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Os metroviários de São Paulo vão
receber R$ 2.730 de Participação dos
Resultados (PR) do Metrô. Em assembléia
realizada na noite de terça-feira, a
categoria aceitou a proposta da empresa, que
se comprometeu a pagar a PR em três
parcelas. Se não houvesse acordo, o
Sindicato dos Metroviários previa greve
geral a partir da zero hora de hoje (29/03).
De acordo com a Cia. dos Metropolitanos
(Metrô), os pagamentos serão feitos em abril
(R$ 750), agosto (R$ 1.000) e outubro (R$
980). Os funcionários da empresa não recebem
a PR desde fevereiro de 2006, quando a
empresa depositou a última parcela referente
a 2004/2005.
Ainda na noite de terça-feira, a juíza
Dora Vaz Treviño, presidenta do TRT-SP
(Tribunal Regional do Trabalho de São
Paulo), concedeu liminar que proibia a
paralisação em horário de pico — entre 6h e
9h e das 16h às 19h). A medida também
determinava a circulação de 80% da frota de
cada linha nos outros períodos.
Outras lutas – Os metroviários se
concentram, agora, na campanha contra a
privatização da Linha 4 – Amarela. No dia
22, por decisão da Tribunal de Contas do
Estado de São Paulo, o processo de licitação
para a construção da linha foi suspenso,
devido a irregularidades apontadas pelo
sindicato. Uma liminar do Tribunal de
Justiça, concedida no dia seguinte, reiterou
a suspensão.
As duas decisões motivaram ainda mais a
Campanha “Diga Não à Privatização do Metrô”,
que foi lançada em 23 de março, no Auditório
Franco Montoro da Assembléia Legislativa.
Promovido pelo sindicato, o encontro contou
com a participação de diversas entidades,
além de dois parlamentares do PCdoB — o
deputado federal Jamil Murad e o estadual
Nivaldo Santana.
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