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A Coordenação Executiva da Corrente
Sindical Classista (CSC) divulgou, nesta
quarta-feira, nota à opinião pública, em que
se rechaça a “ofensiva desestabilizadora da
direita”. O documento foi aprovado por
unanimidade, em reunião realizada em São
Paulo.
No texto, condenam-se as manobras
desestabilizadoras realizadas ao longo dos
últimos dias pela direita neoliberal,
liderada pelo PSDB e PFL, e pela mídia
burguesa contra o governo Lula. Ao mesmo
tempo, a CSC manifesta apoio ao novo
ministro da Fazenda, Guido Mantega, e
reitera a necessidade de mobilizar para a
luta por um novo projeto de desenvolvimento
nacional, fundamentado na soberania e na
valorização do trabalho.
Confira abaixo a íntegra da nota:
Movimento sindical deve repudiar
ofensiva desestabilizadora da direita
A direita brasileira, capitaneada por
líderes do PSDB e PFL, decidiu intensificar
a ofensiva reacionária contra o governo Lula
ao longo dos últimos dias, usando de forma
cínica e hipócrita o pretexto da moralização
e da legalidade. Depois da queda de Antonio
Palocci (facilitada por equívocos políticos
primários que revelam a subestimação das
classes dominantes), os neoliberais voltaram
suas baterias contra o novo ministro da
Fazenda indicado pelo presidente, Guido
Mantega. Com a descarada cumplicidade da
mídia burguesa, move-se contra Mantega o que
o jornalista Elio Gaspari classificou de
“terrorismo do mercado”, já utilizado em
2002 contra o então candidato Lula e em
outras ocasiões da nossa história como
“instrumento eficaz de intimidação
política”. Querem fazer crer que o
ex-presidente do BNDES, partidário do
desenvolvimentismo, não tem a confiança do
capital financeiro ou do intangível deus
chamado mercado e por isto não é muito
indicado para o cargo.
O propósito mal disfarçado desta gente é
reforçar a blindagem da política econômica
conservadora e a mítica da autonomia do
Banco Central, bem como criar um cenário
econômico e político de instabilidade que,
além de alimentar os especuladores que
infestam o mercado à busca de lucros
exorbitantes, provoque também a
desestabilização do presidente Lula, a
confusão nas bases do governo e a reversão
das perspectivas das eleições presidenciais,
hoje francamente favoráveis à reeleição,
segundo as pesquisas. Deste modo,
abrir-se-ia caminho ao retrocesso
neoliberal.
Diante disto, a Corrente Sindical
Classista (CSC) vem a público alertar o
movimento sindical e a classe trabalhadora
para os objetivos obscuros da direita,
mascarados por um falso moralismo, e
manifestar seu veemente repúdio às manobras
desestabilizadoras da direita neoliberal e
da mídia burguesa. Ao mesmo tempo, expressa
seu apoio ao novo ministro Guido Mantega,
reafirmando a opinião de que é preciso ter a
coragem de promover mudanças na política
econômica, sobretudo nas políticas
monetárias (reduzindo ao invés de aumentar a
autonomia do Banco Central na definição da
taxa básica de juros) e fiscal (de forma a
garantir mais investimentos públicos).
É hora de intensificar a mobilização dos
sindicalistas e da classe trabalhadora tendo
em vista garantir o êxito do Fórum Social
Brasileiro, dia 20 de abril em Recife, e as
manifestações classistas do 1o de Maio,
cujas bandeiras deve ter por eixo a luta
contra o retrocesso e por um novo projeto de
desenvolvimento nacional, fundado na
soberania e na valorização do trabalho.
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