O SINPEEM (Sindicato dos Profissionais de Educação no Ensino Municipal de São Paulo) informou, na tarde desta quarta-feira, que 55% das escolas da cidade aderiram à greve da categoria. Cerca de 30 % dos colégios pararam integralmente. A assembléia que deliberou pela greve ocorreu na terça-feira, em frente à Secretaria de Gestão Pública, no Centro. Até a próxima assembléia, marcada para sexta-feira, dia 31, a entidade trabalhará para mobilizar mais colégios da rede municipal. A principal reivindicação da categoria é o aumento dos salários, que não sofrem reajuste real há mais de dez anos. Para uma jornada de 20 horas por semana, professores em início de carreira recebem R$ 509. Novos funcionários ganham ao menos R$ 457 por 40 horas semanais. O sindicato luta por piso geral de R$ 960. Também reivindica convocação de docentes aprovados em concurso, a redução do número de alunos por sala e mudanças no programa “São Paulo é uma Escola”. A assembléia do dia 31 será em frente ao gabinete do prefeito José Serra. A tendência é de que a greve continue, uma vez que, na reunião de terça, as secretarias prometeram esticar as negociações até o final de abril.