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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

29 de MARÇo de 2006

CPI DOS CORREIOS

Delcídio admite que CPI pode ter relatório paralelo

 

O presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou na segunda-feira, em entrevista coletiva, que não descarta a possibilidade de existência de um relatório paralelo da comissão elaborado por parlamentares da base governista. "Pode acontecer sim, apesar de não ser regimental. Mas é fundamental aprovar um relatório conclusivo", disse.

De acordo com Delcídio, as "visões diferenciadas sobre os saques e a formação de caixa dois" e as posições divergentes sobre "o foco do "mensalão" e os indiciamentos" podem causar tumulto na reunião desta quarta-feira, quando deverá ser lido o relatório final da CPI.

Primeiro com a leitura adiada por uma semana e agora por mais um dia, o relatório final da CPI ainda não tem, portanto, consenso para ser aprovado. Delcídio informou que o atraso na apresentação do texto decorreu de um pedido do relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). "O relatório é complexo e o Osmar está fazendo um trabalho rigoroso. Ele precisou de mais um dia para revisar pontos, olhar algumas questões e trocar informações com a assessoria técnica", explicou.

Segundo a Agência Senado, o parlamentar não quis pronunciar-se sobre o teor do documento, ou sobre se haverá citações - e como ela seriam feitas - ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva. Serraglio já afirmou, em uma entrevista à revista Veja, que Lula poderia ser citado por ser "conivente" com o suposto "mensalão". Esse é um dos pontos do relatório sobre os quais há grande divergência. "Estamos procurando discutir para chegar a um consenso, mas se não tiver esse consenso, vai a voto", explicou.

A leitura do documento está marcada para as 12h desta quarta-feira.

Impressão

A peça principal do relatório final ainda não foi concluída e nem enviada para a Gráfica do Senado, responsável pela impressão. Mas os dez anexos - com 100 cópias de cada - que somam 4,1 mil páginas já estão prontos. Até aqui foi gasta quase uma tonelada de papel.

A gráfica parou tudo para imprimir o documento, com trabalho inclusive no fim de semana. Revezaram-se no Setor de Impressão Digital (SEID), entre sábado e domingo, 12 funcionários, e outros 25 do Serviço Especial de Publicação Oficial (SEIPOF). A parte que falta do relatório deve ser enviada para a gráfica na noite desta terça-feira. Há informações de que tem mais de duas mil páginas.

Fonte: Terra

Leia também:
Jamil: relatório da CPI não pode transformar suposições em fatos

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