|
Professores da PUC-SP terão de
esperar mais uma semana, no mínimo, pelo
dissídio coletivo 2006. O julgamento da
ação, previsto para hoje (30/03), não entrou
na pauta do Tribunal Regional do Trabalho de
São Paulo (TRT-SP), que já acumulava outros
nove julgamentos para a data.
O adiamento foi anunciado na tarde desta
quarta-feira pelo SINPRO (Sindicato dos
Professores de São Paulo), que representa os
docentes ao lado da APROPUC (Associação dos
Professores da PUC-SP). O tribunal só julga
dissídios coletivos às quintas-feiras. Por
isso, a expectativa é de que a ação esteja
na pauta de 6 de abril.
O dissídio na PUC ganhou mais
visibilidade neste ano em virtude da crise
que assola a instituição. Com déficit de R$
4,3 milhões por mês e dívida bancária de R$
82 milhões, a PUC sofreu cortes radicais de
gastos, o que incluiu a demissão de 211
professores pela reitoria. A crise
continuou, e a Fundação São Paulo demitiu
mais 261 profissionais de ensino. Vinte e
cinco foram readmitidos.
Os professores entraram em greve e
entraram no Tribunal do Trabalho,
reivindicando o fim das demissões. A
paralisação durou de 14 a 23 de março, mas
assembléia dos professores aprovou a
continuidade das manifestações. Ontem pela
manhã, houve passeata do campus Monte Alegre
e até a Avenida Paulista.
|