serviram para rebater a
afirmação do delegado seccional
de Polícia - sobre quem pesa acusação
de tortura - sobre impedir Palocci de
deixar o país e, se necessário,
prendê-lo.
E no meio de tudo isso, como forma de
intimidação, houve a prisão
de um menino na porta da escola, justamente
o filho de um promotor do MP, Marcelo
Pedroso Goulart. O caso polarizou a cidade
— importante pólo regional com
meio milhão de habitantes. Manifestações
públicas de um e outro lado, no
que é descrito em Ribeirão
Preto como "um campo de guerra".
PF
vai investigar Palocci
A Polícia Federal vai investigar
se o ex-ministro Antonio Palocci apenas
recebeu uma cópia do extrato ou
se determinou a quebra do sigilo da conta
do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
O delegado Rodrigo Carneiro Gomes pretende
ouvir o ex-ministro até sexta-feira,
antes que ele viaje para São Paulo.
A PF também vai apurar quem deu
a informação sobre a movimentação
bancária do caseiro à revista
Época. O responsável pelo
vazamento será enquadrado no crime
de violação de sigilo funcional.
Ao demitir-se do Ministério da
Fazenda, Palocci perde o privilégio
de somente ser processado no Supremo Tribunal
Federal (STF). O ministro da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos, disse que
o ex-titular da Fazenda será investigado.
"Palocci continua merecendo o meu
apreço pessoal, mas precisa ser
investigado e será. Democracia
é isso", afirmou Thomaz Bastos.
Com agências
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