Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

29 DE MARÇO DE 2006

PÓS-PALOCCI

Mudanças na equipe da Fazenda
"acontecerão a seu tempo"


Com a posse de Guido Mantega no Ministério da Fazenda, o dia foi de intensa movimentação em Brasília a respeito dos nomes que vão compor a equipe do novo ministro. Em meio a notícias confirmadas da saída do secretário do Tesouro, Joaquim Levy, e do secretário-executivo, Murilo Portugal; e boatos alimentados pela mídia, incluindo a substituição do Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Mantega pediu aos demais membros da equipe do Ministério que permaneçam em seus cargos até que ele possa ter uma conversa pessoal com cada um deles. "As coisas acontecerão a seu tempo", afirmou em entrevista após a posse.

O secretário do Tesouro, Joaquim Levy, pediu exoneração de seu cargo, logo nesta terça-feira (28) e comunicou ao presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid), Luiz Alberto Moreno, que aceita o convite para ocupar a vice-presidência de Finanças e Administração da instituição, com sede em Washington, onde Levy já atuou. O anúncio oficial deve ser feito em breve.

Na cerimônia de posse de Guido Mantega, o próprio presidente Lula anunciou os nomes dos novos ocupantes dos cargos vagos com a troca de ministros. Demian Fiocca, que acompanha Mantega desde o Ministério do Planejamento, deixa de ser vice-presidente para assumir a presidência do BNDES; e Maria Fernanda Ramos Coelho, funcionária de carreira com 22 anos na Caixa Econômica Federal (CEF), assume a presidência do banco no lugar de Jorge Mattoso.

Henrique Meirelles fica

As especulações da saída de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central foram rechaçadas por todas as fontes. O próprio Meirelles reagiu com veemência à pergunta dos jornalistas sobre a permanência dele no cargo. "Essa questão não se coloca", repetiu várias vezes.

Ele disse que, em conversa com o presidente, Lula teria garantido que a autonomia do Banco Central será mantida. Afirmou que o Banco Central continuará fazendo seu trabalho, com o objetivo de atingir as metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O novo ministro da Fazenda confirmou as palavras de Meirelles. “A autonomia do BC é decidida pelo presidente da República e a equipe fica enquanto Lula julgar necessário", declarou. "Essa atribuição é do presidente e não minha", reforçou o ministro. Formalmente, o Banco Central é uma entidade vinculada ao Ministério da Fazenda.

Mantega afastou os boatos de mal-estar entre ele e o presidente do Banco Central. "Não há nenhum mal-estar com o Meirelles", afirmou, acrescentando que conversou, por telefone, com Meirelles e já acertaram um encontro. "A minha relação com Meirelles tem sido aberta e tem-se dado, sempre, em um clima cordial", insistiu Mantega. "Posso até ter tido alguma divergência com ele, no CMN (Conselho Monetário Nacional), mas nem lembro mais qual", disse o ministro.

Nomes de confiança

Mantega afirmou à Agência Estado que ainda não decidiu sobre a substituição definitiva do secretário do Tesouro, Joaquim Levy, e afirmou que o cargo será ocupado interinamente pelo secretário-adjunto do Ministério.

Também não foi acertado ainda o nome do substituto de Murilo Portugal como secretário-executivo da Fazenda, o segundo cargo na hierarquia do ministério. Mantega acrescentou que conversou com o secretários de Política Econômica, Bernard Appy, e da Receita, Jorge Rachid, para permanecerem nos seus respectivos cargos, e que pretende conversar com eles nos próximos dias.

Nos corredores do BNDES, o comentário é de que Mantega precisará de assessores de sua confiança tanto na Secretaria Executiva quanto na Secretaria do Tesouro Nacional. Essas mudanças de nomes nestes cargos-chaves já eram previstas e consideradas “normais” pelos analistas econômicos.

Toda a diretoria do BNDES estava em Brasília para prestigiar a posse de Mantega e também conversar com seu o ex-presidente.

Novos conselheiros

O Diário Oficial publica hoje decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
reconduzindo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, às funções de membro e presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), subordinado a seu ministério.

Em outros decretos, Lula reconduziu à função de membros do BNDES o ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida; o ex-ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Velloso, e João Pedro de Moura. Alessandro Golombiewski Teixeira foi nomeado membro titular do Conselho Fiscal do BNDES e Maurício Teixeira da Costa, membro suplente do Conselho.

Manutenção do rumo

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, disse, em entrevista concedida na portaria do Ministério da Fazenda, que todos os indicadores são de tranquilidade e de manutenção de rumo. Na sua avaliação, "não deve haver causa de preocupação. O Tesouro tem condições de caixa e opera no mercado com tranquilidade", afirmou o secretário.

Segundo ele, a tranquilidade se dá devido à "situação que o próprio mercado tem de confiança fiscal no Brasil".

"O nosso objetivo é ter uma transição absolutamente tranquila, dentro de um quadro que também já está bem definido", disse, ressaltando que o superávit do setor público consolidado em fevereiro foi o maior desde 2003.

De Brasília
Márcia Xavier
Com agências

Hit Counter

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR